Judite correspondida?


jmmcc,

Soube hoje disto. Ora leiam.

Somos um País provinciano.

Estou-me nas tintas para aqueles que passam o tempo na blogosfera.

Não alimento territórios marcados por terrorismo verbal.

A blogosfera é uma estupidez.

São pensamentos profundos da Judite de Sousa, confessados em discurso directo a um periódico nacional notável: a TV Guia. E ela, se calhar, é correspondida pela blogosfera.

56 comentários em “Judite correspondida?”

  1. O que pensará por exemplo, Luís Castro, editor executivo da RTP e amigo de vários bloggers e que tem um blog que recomendo vivamente?
    E eu que já comprei o livro dela….

    1. Curioso… Uma das características de quem é provinciano é opinar sobre o que não se conhece… Geralmente de um modo bastante depreciativo.

  2. – Pode repetir, por favor, senhora D. Judite ?
    – Sim. eu ouço bem, o que a senhora diz é que não
    entendo.
    – Por exemplo a sua facilidade em generalizar e ainda o
    seu conceito de estupidez…:))

  3. Mas que reacção mais corporativa…

    Somos um país provinciano? Somos
    Passar o tempo na blogosfera é pouco produtivo? É
    Terrorismo verbal é pouco produtivo? É
    Há terrorismo verbal na blogosfera? Há
    A blogosfera é uma estupidez? Tem dias

    Judite de Sousa não gosta da blogosfera, está no seu direito. A blogosfera é uma entidade complexa e extensa, há de tudo como na botica.

  4. Só hoje é que viu? 😉 Eu já tinha tido o prazer de ver essa frase numa entrevista. Enfim, alguns jornalistas usam e abusam da blogosfera mas depois dizer bem dela é uma dificuldade enorme

  5. Ainda há coisa de duas semanas, a ouvi no programa de sábado de manhã, Hotel Babilónia, do Pedro Rolo Duarte e do João Gober na Antena 1, em que falaram da blogosfera.
    De uma maneira geral, a visão da Judite era bastante positiva, reconhecendo no entanto em alguns e só em alguns blogs e bloggers, a utilizavam deste meio para fazerem terrorismo verbal. O que é absolutamente verdade.
    Não generalizou, pelo contrário, separou bem as águas.
    A Judite que eu ouvi, não foi a mesma que a tal revistinha nos deu a ler.

    Temo que essas revistas peguem só nas frases que lhes interessa para venderem. E cada vez mais, isso se verifica.

  6. Percebo-a bem. Deve ter lido em vários blogues, inclusive neste, que a Clara de Sousa esteve muito melhor que ela a moderar os debates pré-eleitorais e a partir daí cortou relações com a blogosfera.

  7. Patti , como a compreendo. Pois esta revelação pôs-me zonza como um cata-vento em dia de tempestade (e sei lá eu porque é que me lembrei da figura).
    No fds também ouvi a JS numa entrevista ‘intimista’ a dizer que era “viciada na internet” (sic), com um tom ‘de profundis ‘ e umas risadas auto horrorizadas, próprias de quem confessa uma escravidão inescapável.
    Podiam ser compras compulsivas na Fashion Clinic , podiam ser 3 tablettes de chocolate seguidinhas , podiam ser 3 whiskies para a sossega… mas não, as noites eram sempre passadas na internet.
    E lá desfiou: – a métrica de audiências, o email, alguns jornais online, blogs.
    Eu ouvi, sim senhor… Blogs.
    Resumindo e concluindo, a senhora é masoquista, adora torturar-se à noite.
    Ou então ensandeceu com as luzes da ribalta e a adrenalina do self life telling . Deve ser mais isso. Vendo bem, achei-lhe um ar carente e um tom de injustiçada pelo mundo.
    Ela agora não quer senão falar de si. Muito.
    Já não sabe o que diz.

  8. Felizmente vivemos numa arejada democracia, João, em que é possível fazermos (a assumi-lo) o que a maioria pode não preferir. Leste o que o G. Clooney disse sobre ter uma página no facebook ? E não deixa de ter bons momentos no grande écran:)

    1. Pois. A resposta está talvez no grande ‘ecran’, porque alguma coisa precisa sempre de ser grande, mesmo nas minorias. Problemático é o tempo que se perde e os ares que certas figuras se dão para dizer coisas tão pequeninas. Hehe…

      1. Touché A resposta foi mesmo gira, e como sabes eu até sou fã incondicional da blogosfera (embora sem blog). Abraço

  9. João, falta uma frase no final da resposta: «Esta resposta foi gira, não foi?» Deve ter sido o editor a cortar, ou então foi já na paginação, por falta de espaço.

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