A dívida do Dubai tem o tamanho da sua megalomania. É quanto custa construir uma fantasia sem estratégia nem planeamento.
Um Estado tem a dívida que a sua megalomania merece. É sempre o custo da construção de fantasias sem estratégia nem planeamento.



Para sorte deles, têm uns vizinhos que vieram em seu socorro. Para nosso azar, os nossos vizinhos ainda estão piores do que nós. Resta-nos o prazer de gozar o Sol e as praias, assobiar para o ar e esperar que a crise passe.
Pois é: assobiar para o ar está a tornar-se o desporto por excelência da nossa classe política.
Parece que eles recusaram o auxílio dos vizinhos.
A grande diferença é que a divida do Dubai não é uma divida de Estado mas sim de uma empresa, a Dubai World.
O erro de muito investidor (e com alguma razão, diga-se de passagem) foi presumir que o Emirado assumiria as dividas da empresa – o que não veio a acontecer.
Ora, se o Dubai não garantia a divida, muito menos o Abu Dhabi o faria, até porque este último tem tido uma atitude muito mais conservadora, nomeadamente em termos de licenciamentos urbanísticos.
Lá isso é verdade. Ao que parece.
É verdade sim senhor. Mas também não é menos verdade que com a crise no Dubai poderíamos nós bem.
Certo. Isto era apenas um ‘supônhamos’…
Muito perspicaz. Mas, no papel, ou na fotografia, a megalomania deles é mesmo a sério e colorida, não cinzenta e alcatroada.
Por cá é tudo sempre muito cinzento, na verdade. Mas não pouco fantasista.