Não vou à manif de amanhã porque não me apetece ser instrumentalizado pelos partidos de esquerda em que não confio e porque não sou contra a “saída da troika” do país (não me dou bem com bancarrotas, desculpem lá). Mas depois dos disparates desta semana – a ridícula proposta da Seg. Social, a patética entrevista de PPC, o desnorte da política económico-financeira e o absoluto pandemónio instalado no Ensino Secundário e Superior – deixei de apoiar este Governo. Só para que conste.
Just for the record
josegomesandre,

Bom, se deixou de apoiar este Governo, já não é mau.
Junte-se ao rol.
Mas atenção: esse rol é, e será até ao fim, maioritariamente constituído por gente de esquerda…
Quanto à manif, há pessoas de direita, algumas conhecidas, que não têm medo de ser instrumentalizadas e vão lá.
Não tenha medo. Vai ver que, à boa maneira portuguesa, vai ser uma manifestaçãozinha muito civilizada, sem montras partidas e carros queimados.
Agora, se prefere organizar a sua própria manif de direita, esteja à vontade. Por enquanto, ainda estamos em democracia.
E quanto mais manifs, melhor.
Para ver se o nosso “timoneiro” muda de rumo.
Haja esperança…
Exactamente o que penso, mas ficar em casa não demonstra nada. Um silêncio gigante não é instrumentalizado, mas também não serve ninguém.
Eu vou.
Fazes muito bem. Eu não, pelos motivos que expliquei e por um terceiro que tu conheces, mas eu preferi não expor no post. Em todo o caso, como se percebe pelo texto, estarei em espírito. A questão do Ens Sec e Superior fala-se pouco nas notícias mas é absolutamente calamitoso. Há cursos nas univs em risco de não funcionar por falta de pagamentos, por maus enquadramentos jurídicos de funcionários, por estatutos e leis ridículas criadas em cima do joelho quanto à situação dos bolseiros-docentes, entre outras trapalhadas. É de fugir.
Compreendo bem e se queres que te diga vou mais por protesto do que por causa da Troika, embora do meu ‘poleiro’ de absoluta leiga ache que estes programas são inexequíveis e só têm como fim subjugar-nos até ao ponto de cairmos inertes. Pergunto-me como vivem as pessoas com uns míseros 400 e tal euros, agora reduzidos a 300 e tal. Quem anda por aí a fazer comparações com a Alemanha e a Suécia está exactamente a comparar o quê?
O Ensino é um caso perdido. Só quem está dentro é que sabe como as coisas vão, porque cá fora recusam-se a ver o óbvio. Já tive aqui várias ‘conversas’ por causa do alegado excesso de professores. Recusam-se a ver e a ouvir quem lá está dentro. Nada a fazer. Nunca nos meus dias pensei ser tão humilhada por causa da minha profissão.
foi dito que pelo menos o salário mínimo não será abrangido pela baixa da TSU.
Bom dia.
Infelizmente não poderei ir, senão ia. E seria a primeira manif na minha vida…
A saída da troika seria a bancarrota? Então não estamos, neste meomento, a entrar em colapso? Não estamos à beirinha da bacarrota? Não sei se sabem, mas as ambulâncias de Torres Vedras estão paradas pois não há dinheiro para a gasolina. Os autocarros da Carris estão a ser secretamente reduzidos pois já não há gasolina em Cabo Ruivo (central de abastecimento) e começa a escassear noutros sítios (dito por um motorista), as vacinas no meu centro de saúde (tétano, pro exemplo) estão a esgotar-se e sei que noutros centros também. Há 3 meses que a minha mulher está à espera que a seg. social lhe pague a baixa da semana que esteve em casa quando a nossa filha esteve com febre. o IGFIJ (min. justiça) não me paga as oficiosas há largos meses. isto não é bancarrota? então o que será?
Cumprimentos.
Tem toda a razão, Ricardo.
Adenda ao comentário anterior: os assessores e os amigalhaços continuam a receber, incluindo os tais subsídios que cortaram aos outros, que ganham bem menos. Ou continua a haver gasolina para o sr ministro da defesa ir ao seu escritório no Porto, pago por todos nós e quando é proibido por lei acumular funções públicas com a advocacia. Deduzo que bancarota seja quando há haja dinheiro sequer para esses, é isso não é?…
Essa do Ensino Superior é significativa. Dou um exemplo do que este governo é capaz de provocar, tal é a estupidez. Refiro-me à lei dos Compromissos.
Até há uns meses, comprava-se bilhete de avião na internet, o mais barato (pelo menos eu fazia assim), para ir a um congresso no estrangeiro. Agora tem que ser através de agência de viagens e tudo pago antes. Resultado: fui agora mesmo a um congresso cumprindo as regras. A universidade pagou 600 euros por um bilhete de avião para o país onde se realizava o congresso, enquanto na internet eu teria arranjado a 350. E o tempo que perderam as funcionárias da faculdade…
Caro Leitor Atento,
E precisava de ter ido ao Congresso? A internet não resolve a coisa?
Junte o meu nome ao manifesto.
Manuel Gonçalves
Não vou.
Como também não fui à inauguração do coreto aqui em Alcugulhe, nem à inauguração da rotunda ao lado da Av. Pe Matos em Alfezes de Baixo. Pedir ao Poder é coisa de sonhadores.
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É evidente a incompetência deste Governo em primeiro comunicar. Ou se apresenta a proposta integral ou estava calado. O chinfrim dos lambidos do costume é para a maltar rir.
Em segundo agir. Há algum trabalho no recato.
Mas Já houve tempo para a reforma adminisrativa local, com a diminuição de mais de 12 000 funcionários, de agilização de serviços como licenças…nada.
Em terceiro lugar. O Dr. Portas. É evidente que vai ter que haver aumento de tributação. O corte na despesa demora algum tempo, despedir pessoas, negociar indemnizações.
A malta perdoa-lhe o pecadilho desde que arranje mais negócios lá fora…
Em quarto lugar, não há um único ministro ou deputado da Coligação a pedir,estudar e decidir os contratos das PPP´s, e seus anexos e adendas? Porquê?
Em quinto lugar.
Nesta última semana, vimos o desfilar de comentadores participantes no regabofe despesista dos últimos 20 anos. Desde Ministra da Educação, a Ministros das Finanças, passando por gente enclausurada a grupos de interesse claros e definidos. Gente pretensamente impoluta aqui do burgo. As “facadinhas” de que o PSd é pródigo é politiquice baixa para os Altos Interesses que se colocam a Portugal.
Posto isto: Estado de excepção.
Há muito que se sabia…é só olhar em volta e sem desejo.
Assim, apesar dos lambidozinhos na AR, da falta de estudo (no Governo), da parolice (classe politica em geral), …mantenho confiança neste governo.
E deixem-se de estados de alma no Facebook, e pedidos de desculpa. Estar na Politica é travar uma Guerra Efectiva ou Potencial; sendo efectiva, coragem para a eliminação física ou ideológica, sendo potencial, sabedoria.
Eu vou trabalhar. Levantei-me cedo e tudo.
Espero que não pareça que estava a atirar uma piada. Não estava. Hoje tive orgulho do que vi nas ruas. Foi uma Manif e pêras em todo o País.
Eu também não sou a favor da saida da troika,mas sou a favor da dignidade das pessoas.
O Presidente precisa de saber que o povo está triste,revoltado e desapontado com as palhaçadas deste governo(também deixei de o apoiar).
É por isso que vou á manif.
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“e porque não sou contra a “saída da troika” do país”
Julgo que como ficou esta frase é o contrário do que quer dizer.
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“Inexequíveis”
Você pode tentar viver sem o dinheiro da Troika. Experimente. É só tirar mais dois ordenados.
Que é na prática o que vai acontecer, porque um país não muda em 4 ou 5 anos…e passa a produzir riqueza que nunca produziu e só existia – e ainda existe parcialmente pela troika- porque se endividava.
Já agora nem quero imaginar como vivíamos com a riqueza dos anos 90…ainda não chegámos lá mas vamos chegar.
Admiro o seu reconhecimento em reconhecer que deixou de acreditar em quem apoiava.
As suas meia dúzia de linhas em que realça o seu ponto de vista actual, valem uma mão cheia de presenças na manifestação de hoje.
Francamente, não percebo como é que se pode apoiar, melhor, acreditar num governo que tem Relvas como segunda figura.
Quando vi Relvas (e, depois, o negociante Viegas) no governo perdi qualquer esperança de que alguma coisa fosse feita e fiquei à espera do pior. Que chegou, sem desiludir.
De esquerda? Olhe que não…havia gente de todo o tipo. Eu tinha combinado ir com uns colegas de trabalho, mas desencontrei-me deles e acabei por chegar sózinha.Como não sabia onde me colocar, coloquei-me atrás de uns tipos que prostetavam contras as touradas-achei que “eram mais a minha praia” 🙂
Além disso quando temos confiança naquilo em que acreditamos, que importa aquilo em acredita o vizinho? O senhor não segue aquele lema que diz que o “inimigo do meu inimigo, meu amigo é”? Espero que não, tem saido caro, a quem o segue.