José Sócrates e a sua gente


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Foram anos a feder: sabia-se de como aquele governo se intrometia na comunicação social, sempre um péssimo sintoma; sabia-se das investidas na banca; desconfiava-se, muito para além do normal, das manigâncias económicas (estas que agora causam isto), ainda que não tanto, caramba; sabia-se da trapalhada da licenciatura (“ele goza com isso no conselho de ministros“, dizia-me quem lá se sentava); sabia-se do imundo nepotismo, esse que é marca d’água do partido.

E sabia-se também de todos os “socialistas” e “companheiros de estrada” proto-pós-BE, a defendê-lo e ao “estado da arte” até à última: o eixo lisboeta de verniz “intelectual” e moderno (os do blog Jugular são uma boa caricatura desse lixo cívico), os académicos (tudo trocando pelo “grande ministro Mariano Gago”), os “quadros da função pública”. Defenderam-no(s) sempre, a todo o custo. Durante o seu poder, e também nos anos seguintes. Incensaram-no quando regressou, já feito Autor, de Paris, ressuscitaram-lhe o PEC 4, saudaram o Mestre Eduardo Lourenço feito seu prefaciador, louvaram-no especialista de Rimbaud, quiseram-no em Belém. Os que com ele estiveram no poder saíram em grande: para tutelar bancos rebentados, para embaixadores, para louváveis administrações não executivas, etc. Que as sinecuras foram várias. E tantos estão outra vez no poder – o execrável Capoulas, Augusto Santos Silva, Leitão Marques, Costa, claro, e tantos outros menos conhecidos.

E nisso tudo uma imensa arrogância, contra os “ressentidos”, os “ressabiados”, os “invejosos”, os da “direita”, como chamam, que se debatiam com aquele estado miserando das coisas.

Agora os Galambas e os Carlos Césares vêm dizer que têm “vergonha” destes corruptos. É um “in extremis”, a mostrar que já não há esperanças em safá-lo. E José Sócrates anuncia, como se ofendido, que abandona o partido socialista.

Eu nem me rio. Tamanho o desprezo. Pelos Pinhos & Sócrates. Mas também, e se calhar até mais, pelos Galambas. E por todos os que os apoiaram até ao fim, até mesmo hoje. Nos últimos tempos, já em desespero de causa, alguns já em silêncio, resguardando-se, outros apenas agarrados ao “segredo de justiça” e, em última esperança, a quererem mudar a PGR, ainda “a ver se pega”. E nem têm vergonha de serem o pouco que são. É vê-los aí, ufanos. Perdão, ufan@s, como tantos pavoneiam.

109 comentários em “José Sócrates e a sua gente”

  1. Penso que esta decisão concertada do ps se inscreve numa estratégia de branqueamento, face a informações de que eles disporão ( não esquecer a sondagem encomendada logo a seguir aos primeiros incêndios ).
    Agora o que me incomoda a ponto de eu não poder ouvir ou ver a cara aos fulanos é lembrar-me de que todos eles estão onde estão graças ao Sócrates. Foram eles, todos eles sem falhar nenhum dos pseudo-envergonhados, que elegeram o Sócrates 3 vezes chefe do partido com % superiores 90%. (
    https://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/soacutecrates_eleito_secretaacuterio_geral_do_ps_com_933_dos_votos ). Sao todos cúmplices. Deviam apresentar o cartão, tal como fez Sócrates.
    E quando penso que esta matilha foi a grande descoberta do pantanoso Guterres para renovar o partido, imagino a qualidade da gente que, à sua volta, pretende governar o mundo.
    Estamos feitos!

      1. Já agora, falácia por falácia, lembrar também
        Das prisões sem culpa formada do copcon
        Do saneamento dos jornalistas do DN
        Do fecho do jornal República

        E, já agora, há também que falar das 4 causas que denunciou Salgado Zenha no tempo do Salazar

        E, continuando « a falaciar », por que não falar da morte dos Tavoras?

        1. Lembrando Lobo Xavier, não houve durante a III República, um governo tão lesivo para o Estado como o de Sócrates. Acrescento que talvez só o XI e XII Governos de Portugal se lhe tenham aproximado.

          Num relatório divulgado pelo Tribunal de Contas, o custo acumulado da nacionalização do Banco Português de Negócios continua a subir e no final de 2016 ultrapassava os 3,66 mil milhões de euros

          https://youtu.be/w9Z1B_9ZD6M

          Quanto aos Távora julgo que já prescreveu! Julgo….

      2. Boas tardes.

        Excelente, defender os podres dos outros com outros podres.
        Assim sendo até parece que os primeiros podres ficam sem ser podres e os segundos continuam podres.
        Isso tem um nome:
        PODRIDÃO, e parece-me ser isso precisamente que o Sr. defende.
        Passe bem e tenha cuidado com o cheiro

        1. E não se poderá ler também a inversa?

          E há aquela muita boa gente que só viu os podres da governação quando Sócrates entrou na liça, e ficou essa muita boa gente tão espantada que, se nada tinha visto antes, nada continuou a ver depois.
          E estranha quando ouve alguns dos que já o viam há muito, confundindo-os e confundindo as suas intenções.

          1. O cegueta não vê o mundo maior por ter óculos. Mais definido, sim, com pormenor. Pormaior e com espanto ao assestar telescópio frente aos óculos.
            A dimensão de alguns objectos faz-lhe os outros pequeninos e até os pode ocultar… mas nem uns surgem por geração espontânea nem os outros são atomizados.

          1. Sim, em última análise os bancos faliram devido à crença dos depositantes. Mas: até que ponto essa crença foi induzida, tanto pelos próprios bancos, como pela tutela estatal e governamental?

    1. Nem mais. O “nosso” Rui Rocha, no seu activíssimo mural de FB, onde tem devastado o sorriso socialista, já botou que esta manobra retórica dos dirigentes socialistas nesta semana é como a divisão do BES em banco bom e banco mau. Uma treta, como se sabe.

  2. Ordinariamente todos os ministros são inteligentes, escrevem bem, discursam com cortesia e pura dicção, vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Porém, são nulos a resolver crises. Não têm austeridade, nem concepção, nem instinto político, nem experiência que faz o Estadista. É assim que há muito tempo em Portugal são regidos os destinos políticos. Política de acaso, política de compadrio, política de expediente. País governado ao acaso, governado por vaidades e por interesses, por especulação e corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possível conservar a sua independência?

        1. Pois claro !
          E eu a pensar que era mais uma tirada “imponente” de Mein Herr…
          Até me sinto socialista de envergonhada que estou…

          1. Homessa, nem me lembrei disso, no entusiasmo de concorrer!

            Mas repare, há muitos concursos em que quem ganha prémio é quem os organiza, e às tantas o meu sub-consciente evitou misturas…

            No entanto, podemos sempre arranjar um à pressão: uma imperial.

  3. Como em tudo não há nada bom nem mau a 100%, mas como tenho assistido à evolução política e económica desastrosa nestes últimos 44 anos, permite-me dizer que não valeu a pena o golpe de Estado Militar do 25 de Abril. Porque só para se “poder falar e não ter voz”, não valeu a pena. Para assistirmos sentados: “ao devaneio, à luxúria desenfreada de alguns, à corrupção sem punição, à proliferação da droga, à destruição da Indústria que havia sem substituição por outras (Indústrias – têstil, Vidreira, metalúrgica, refinarias, ……….. abandono da agricultura entre muitas outras). Perda de direitos, abuso de todos os poderes, falta de ética, falta de moral, falta de respeito por tudo e todos. Tudo se faz no “máximo interesse da criança, no máximo interesse da mulher, no máximo interesse do pobre, ……….) No entanto não há Justiça. Os criminosos nunca são punidos. Na atual sociedade é defeito e é crime ser honesto e ser bom trabalhador. Digo isto porque são sempre nestes que caiem as sanções. Exemplo: Os banqueiros roubam, o “hérário público” desvia dinheiro para os bancos, dinheiro esse que é nosso dos nossos impostos. Quando falta o dinheiro no “héràrio público” onde é que o Estado vai aplicar a “Sanção”? A nós. Aumentando impostos a torto e a direito, inventando outros tantos desenfreadamente. Tudo isto é feito para “o nosso máximo interesse, para o desenvolvimento do País, para um melhor futuro para os nossos filhos e netos. Tudo isto è uma vergonha. O pais não sei se vai resistir a ficar independente por muito tempo. Mas uma coisa todos nós sabemos porque sentimos na pele todos os dias, que isto é uma rebaldaria. Não há LIBERDADE, mas sim LIBERTINAGEM. Também sabemos que o futuro dos nossos Bisnetos já está “Hipotecado”. Onde estão o que tanto gritavam contra estes valores podres que estão em cima da mesa? Estão no “Bom-Bom” da cadeira do poder a colaborar com tudo isto e eles sim Felizes, porque também fazem parte dos beneficiados.

  4. Como em tudo não há nada bom nem mau a 100%, mas como tenho assistido à evolução política e económica desastrosa nestes últimos 44 anos, permite-me dizer que não valeu a pena o golpe de Estado Militar do 25 de Abril. Porque só para se “poder falar e não ter voz”, não valeu a pena. Para assistirmos sentados: “ao devaneio, à luxúria desenfreada de alguns, à corrupção sem punição, à proliferação da droga, à destruição da Indústria que havia sem substituição por outras (Indústrias – têstil, Vidreira, metalúrgica, refinarias, ……….. abandono da agricultura entre muitas outras). Perda de direitos, abuso de todos os poderes, falta de ética, falta de moral, falta de respeito por tudo e todos. Tudo se faz no “máximo interesse da criança, no máximo interesse da mulher, no máximo interesse do pobre, ……….) No entanto não há Justiça. Os criminosos nunca são punidos. Na atual sociedade é defeito e é crime ser honesto e ser bom trabalhador. Digo isto porque são sempre nestes que caiem as sanções. Exemplo: Os banqueiros roubam, o “hérário público” desvia dinheiro para os bancos, dinheiro esse que é nosso dos nossos impostos. Quando falta o dinheiro no “héràrio público” onde é que o Estado vai aplicar a “Sanção”? A nós. Aumentando impostos a torto e a direito, inventando outros tantos desenfreadamente. Tudo isto é feito para “o nosso máximo interesse, para o desenvolvimento do País, para um melhor futuro para os nossos filhos e netos. Tudo isto è uma vergonha. O pais não sei se vai resistir a ficar independente por muito tempo. Mas uma coisa todos nós sabemos porque sentimos na pele todos os dias, que isto é uma rebaldaria. Não há LIBERDADE, mas sim LIBERTINAGEM. Também sabemos que o futuro dos nossos Bisnetos já está “Hipotecado”. Onde estão o que tanto gritavam contra estes valores podres que estão em cima da mesa? Estão no “Bom-Bom” da cadeira do poder a colaborar com tudo isto e eles sim Felizes, porque também fazem parte dos beneficiados.

    1. Desculpar-me-á mas discordo radicalmente. Vale a pena “poder falar e não ter voz”, aparente oxímoro que apenas esconde a vontade ditatorial (normalmente comunista, mas também apelativa aos extremismos fascistas). Ou seja, vale a pena poder falar, mesmo que não se tenha o poder. E depois há outra coisa: vive-se incomparavelmente melhor em Portugal do que há 40 anos, e isso vale a pena.

      E há outra coisa que valeu a pena. Estamos em paz. A glorificação patética dos “gloriosos capitães de Abril” fê-los uns heróis libertadores, e para isso há que esquecer que se revoltaram por razões corporativas, em defesa dos seus interesses económicos (e estatutários). Lembrá-lo implicaria lembrar que estavam em guerra, que eram profissionais da guerra, que tinham ido estudar para isso por opção própria e que tinha sido o grande sustentáculo do anterior regime – e foi nesse desiderato que aderiram àquela carreira profissional. Isto casa muito mal com a “glorificação”: do Vasco Gonçalves, e a do Lourenço. A do crápula assassino Otelo (a quem ainda hoje historiadores funcionários públicos escrevem biografias falsificadoras sem que sejam despedidadas por isso) ou do, depois da falência simbólica dos outros, a de Salgueiro Maia, que dá jeito porque morreu novo. E a dos outros. Dito isto, tudo isso serve para escamotear a verdade: agora há paz, antes havia uma estuporada guerra, por influÊncias das “gloriosas forças armadas”. Como tal valeu muito a pena o 25 de Abril.

      1. O 25 de Abril foi feito pelos militares e para, e só para eles. Nunca sequer pensaram no povo ou no país. A guerra era para o soldado, que nada ganhou com isso, – “além de não ser obrigado a ir para a guerra” e passar a ir para outras guerras voluntáriamente. O 25 de Abril foi feito para os Capitães e outros acima passarem todos a Generais abusivamente. Otelos, Vasconcelos, Melos, Lourenços, V. Gonçalves, MFA’s, COPCON´s, e muitos outros ……., Parece que só o Capitão S. Maia degenerou. Deu murro na mesa e disse: Não aceito. A Revolução não foi feita para nós, mas sim para o povo. Coitado tanta ingenuidade. Valeu-lhe que lhe viraram as costa. Até na doença não lhe deram qualquer tipo de apoio. Grandes progressistas. E é a esse tipo de gente que ficamos entregues até ao dia de hoje, que vindo de mal a pior e nós a consentirmos. Coitados de nós!!!!!! Fazemos todos parte do desgraçado “chamado 25 de Abril”, que acarreta com todas as culpas. O 25 de Abril para mim é um marco histórico como qualquer outro, “Tal Padeira de Aljubarrota”

        1. Cavaco recusou participar na homenagem a Melo Antunes

          http://expresso.sapo.pt/actualidade/cavaco-recusou-participar-na-homenagem-a-melo-antunes=f550091#gs.gvE9gYk

          Ouçamos agora o comunista e membro do COPCON, General Ramalho Eanes:

          Ramalho Eanes disse esta quinta-feira que Melo Antunes, considerado o ideólogo do Movimento das Forças Armadas de 1974, é «pai da democracia». O antigo Presidente da República defendeu que «neste tempo dramático», o país deve inspirar-se nos «seus maiores».

          «Pela sua ação, tantas vezes discreta, mas sempre fiel, sensível, ousada e inteligente na institucionalização democrática em Portugal se poderá dizer com justiça que Melo Antunes é pai da democracia em Portugal», disse o general António Ramalho Eanes, na apresentação da biografia de Melo Antunes, de acordo com a Lusa.

          «Agora, neste tempo criticamente dramático, mais necessário é do que nunca, como disse o saudoso padre Manuel Antunes, aprender com os nossos maiores (…) e fazer agora aquilo que eles fariam se vivos fossem», acrescentou o antigo chefe de Estado, concluindo: «Melo Antunes é, sem dúvida, em minha opinião, um dos nossos maiores».

          Mas a Dulce lá sabe! Dulce, onde estava no 25 de Abril de 1974?

          Muitos mitigam as saudades do Estado Novo com a exaltação do 25 de Novembro mais o Jaime Neves. Mas quem fez o 25 de Novembro foi o Grupo dos Nove (Melo Antunes ) e o General Ramalho Eanes com o apoio de Costa Gomes de quem os americanos apreciavam a sua moderação :

          Carlucci define o Presidente português desta maneira: «Parece ser fleumático, sereno e apostado em tentar que todos se entendam e vivam numa espécie de “família feliz”.»

          Dulce se há cousa que me tira do sério são os fascistas. Tenho-lhes asco.

          Confundir os capitães de Abril como um bando de revolucionários elitistas seria tão justo como associar a memória de Jaime Neves ao massacre de Wyriamu

          https://youtu.be/7BJPh6yDmMo

          1. Peço desculpa, Dulce!

            Queria dizer Maria Rodrigues. Será como a do PS com um CV amanhado?

      2. Gloriosos porque, ao contrário de todos os outros golpes militares do século XX, a Democracia foi efectiva.
        Costa Gomes não foi Gomes da Costa. Tal como não foi Onganía, não foi Castelo Branco, não foi Pinochet, não foi Fidel, não foi Papadópoulos…

        Gloriosos porque fizeram a Revolução por eles mas deram-na a todos nós.

        Costa Gomes quis os SIM, é verdade, e os processos de independência não foram bem conduzidos nem para eles nem para nós – mas Goa tivemos uma. E se a Paz tardou, e como tardou!, a responsabilidade não foi de cá.
        De cá foram soldados e em força para manter terras que nunca foram nossas em 500 anos mas sempre dos que lá estavam e dos que as escolheram como suas.
        Soldados forçados pela lei ou pela falta de alternativas quase todos, não exactamente deslumbrados pela guerra ou pelo Império.

        1. «Melo Antunes é pai da democracia em Portugal»
          Ramalho Eanes diz o país deve agora inspirar-se nos «seus maiores»

          Ramalho Eanes um dos membros do COPCON

          Maria de Lurdes Pintasilgo chamou “a figura mais importante no estabelecimento da democracia em Portugal”

          Outro membro do COPCON

          Carlucci define o Presidente português desta maneira: «Parece ser fleumático, sereno e apostado em tentar que todos se entendam e vivam numa espécie de “família feliz”.»

          Outro membro do COPCON

          Cavaco recusou participar na homenagem a Melo Antunes

          http://expresso.sapo.pt/actualidade/cavaco-recusou-participar-na-homenagem-a-melo-antunes=f550091#gs.021kq40

          Cavaco Silva que, enquanto primeiro-ministro, recusou há cerca de 20 anos uma pensão vitalícia ao capitão de Abril, «por serviços excepcionais e relevantes», aproveitou a celebração do 10 de Junho, em Santarém, para o homenagear.

          http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/salgueiro-maia/cavaco-corrige-erro-historico-no-10-de-junho

      3. “Salgueiro Maia, que dá jeito porque morreu novo”

        Mataram-no antes de o levarem.

        Em 1988, o então primeiro-ministro Cavaco Silva recusou atribuir a Salgueiro Maia uma pensão, que tinha sido pedida pelo capitão de Abril pelos “serviços excepcionais e relevantes prestados ao país” devido à sua participação no 25 de Abril, para a qual nunca obteve resposta, segundo declarações da viúva do militar.

        A recusa ou a falta de resposta ao pedido de Salgueiro Maia só vieram a público três anos depois, quando Cavaco Silva concordou com a atribuição de pensões a dois ex-inspectores da PIDE, um dos quais estivera envolvido nos disparos sobre a multidão concentrada à porta da sede daquela polícia política.

        Só em 1995, já com António Guterres como primeiro-ministro, Salgueiro Maia viria a receber, a título póstumo, uma “pensão de sangue”.

        “glorificação patética dos “gloriosos capitães de Abril”

        https://youtu.be/ngsSKsww3VI

        Angola é nossa!
        Angola é nossa!
        Angola é nossa!
        Angola é nossa!
        Angola é nossa!
        Angola é nossa!
        Angola é nossa!
        Angola é nossa!
        Angola é nossa!
        Angola é nossa!
        Angola é nossa!

        Ó povo heróico Português
        Num esforço estoico outra vez
        Tens de lutar, vencer, esmagar a vil traição
        P’ra triunfar, valor te dá o teres razão

        “Angola é nossa” gritarei!
        É carne, é sangue da nossa grei
        Sem hesitar, p’ra defender
        E pelejar até vencer

        Ao invasor
        Castigar com destemor ancestral
        Deter, destroçar, vencer, escorraçar
        E gritar:

        Angola é nossa, Angola é nossa!
        É nossa, é nossa
        Angola é Portugal!

        1. Ao comentador anónimo que me dedica o “Angola é Nossa”:

          Vamos lá a ver: 1. a glorificação dos “capitães de Abril” é, como qualquer glorificação (excepto as dos jogadores da bola) uma bela forma de não se saber a história. Este postal foi comentado e eu respondi, e é nessa resposta que V. intervêm, a associar-me, evidentemente, ao “Angola é Nossa”. Eu explico e depois termino.

          Há quem diga, como neste postal surgiu o comentário, que o 25 de Abril não valeu a pena (ver acima). Eu respondo: 1) valeu a pena nem que seja só pela liberdade de falar (que é o que o comentário afirmar ser o único resultado da revolução); 2) valeu a pena porque se melhorou imenso a vida; e … 3) porque há paz.

          Insisto, o discurso menorizador do 25 de Abril e o discurso exaltador do 25 de Abril têm um ponto comum, a subalternização da paz que dele adveio. Em ambas essas subalternizações (grosso modo, à “esquerda” e à “direita”) vive a elisão da derrota na guerra colonial (uma derrota de facto, independentemente das versões sobre se existiu ou não derrota militar num ou na generalidade dos 3 palcos de guerra), e vive, também, o ainda “luto colonial”. Ou seja, a gente nem fala disso …Ou seja, e em linguagem de comentário de blog, toda a gente (pelo menos os que não são adversos ao 25 de Abril) fala da “democracia”, da “liberdade”, da “gaivota que voava, voava …”, do “povo é que mais ordena” etc, e depois muitos (como no comentário deste postal) seguem o que vários dos “militares de Abril” também dizem, que o “25 de Abril não se fez para isto”, ou seja, minorando os seus efeitos, e reclamando que a revolução se fez em nome de uma qualquer visão substantiva da sociedade – normalmente um modelo “socialista”, de democracia “participativa”, “revolucionária”, etc. Os argumentos estão ligados.

          1. (e ainda para o comentador anónimo que me dedica o “Angola é Nossa”)

            É isso que funda a “pateta glorificação dos capitães”, atribui-se-lhes um modelo a priori que queriam instalar e critica-se que esse modelo não esteja criado. Para isso, e não só pelo já referido “luto colonial”, esquece-se que o 25 de Abril foi feito, fundamentalmente, para obter a paz [por mais loas que se cantem à “gaivota” e ao “povo”, que são, a tal liberdade e democracia que referi LOGO (vai assim e tudo, como se sublinhado) no início da minha resposta ao comentário]. E que esse movimento para acabar com a guerra, a ruptura do apoio político ao Estado Novo por parte dos militares de carreira, começou por questões de índole corporativa, e que se não se resume a isso não há dúvida que isso foi determinante – até para permitir uma conjugação muito ampla de militares da mesma geração que não tinham grande conjugação em termos de comunhão em torno de um qualquer projecto político.

            Diante disso vir por-me, porque é isso que V., anónimo que dá pelo merecido nome de Calhau, faz, a cantar o “Angola é Nossa” é credor de eu o mandar para a sua mãezinha. Sendo ela anónima, também, incógnita como se dizia antes, dada a sua vil condição nesta caixa de comentários, é uma forma de me obrigar a dobrar o insulto (e lá está, voltamos À tal questão fundamental). E é também, em derivado da questão, a cena de um tipo que escreve com nome, como eu, estar a ser insultado (de fascista, de colonialista) por um vil anónimo.

          2. E ainda para o comentador anónimo que me dedica o “Angola é Nossa”:

            Quanto a Salgueiro Maia dar jeito porque morreu novo, ao discurso glorificador, entenda-se. Quem tenha algum conhecimento da história, como me parece que você, calhau, tem, sabe perfeitamente que vários foram os militares que foram sendo utilizados como “símbolos” de Abril e símbolos da democracia, consoante as opções políticas dos glorificadores e dos próprios militares. Nos primeiros anos os PCP em torno do “companheiro Vasco” (Gonçalves) e os mais à direita em torno de Spínola, como depois se centraram em Jaime Neves, mas aqui já com menos ênfase. Que os mais ligados ao que hoje se chamaria bloco central se centraram, nos idos de 75 e 76 no “Vasco, Vasco, só há um, o Lourenço e mais nenhum”, que até no próprio causaram perenes anseios presidencialistas. E no hoje BE o “Otelo”. E que estes materiais simbólicos, os referidos militares, se foram gastando, devido às suas acções políticas (e criminosas, no caso de Otelo), perdendo assim a sua capacidade aglutinadora que os símbolos têm. E que só muito mais tarde, já em finais de 80s se não estou em erro, é que o soturno (e militarão, segundo os militares que com ele serviram) Salgueiro Maia começou a ser entendido como passível de ser o símbolo humano da revolução, e assim a ser referido. O que também foi alimentado pelos tratos de polé que havia sofrido pela hierarquia militar (enviado, julgo que para as ilhas, em funções bem menores do que as da sua patente e experiência implicariam). E depois o affaire Cavaco catapultou isso, vitimizando-o e tornando-o ainda mais apetecível enquanto símbolo de uma revolta contra os injustos poderes. Para mais morreu novo, lamentável realidade, que, como até qualquer calhau sabe, ajuda à relativa mitificação, glorificação, elevação a material simbólico.
            Mas o que fica deste arrazoado todo, calhau, e mais uma vez me repito, é que vá você cantar o Angola é Nossa para junto da sua incógnita mãezinha.

          3. “Incógnita mãezinha!? ”
            E que tal para junto da puta que te pariu

            Quanto ao resto da sua resposta ,para bom entendedor , meia palavra basta…

          4. Eu também prefiro essa versão, mas é abrasiva demais para ser colocada num blog colectivo, mais plácido por definição. Mas V. percebeu o recado.

          5. O Kälhau perdeu a cabeça? Quem lhe mandou adoptar semelhante apelido? Tenha modos, se quer ser ouvido…

  5. O dramático é haver 40 e tal % de portugueses que vão manter este PS no governo caucionando esta quadrilha de corruptos que mais não fazem do que usurpar Portugal e arruinar o país. É quase inacreditável mas é disto que a maioria do povo português gosta. Não abona em favor da inteligência política e cívica dos votantes e, claro, legitima fortissimas dúvidas sobre a capacidade intelectual dos Portugueses.

    1. é um bocado exagerado o que afirma. Grosso modo, (ou seja, depende um pouco do local onde se está), quando um tipo sai à rua entre cada 13 pessoas que cruza 3 serão estrrangeiras (imigrantes ou turistas), 4,5 não votaram e dentro dos 5,5 que votaram só 1/3 o fez no PS. Ou seja, para resumir, V. sai à rua e entre 13 adultos que vê só quase 2 (1,8?, 1,9?) é que votaram neste socratico-costismo.

      Em assim sendo há sempre esperança para que isto mude. Basta que cada um de nós consiga convencer uns nacos dessa fracção do segundo votante que isto muda. E, acima de tudo, não acreditar nas sondagens que o PS manda fazer. Ou paga em publicidade via empresas públicas e intervencionadas aos jornais e tvs para publicar.

      1. Permita-me que lhe diga que, dos 5,5 que votaram, 1,0 votaram branco, nulo ou em 10 ou 12 partidos que não elegeram ninguém. Portanto, só mesmo 1,5 votaram nesses fulanos que refere.

        Mas mesmo esta percentagem é incompreensivel, após uma falência ruinosa e os casos vergonhosos ligados a um 1o ministro eleito no ps 3 vezes. E com mais de 90% em 2009 e em 2011 quando tudo o que se discute hoje já era sabido ou seguramente provável. Quem o elegeu? Quem trabalhou com ele? Não foram os ditos envergonhados de hoje? Poupem-me!

        Eu sou pessimista. Quem faz a opinião pública dominante é a tv. Conhece alguma tv onde não haja debates, só monólogos, onde os políticos se façam passar por comentadores independentes, onde os temas falados sejam os mesmos em todos os canais e durante toda a semana e onde nunca se abordem a sério temas que não convêm aos partidos como, por exemplo, a lei eleitoral, a do enriquecimento ilícito ou as leis do financiamento da justiça? Aliás, a sério não se aborda tema nenhum embora haja muito tempo para passar o governo, os governantes, os fulanos de todos os partidos da geringonça e muito pouco para deixar expor até ao fim qualquer argumento diferente do main stream.

        Felizmente que há interessantes debates políticos nos canais de outros países e hoje temos acesso a todos aqueles que são falados em línguas que entendemos. E há a internet para divulgar tudo isso.

        1. É difícil de compreender. É exasperante. Sim, o apoio da gente normal a esta cáfila é surpreendente. E o “colaboracionismo” (palavra que o coordenador PC já me disse ser desajustada, pois “banaliza o mal”, dada a sua semântica nazi, mas que julgo passível de ser usada) com este sistema socratico-costista é abjecto. Mas há esperança, resmungue-se que valerá de algo.

          1. Se eu fosse socióloga, politologa ou, talvez, filosofa já estaria a investigar o processo que levou aos resultados eleitorais de outubro depois dos indecorosos casos de Pedrógão Grande e de Tancos. E o porquê de somente os sindicalistas se manifestarem em Portugal. Achei que a versão revista do « Medo de existir » do José Gil talvez explicasse a passividade perante abusos óbvios e escandalosos. Ou pior, perante retóricas, ou narrativas, que nos tomam por anormais incuráveis. Mas…
            Mesmo depois da inimaginável atitude do poder perante as mortes com os incêndios de outubro, a surreal descoberta das armas roubada s, ou talvez não, de tancos, as mortes por infeção hospitalar e já nem sei mais o quê, o ps aparece sempre com quase 40% de intenções de voto. Seja qual for a origem da sondagem. Na da Sic ninguém acredita, mas na da Católica também não se pode confiar?
            Votar não serve de nada porque só se vai legitimar 1) as escolhas, de entre os militantes partidários, que agradam aos chefes e 2) um sistema que não separa, de facto, o poder legislativo do executivo. Não votar também é indiferente pois mesmo que só votassem meia dúzia de eleitores, os nossos brilhantes políticos faziam as contas da lei e achavam-se legitimados. E nunca mais mencionavam o assunto. Nem eles nem ninguém com voz activa nos media.
            Entretanto, vai-se aliviando o fel por estas bandas o que já é uma benção.

          2. Honestamente também não consigo compreender como é que depois das desgraças com os fogos e o inenarrável comportamento do Costa e seus apaniguados – aliás, as pessoas apoiantes tiveram o mesmo comportamento com o “não me faça rir” e a “maior reforma da floresta desde o Pinhal de Leiria” do traste Capoulas que tiveram antes com o corrupto Sócrates, o apoio total custe o que custar …- há gente que continua a apoiar, sem crítica, este governo, este costa.

  6. Tão fácil é apontar as asneiras a quem não partilha das nossas ideias e esquecermo-nos de as apontar aos que seguem, ou seguimos nós, a nossa visão do mundo.
    Do nosso lado, anjinhos, connosco à cabeça, do outro lado diabinhos.

      1. Ok. Então não perca a oportunidade e trace também uns apontamentos indicando os que situam para as suas bandas, independentemente como os, e como se classifica, anjinhos ou diabinhos.

        1. A sua via indicia um abjecto colaboracionismo com esta escumalha. Há quem ache piada. Eu abomino, considere-se pois insultado da forma mais soez que possa imaginar. Quanto ao que pensa serem “as minhas bandas” deixe-se lá disso, vá para o seu miserável recanto.

          Como é óbvio, Carreiro, não admitirei mais nenhum dos seus comentários nos meus postais. O meu nojo é imenso. Por si, pelos seus.

          1. (Sendo a casa sua, faz o que quer; mas não acha que isso compromete a dinâmica da liberdade de expressão?

            Devo estar mesmo muito cansada, jpt, porque confesso-lhe que nem consigo descortinar onde a ofensa. Mas a pluralidade é também a coexistência de sensibilidades distintas)

          2. Sarin é V. mesma que acima resmunga com a mania de catalogar. O indivíduo que aqui comenta em defesa da torpe cáfila socialista (sendo por isso um deficiente ético) põe a sapuda mão na prostituída anca e tem o atrevimento de me encomendar textos sobre umas quaisquer “minhas bandas”. O implícito, supra-ofensivo, está lá – como o está nos comentários do calhau digital, a lembrar os cavaquistas: se não és dos nossos, do lixo PS (tipo Ana Gomes, que se lembra agora que o Pinho era homem do Salgado, mas não o disse entao), é porque és dos “outros”, um qualquer lacaio dos Dias Loureiros. Onde está a ofensa?, interroga-se V. Será preciso fazer um desenho?

          3. Ok, eu explico melhor: entendo a ofensa como uma brecha criada na solidez do respeito ganho e da estima construída.

            Qualquer comentador merece respeito inicial pelo simples facto de ser pessoa. A forma como comenta, muito mais do que o teor do que comenta, conquista respeito ou faz perder respeito. Perdido o respeito, sobrevém a indiferença.

            Não temos que ser validados por quem não nos conhece, muito menos invalidados por quem não conhecemos.

            Mas, como disse, há muitas sensibilidades. Esta minha é só mais uma.

            (Que eu sei deixar algumas pessoas furiosas, mas isso é bónus 🤗)

  7. O que o PS fez a Sócrates não é de espantar, facadas nas costas depois de se servirem dele para tudo e mais alguma coisa, é tipico dos socialistas, está no seu ADN .
    Toda a gente atribui esta tomada de posição das cúpulas do Rato à divulgação num timing cirúrgico, das prebendas que Manuel Pinho enquanto ministro da República recebeu durante anos do GES através de offshores, fugindo assim aos impostos, coisa que tem sido pouco falada, mas que representaria para os cofres do estado umas centenas de milhar ou até de milhões de euros de receita.
    Mas na minha modesta opinião, o que despoletou esta situação não foram os milhões que o DDT alegadamente pagou a Manuel Pinho, foi a decisão do Tribunal da Relação de Lisboa que proíbe a divulgação das escutas que envolvem conversas entre Sócrates e António Costa, filme que já vimos a propósito das decisões do então PSTJ Noronha do Nascimento, em relação a escutas de conversas entre Sócrates e Armando Vara. Ora se a divulgação dessas escutas foram proíbidas, todos podemos concluir que seriam deveras comprometedoras para o 1º ministro. Quando um tribunal de 2ª Estância proíbe a sua divulgação, mesmo os até agora indefectíveis como João Galamba e Santos Silva, lhe cospem em cima. O Costa como é seu timbre, fez as declarações cínicas do costume.
    Pode ser que o Sócrates, traído pelos ex amigos e deixado entregue a si próprio, resolva pôr a boca no trombone.

    1. O Sócrates nunca falará, pois acredita verdadeiramente que é inocente e que tudo isto é uma cabala. Ele apenas fez o que se faz.

      Quanto ao que Costa terá dito? Nada sei. Apenas não posso crer (e só um ladrão desonesto o poderá crer) que a elite e a sub-elite do PS não soubesse há anos (de facto, há vinte anos), quem era Sócrates. Foram coniventes e cúmplices. E, repito, foram-no porque ele fez o que se faz.

      1. Ele fez o que se faz. Precisamente. Ele fez o que o português médio, podendo, fez e fará. A uma outra escala, por fatalidade do português médio.

        Uns “esquemas” para comprar casa, ou ter a posse de casa, fosse em lugar nobre em Lisboa, fosse em lugar nobre em Paris (o português médio, podendo, fará o mesmo, mas talvez na Brandoa ou na Cova da Piedade… É a vida); uns projectos indefensáveis com assinaturas de favor (e pagamento respectivo, e o que tem isso de inédito por cá?), um currículo académico que não valerá o papel em que seja impresso (idem, como bem se sabe, e absolutamente normal, bem vistas as coisas, num país onde licenciados – e qualquer dia chega-se à licenciatura pelo simples facto do nascimento – aceitam sem pestanejar, quando não o exigem, o trato de doutor), dinheiros sem, digamos, fácil e claro rastreio (isso então…).

        Ele fez o que o português médio, deixado à solta, fez e fará: desenrascou-se, governou-se, tratou da sua vidinha “e quem vier a seguir que apague a luz”. A diferença é que o fez a um nível para lá de utópico para o português médio. O Mercedes, face ao Punto com vinte e tal anos anos; o alfaiate norte-americano, face ao pronto a vestir do hipermercado; o “resort” de alto luxo, face ao campismo da Caparica.E por aí fora.

        O português médio (honra lhe seja, acossado por um fisco diabólico, absolutamente insaciável e que “legitima” alguns comportamentos a título de elementar legítima defesa), até poderá exibir profunda repulsa e indignação pública – poderá, nada é garantido -, mas no fundo, no fundo…

        Bem vistas as coisas, é isto e é tudo. O que autoriza, de facto, o maior pessimismo.

        Costa

        1. Em vez da cidade da Caparica eu teria falado numa aldeia, da Coelha, por exemplo.

          E mesmo sem esta caracterização mais abrangente da mediania portuguesa, concordo consigo.

        2. Esse português médio, um senhor que ainda não conheci, mas que presumo ser das suas relações, pode ter todas as características que aqui descreve. Mas não é, com toda a certeza, secretário-geral do partido criado pelo “fundador da democracia portuguesa” e, nessa condição, primeiro-ministro. É essa a questão.

          1. Eu conheço-o, a esse português médio. Afinal saio à rua, no meu país, fatalmente todos os dias, ou quase. Isso bastaria. E não estou tão certo disso de não incluir nessa caracterização o secretário-geral que refere. Esse e tantas outras gradas figuras.

            Isso de cada povo ter os governantes que merece é explicação simplista e dada a demagogias fáceis, de acordo, mas terá o seu fundo de verdade.

            Será a tal questão de escala, da disponibilidade e uso dos meios (do dinheiro e da esperteza), entre as proezas de alguns e a mediocridade da vida de tantos. E creio, quanto a esses alguns, que atingido certo patamar custe muito a ideia (a simples ideia) de retroceder na vidinha que se leve. Não só em termos materiais como naqueles outros, decerto fascinantes, do poder e influência menos quantificáveis.

            Quanto a isso de ele ter feito o que se faz, não conclua, do que escrevo, que o desculpabilizo ou atenuo a ilicitude do que fez (e ele e aos outros eleitos do poder que o fazem ou fizeram). Nada disso e nada do que escrevi, permita-me autoriza tal interpretação.

            Costa

          2. Sim, eu também digo acima em comentários que o que Sócrates fez colheu o apoio generalizado da mole político-comunicacional porque ele fez o que se faz. É o modus faciendi no “sistema político” do regime. Algo distinto, como V. refere acima, do que aquilo do que nós, “portugueses médios”, poderemos fazer, dado que não temos os recursos, instrumentais acima de tudo, para manipular. Apenas não sei se a ideia generalizada sobre o que os “portugueses médios” fazem ou desejariam fazer corresponde a uma realidade. A gente paga impostos (somos perseguidos), a gente cumpre leis (os tribunais estão atafulhados de processos devidos a pequenas prevaricações), a gente entreajuda-se, etc. Talvez sejamos (em termos do tal português médio) bem menos patifes, ou atrevidos, ou irresponsáveis, do que a ideia corrente, caricatural, anuncia. E, asssim sendo, até talvez mais distantes do comportamento da mole político-comunicacional, alapada no Estado e no seu em torno, um Estado cada vez mais criminalizado.

        3. “O português médio (honra lhe seja, acossado por um fisco diabólico, absolutamente insaciável e que “legitima” alguns comportamentos a título de elementar legítima defesa)”

      1. Sabe quanto é que custava um kWh em 2005 quando o Sócrates e o Pinho foram para o governo? custava 0,0988 euros. Sabe quanto é que custava em 2011 quando o Sócrates saíu do governo? 0,1326 euros. Quem aumentou as rendas da EDP foi, como toda a gente sabe, o governo socialista do Sócrates.
        Henrique Gomes quis cortar nas rendas? quis, eu também quero, mas podia? então e os contratos leoninos altamente lesivos do estado e dos consumidores que os escritórios de advogados do regime fizeram com a conivência do governo em 2006/2007, tal-qual os contratos das PPPs das autoestradas? o Costa também diz que quer, mas está há três anos no governo e nada! e até acredito que entretanto o faça, porque quando os tribunais decidirem as opíparas indemnizações a pagar à EDP e que estão previstas nos contratos, o Costa e os amigos já lá não estarão para as pagar.
        O maior pecado em relação à conta da electricidade que todos pagamos, que o governo PSD/CDS cometeu foi o aumento do IVA em 2012 de 6% para 23%, mas isso como deve saber, estava nas medidas que o PS negociou com a troika.

        1. “Henrique Gomes quis cortar nas rendas? quis, eu também quero, mas podia? “

          Henrique Gomes foi despachado pelo governo de Passos Coelho. Perdeu a confiança política no governo e demitiu-se

          https://youtu.be/jxY1F9A-AzY

          A demissão de Henrique Gomes, anunciada ontem, mas apresentada na semana passada, de acordo com a informação a que o Negócios teve acesso, estará relacionada com a divisão que existe no Governo sobre como se devem corrigir as rendas excessivas da EDP.

          O secretário de Estado da Energia defendeu a introdução de uma contribuição especial sobre as rendas excessivas na produção regulada de energia e a sua proposta foi inviabilizada pelo Governo, primeiro por causa da privatização da EDP e, mais recentemente, com o argumento de que não se alteravam contratos de forma unilateral.

          Contudo, esta contribuição especial consta no memorando de entendimento assinado com a troika e Henrique Gomes estava determinado em a aplicar

          https://www.google.pt/amp/s/www.jornaldenegocios.pt/empresas/amp/henrique_gomes_o_secretaacuterio_de_estado_que_defendeu_menos_poder_da_edp_e_quis_intervir_nas_rendas_excessivas

          1. Um governo do PS aumentou as rendas da EDP e você vem aqui acusar o governo PSD/CDS? acha que somos todos parvos?

          2. Todos não sei, mas se leu e viu a entrevista no “Negócios da Semana” e não entendeu o que eu lhe queria dizer…então talvez tenha algum deficit de atenção.

            https://www.dinheirovivo.pt/arquivo/henrique-gomes-o-homem-que-enfrentou-os-lobbies/

            Em entrevista à TSF, Álvaro Santos Pereira afirmou que o ex-secretário de Estado da Energia terá apresentado a demissão por pressões do lóbi do setor da energia, quando já tinha concluído um relatório sobre o corte nas rendas excessivas. Na semana passada, Henrique Gomes acusou o Governo de manter “um silêncio ensurdecedor” ante os privilégios da EDP.

            Quando o meu anterior secretário de estado da energia, o engenheiro Henrique Gomes, saiu, eu tive um dos principais presidentes das produtoras de energia elétrica em Portugal a telefonar para várias pessoas, a celebrar com champanhe”, revelou Álvaro Santos Pereira.

            https://www.publico.pt/2017/06/08/politica/noticia/henrique-gomes-denuncia-influencia-do-sector-energetico-no-interesse-publico-1774983

          1. Há, sim, então no que toca a rotuladores é uma grande coincidência que usem quase a mesma ladainha independentemente da abcissa em que se encontram.

            Quase, o rótulo varia conforme as respectivas limitações.

            Se for esta a causa, claro… pode ser mera questão de hábito, e nestas coisas o hábito faz mesmo o monge.
            É que eu uso roupa à medida da minha imaginação, discernimento e vontade, e isso geralmente baralha quem gosta de uniformes.

            Mas sabe, jpt, a piada é que a piadinha veio de alguém que não expôs qualquer argumento concreto, apenas tentou agitar à boa maneira do PREC 🙂

          2. O gasómetro já ilumina parte da humanidade há muito, e no PREC, segundo contam, havia pelo menos 3 túneis com luz ao fundo; mas devia ser electricidade, porque terá sido por essa altura que a minha recém-descoberta autonomia se traduziu em ímpetos de organização e me levou a arrumar um parafuso redondinho no redondinho buraco de uma tomada.

  8. Há energúmenos que têm de ser rotulados com todas as letras de filhos da puta e que são os Sócrates e os que estiveram com ele e que, apesar do que agora dizem, continuam a pertencer ao grupo de energúmenos PS, os que matam velhinhas no Brasil, os que roubam a torto e a direito, os que dizem que vivem em Alguidares de Baixo, mas que vivem em Lisboa, só para sacar ao povo o parco ordenado de miséria, e que vão da extrema esquerda à extrema direita, passando por esse ilhéu badalhoco que, mesmo sem ir aos Açores saca 500 para ir às putas na capital. Era fuzilá-los!

  9. Após a conquista da liberdade e sempre eleitos por sufrágio universal estes indivíduos tomaram o país como “coutada de caça” particular. Todos os poderes de estado, legislativo, executivo e judicial foram aprisionados pelos partidos políticos especialmente aqueles chamados do “arco do poder”, tornaram esta Nação num antro de corruptos, ladrões e oportunistas que durante décadas se serviram indiscriminadamente do erário público para manterem as “famílias mafiosas” a que pertencem com altos rendimentos, ocuparam todas as instituições públicas de servidores bajuladores que os ajudam a controlar todo o funcionamento do estado, usam e abusam da falta de controlo do poder judicial, usam o poder legislativo para transformar a economia do país num feudo de interesses particulares e legalizar o roubo descarado que fazem ao erário público com as imensas regalias que se atribuem, o poder executivo sempre cativo das clientelas privadas que lhes garantem continuidade de vida farta após o exercício de poder, enfim, um país bem servido por incompetentes, vaidosos e arrogantes que no fim de vida são agraciados, condecorados e homenageados pelo mesmo estado que durante toda a vida roubaram, com nomes em ruas, praças, avenidas e até aeroportos, chegando mesmo a reclamar lugar num qualquer “Panteão”, isto tudo para lhes agradecermos a destruição de milhares de famílias, milhares de cidadãos “escorraçados” do país para poderem sobreviver, tornaram o país num exemplo de atroz de diferença salarial entre a classe dirigente e trabalhadora, na cauda da Europa em desenvolvimento humano, enquanto eles enriquecem desmesuradamente, escondendo fortunas em “offshore” duvidosos, património não em nome próprio, fundações para “lavagens” e “branqueamento”, desvio de fundos e acolher mais alguns preguiçosos incompetentes familiares, depois de por várias vezes terem enterrado o país na lama e sacrificado o cidadão comum a pagar todos os erros e roubos que cometeram, continuam em liberdade a gozar o espólio conseguido por décadas de roubo… NÃO VALE A PENA CONTINUAR A VOTAR PARA ELEGER CORRUPTOS, LADRÕES E OPORTUNISTAS o que para nossa infelicidade temos feito durante décadas A ÚNICA ARMA QUE NOS RESTA É NÃO VOTAR.

  10. Um escrito feito de inveja e a misturar tudo. Faltou-lhe falar dos amigos de Cavaco Silva, todos do PSD e todos corruptos. Do Portas e a história mal camuflada dos 2,5 milhões dos submarinos. Do Loureiro, do Macedo, etc. Corruptos são corruptos e os partidos do chamado antigo arco da governação conviveram normalmente com a corrupção, indo dos governos para as empresas e das empresas para os governos, sempre a defenderem os interessas das empresas. Acho que o Partido Socialista finalmente mudou de rumo. Com uma boa governação e muito mais transparência. Com óptimos resultados que espantam a Europa e o Mundo. Até o Varoufakis ficou invejoso. como os invejosos portugueses, de direita claro, que adoravam que as coisas corressem mal como o Passos e a Albuquerque previram erradamente. Viva Portugal e a bendita geringonça! Espero que esta geringonça faça ainda muito barulho durante alguns anos para consolo e melhorias evidentes dos pobres portugueses roubados até ao presente pela ladroagem do antigo arco da governação!

  11. Sócrates foi o pior primeiro ministro que o PS alguma vez teve. Inclusive ultrapassou o PSD pela direita.
    Tenho a elogiar os planos de Sócrates para construir uma rede de alta velocidade (Ferreira Leite opôs-se porque não queria que Portugal se tornasse numa província de Espanha pelo que me questiono sobre a opinião dos espanholistas ferrenhos neste assunto) mas tirando isso a sua governação foi um desastre completo.
    Sócrates nunca mais!

  12. Os bajuladores de Sócrates e que devido a ele subiram a altos cargos desferiram o golpe necessário para proteger as suas costas.
    Costa e demais já o tinham feito com Seguro portanto nada de novo, está no ADN de muitos dos destacados membros dos partidos que existem em Portugal inclusive no CDS (Paulo Portas a apunhalar Manuel Monteiro e Ribeiro e Castro).
    O PS e Costa revelaram um enorme sentido de sobrevivência ao criarem a geringonça que teve de ser engolida pelo BE e PC porque outros valores mais altos se levantaram.
    Criou-se nos ultimos tempos uma ilusão que tudo pode melhorar mais um pouco e felizmente até já se criou uma ilusão no PS e nos apaniguados do passismo que haverá uma hipotética maioria do PS o que de certo na minha opinião não acontecerá, creio que será mais fácil uma geringonça 2 ou um governo minoritário de Rui Rio tal como o 1º de Cavaco Silva. Em todo caso essas hipoteses governativas são irrelevantes pois Portugal não é independente e está obrigado a cumprir pesados compromissos internacionais e na ultima década e meia afastou-se muito dos seus parceiros naturais desde sempre devido á deriva europeia que nos impingem algo para qual o Povo nunca foi consultado.
    Não podemos negociar nada apenas ir maquilhando as contas conforme nos permitem e essa é a crua verdade que TODOS de uma forma ou outra tentam esconder.
    Em 44 anos de democracia muito melhorou mas quanto dessas melhoras não foram feitas com base em crédito que teoricamente a Nação não pode pagar indefinidamente, hoje em dia vive-se uma ilusão e as ilusões são perigosas.
    Urge falar verdade ao Povo como alguém já tentou fazer aqui há uns anos mas ninguém quis ouvir pode ser que agora queiram.
    Tal como nas ultimas eleições defendi que não se votasse em PSD, PS ou CDS vou fazer talvez o mesmo nas próximas embora simpatize com Rui Rio e a sua forma de estar e ser.
    Para os mais esquecidos a banca nacional faliu da mesma forma que a banca estrangeira a nível mundial , ou seja foi mais uma crise do Neo-Comunismo em que vivemos ,sendo que talvez a maior diferença é que lá fora na maioria dos casos os políticos locais só serviram para assinarem avales, cá assinaram os avales na mesma e ainda receberam bastante por fora.
    Felizmente já houve mudanças , Trump venceu, o Brexit está em vias de acontecer (sempre previdentes os ingleses), a Polónia , a Hungria, Bulgária e a Roménia não estão para aturar eurocratas, da Itália nada se sabe nada pelo menos nos órgãos de comunicação social portugueses e em França, Macron irá levar com a maior oposição ao seu “liberalismo”, oposição essa que espero que vença.

    WW

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