Luchino Visconti chamou-lhe “La donna più bella dell’universo”: Laura Antonelli faz hoje 70 anos. Quantos se lembram ainda de que ela foi uma extraordinária sex symbol do cinema europeu? E quantos recordam ainda como o cinema foi capaz de antecipar a revolução de costumes da década de 60 com o filme E Deus Criou a Mulher, estreado há exactamente 55 anos, com Brigitte Bardot a incendiar paixões na tela?
A cultura pop, que submergiu o Ocidente no último meio século, forja e tritura ícones a uma velocidade estonteante: esta é a sua grande força, esta é a sua enorme fragilidade. Ídolos de pés de barro, vivem da imagem e apagam-se no esquecimento colectivo quando essa imagem fatalmente se extingue. Tanto mais impressivo quanto mais fugaz. “Não somos mais do que o pó das estrelas”, ensinou-nos Carl Sagan. Quantas destas estrelas — as de cinema — foram por sua vez reduzidas a pó depois de terem povoado os nossos sonhos?



Excelente o artigo sobre a BB (segui o link e fiquei a ler até ao fim). Ela tinha uma beleza incendiária que ainda hoje é imitada, aproveitada ao limite por esse fabricante de sex-symbols chamado Roger Vadim. Mas depois não soube envelhecer, coitada. Tenho sempre pena destes casos dramáticos.
Lembro-me da Laura Antonelli em “Malícia”, um filme quase proibido em que ela era de uma sensualidade explosiva. E havia outras italianas sexys e lindas: a Claudia Cardinalli e a Ornella Muti, por exemplo. Mas nenhuma que se comparasse, para mim, à beleza exótica e única de Sophia Loren.
Sim, Ana. Mas a Loren é das raras que perduram. O mais chocante são as que passam. Quase sem deixar rasto.
Pois é, tens razão. A fama é uma vertigem, de facto. A Loren tem-se aguentado muito bem, mas é uma excepção.
Em grande forma. Temos de a convidar para um dos próximos jantares do DELITO.
…dell’ universo, per certo… ma con alcuni segni di incontinenza. o sarà espandilose?!
;)))
(a raposa como não chegava às uvas…)
«Ma con alcuni segni di incontinenza…» Certo, certissimo.
Incontinência era o que ela causava, Bartolomeu… 😉
Ahahah;))) Ana, não perdoas uma (e eles não percebem nada 😉
(Hmmm… no capisco niente)
Não duvido mínimamente, Ana…
;)))
Mas sou muito mais básico que isso… referi-me somente ao que a imágem me suscitou…
No entanto, rendo a minha singela homenagem à beleza da mocinha.
Tão verdadeiro. Mas povoam os nossos (vossos::) sonhos, sim. E embora esquecidas/os não morrem, apesar de tudo. A tela eterniza a estrela, felizmente…embora umas brilhem mais do que outras:)
Não faltam estrelas cadentes no cinema, AE. Como na vida.