John McCain


odiplomata,

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Há uns dias Barack Obama referia-se a John McCain como um herói americano e um dos mais corajosos lutadores que conheceu. E num acto de força e encorajamento, o ex-Presidente escrevia no Twitter que o “cancro não sabia com quem se tinha metido”, numa alusão ao tumor cerebral diagnosticado a McCain. Eu só posso subscrever as palavras de Obama, sobre um homem e político republicano que tenho acompanhado ao longo dos anos e que, acima de tudo, foi sempre fiel aos seus valores e princípios. Herói de guerra, nunca se deixou enlamear pelas guerras intestinas partidárias do Congresso, em defesa daquilo em que acredita e sempre a pensar no superior interesse dos seus concidadãos. Ontem à noite, McCain voltou a ser um herói e um lutador ao votar ao lado dos democratas contra o desmantelamento do Obamacare, um dos mais importantes saltos civilizacionais da sociedade americana das últimas décadas. Ele e mais as colegas Susan Collins e Lisa Murkowski desafiaram a “disciplina partidária” tão cegamente seguida em Portugal e foram contra o seu próprio Partido Republicano. No final, a votação no Senado ficou 51-49 a favor da manutenção do Obamacare. Coube a McCain o voto decisivo e é nesses momentos em que se definem os bravos lutadores, que se desprendem de interesses e conivências em benefícios egoístas, para assumirem um combate duro, muitas vezes solitário, em prol de um bem maior.

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7 comentários em “John McCain”

  1. É preciso ter muito cuidado com as dietas insalubres à base de WaPost, NYTimes e CNN.
    Sobretudo é preciso muito cuidado ao escrever sobre o que não se compreende, como por exemplo a política nos EUA.

    1. Exactamente e, nem sabem como a “maravilha” do Obamacare, fez aumentar os Seguros de Saúde para o cidadão médio americano, em alguns casos 12.000 %, muitos tiveram de o deixar de pagar e, no caso de precisarem, preferir pagar a multa ou as empresas que passaram a contratar em Part Time por não aguentarem as contribuições, todas elas a cair nos Bolsos das Seguradoras. Um sistema que nem querem reformar porque está a implodir e, depois arcavam com a culpa, sem terem culpa nenhuma.
      Se lessem fora dos que Gerald Celente apelida de presstitute, talvez lessem outras coisinhas como: “Why are Senate Republicans refusing to pass health care reform? Because they don’t want to “own” the disastrous Obamacare system that’s headed for imminent implosion.”
      Dito isto, nem vou acrescentar nada do McCain votar ao lado dos democratas e, por cá, como sempre, vê-se tudo através das lentes mais perigosas, WaPost, NYTimes e CNN.

  2. John Macain conhecido por ser o carrasco dos cristãos no Levante…não admira que seja admirado em Portugal!!

  3. Felizmente, o nosso Parlamento está cheio de exemplos de MC Cains…

    Infelizmente, como cá, por lá não existe a honrosa “Disciplina de Voto!…
    Com o direito à limpeza da consciência com a chamada : ” Declaração de Voto”…

  4. Desta vez, e fazendo um grande esforço de contenção e de paciência, vou limitar-me, por ora, a deixar uma pergunta ao autor desta «posta»: em que é que, concretamente, o «ObamaCare» representa «um dos mais importantes saltos civilizacionais da sociedade americana das últimas décadas»? Aguardo com curiosidade a resposta, prevendo que me vou rir bastante com a mesma.

    Entretanto, deve ser realçado um facto: John McCain, com este seu voto no Senado, comportou-se não como um «bravo lutador» e «sempre fiel aos seus valores e princípios», mas, pelo contrário, como um hipócrita e um traidor, ao seu partido e, pior, aos cidadãos que o elegeram. Tal como Susan Collins e Lisa Murkowski, mas destas nunca se esperou grande coisa.

  5. Conheço algo sobre a história de McCain. Não me vou pronunciar muito, somente dizer que McCain não é o momento que hoje vive. Ele é o que tem vivido. Um Homem não é um só momento, ainda que reconheça que um momento pode transfigurar um Homem.

    A questão americana tem vindo a ser abordada de uma forma infantil. Trump não é a América e a América não é Trump. Referi aqui que este não mudaria tudo, precisamente porque o sistema americano não permite que tudo se concentre numa só pessoa. Na América é mesmo o hábito que faz o monge.

    Na Europa é que as coisas são diferentes, isto é, é mesmo necessário heróis. A Grécia de Tsipras/Varoufakis foi o momento necessário para que esta Europa, ainda que lentamente, se fosse moldando. Depois disto já tivemos França, Espanha, Portugal e Inglaterra como exemplos da urgente necessidade de alguém surgir como sacrifício, mas dando voz aos que não tinham.
    Tudo isto para dizer que hoje a Grécia não só já recebeu do FMI uma tranche de 1,6 mil milhões como também voltou aos mercados para poder rolar a dívida e baixar os seus compromissos com juros. É uma forma encapotada de reconhecer o que virá no futuro, a renegociação da dívida e o write-off de uma parcela da mesma.
    Todavia, Tsipras, que começa a ver os resultados desta política, comporta-se como os hipócritas sabem fazer. Procurando queimar quem o ajudou a alcançar esses resultados e assim afastar um futuro opositor que surgirá na cena política grega e europeia.

    O que ainda não mudou é o tique de uma certa direita que, para justificar a sua frustração, busca uns truques de magia para fazer crer que a sua fantasia é real.

    Trump é o homem certo no lugar certo para conferir mudanças. Da mesma forma que Chávez na Venezuela foi o homem certo para atingir os mesmos fins. Maduro, um aprendiz de ditador – são os piores -, cairá de maduro, precisamente porque não é Chávez, nem Tsipras/Varoufakis de então, nem o Trump que hoje temos. Estes ajudaram e ajudam à mudança, Maduro tem como modelo os ditadores que precederam Chávez.

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