John Hurt (1940 – 2017)


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Conta a lenda de que a célebre chestburster scene foi filmada sem que o elenco soubesse de que a criatura alienígena iria explodir em sangue e entranhas do peito de John Hurt – ideia de Ridley Scott para obter do elenco de Alien uma reacção mais genuína. O resultado foi uma das mais icónicas cenas do cinema tanto de horror como de ficção científica – e uma que o próprio John Hurt parodiaria oito anos depois no Spaceballs do lendário Mel Brooks. Hurt foi o oprimido Winston em 1984, o revolucionário Gilliam em Snowpiercer e o tirano Sutler em V for Vendetta; foi o Elephant Man de David Lynch e o Professor Broom dos dois Hellboy de Guillermo Del Toro (duas adaptações de banda desenhada tristemente subvalorizadas e esquecidas). Entrou, entre muitos outros filmes e inúmeras séries televisivas, em Only Lovers Left Alive, Tinker Taylor Soldier Spy, Melancholia, Jackie (a estrear em breve), Dr. Who, Merlin e The Storyteller. Emprestou também a sua voz inconfundível à animação – foi, por exemplo, o Aragorn da adaptação animada de The Lord of the Rings realizada por Ralph Bakshi em 1978. Não havia – não há – muitos actores com o seu carisma. John Hurt morreu hoje, aos 77 anos. 

0 comentários em “John Hurt (1940 – 2017)”

  1. Mencionas vários desempenhos dele que são incontornáveis. Mas há pequenas obras que, por um motivo qualquer, ficam tanto ou mais na memória do que outras mais importantes. No meu caso, lembro-me também sempre dele em The Shout, um filme estranho de Jerzy Skolimowski, com Alan Bates e Susannah York, que vi pela primeira vez na RTP há cerca de 35 anos.

  2. Esqueceu-se da interpretação dele na saga “Harry Potter” em que desempenhava o papel de Garrick Ollivander, o famoso artesão de varinhas mágicas, dono da loja “Ollivander’s” em Diagon Alley.

    1. É verdade que interpretou o papel de Ollivander – apareceu numa breve cena no primeiro filme, e num momento também breve (ainda que não tão breve, admita-se) no último. Diga-se o que se disser, a saga Harry Potter contou sempre com um elenco excepcional – ao ponto de um gigante como John Hurt ter um mero papel terciário.

  3. Esqueceu-se também de “O Grito” (The Shout), escrito por Robert Graves. John Hurt contracena com Suzannah Yorke (a sua mulher) e Alan Bates (um hóspede). Um filmão do caraças.

        1. Ahah. Não vi o outro comentário. De qq modo vale a pena. Tem um ambiente semelhante ao Cães de Palha (o original do Peckinpah). Deve ser dos seventies.

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