La più bella dell’ universo


Pedro Correia,

 

Luchino Visconti chamou-lhe “La donna più bella dell’universo”: Laura Antonelli faz hoje 70 anos. Quantos se lembram ainda de que ela foi uma extraordinária sex symbol do cinema europeu? E quantos recordam ainda como o cinema foi capaz de antecipar a revolução de costumes da década de 60 com o filme E Deus Criou a Mulher, estreado há exactamente 55 anos, com Brigitte Bardot a incendiar paixões na tela?

A cultura pop, que submergiu o Ocidente no último meio século, forja e tritura ícones a uma velocidade estonteante: esta é a sua grande força, esta é a sua enorme fragilidade. Ídolos de pés de barro, vivem da imagem e apagam-se no esquecimento colectivo quando essa imagem fatalmente se extingue. Tanto mais impressivo quanto mais fugaz. “Não somos mais do que o pó das estrelas”, ensinou-nos Carl Sagan. Quantas destas estrelas — as de cinema — foram por sua vez reduzidas a pó depois de terem povoado os nossos sonhos?

 

12 comentários em “La più bella dell’ universo”

  1. Excelente o artigo sobre a BB (segui o link e fiquei a ler até ao fim). Ela tinha uma beleza incendiária que ainda hoje é imitada, aproveitada ao limite por esse fabricante de sex-symbols chamado Roger Vadim. Mas depois não soube envelhecer, coitada. Tenho sempre pena destes casos dramáticos.
    Lembro-me da Laura Antonelli em “Malícia”, um filme quase proibido em que ela era de uma sensualidade explosiva. E havia outras italianas sexys e lindas: a Claudia Cardinalli e a Ornella Muti, por exemplo. Mas nenhuma que se comparasse, para mim, à beleza exótica e única de Sophia Loren.

      1. Não duvido mínimamente, Ana…
        ;)))
        Mas sou muito mais básico que isso… referi-me somente ao que a imágem me suscitou…
        No entanto, rendo a minha singela homenagem à beleza da mocinha.

  2. Tão verdadeiro. Mas povoam os nossos (vossos::) sonhos, sim. E embora esquecidas/os não morrem, apesar de tudo. A tela eterniza a estrela, felizmente…embora umas brilhem mais do que outras:)

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