Nestas últimas eleições, o PSOE obteve o pior resultado desde 1977. O número de votos obtido é cerca de metade do que foi conseguido em 2008. E tudo isto após uma legislatura do Partido Popular, liderado por um Mariano Rajoy politicamente inepto, onde a corrupção e as medidas de austeridade fizeram diariamente as capas dos jornais. Alfredo Pérez Rubalcaba e, antes dele, Joaquín Almunia, demitiram-se do cargo de secretário-geral do PSOE por derrotas mais amenas. Mas Pedro Sánchez, o homem que levou os socialistas espanhóis a um desastre eleitoral sem paliativos, não entrega os pontos e procura apoios para formar governo.
O Podemos, pela voz de Pablo Iglesias, já disse qual é o preço do seu apoio: a celebração de um referendo na Catalunha. Esta solução enferma do pequeno detalhe de ser uma inconstitucionalidade flagrante. Ou seja, o que o Podemos exige – sem o verbalizar – é uma revisão constitucional que evidentemente não se ficará pelas alterações que permitirão a realização de um referendo, mas que dará a Pablo Iglesias a possibilidade de implementar o seu projecto e, dessa forma, desmantelar o sistema político saído da Transición espanhola.
Face ao exposto, as hostes socialistas entraram num frenesim que deixa Pedro Sánchez em maus lençóis para a reunião do Comité Federal socialista que ocorrerá na próxima segunda-feira. Susana Díaz, presidente da região da Andaluzia que esteve por diversas vezes para contestar a liderança de Sánchez, já veio a terreiro denunciar as intenções do Podemos: rasgar a unidade de Espanha e eliminar o PSOE do mapa partidário. Ao seu lado estão os barões socialistas de Valência, Aragão, Astúrias, Estremadura e de Castilla-La Mancha. Susana Díaz e outros destacados membros do Partido Socialista sabem que um acordo PSOE-Podemos nestes termos não será uma cópia da “geringonça” lusitana, mas algo igualmente português: uma lobotomia a sangue frio, neste caso ao sistema político e à unidade de Espanha. Aguardemos, portanto, as cenas dos próximos episódios.

E, como “isto anda tudo ligado”, muita, muitíssima atenção à reunião da CUP desta tarde.
Das suas conclusões sairá o destino, não só de Mas ,mas também o de Epanha.
O que se vai seguir, se não se quiser discutir um problema que existe e não vai abrandar – a Catalunha e Pais Basco ?
E não esquecer que o Podemos é um bom exemplo da aliança Esquerda Marxista – islamismo. Sendo que o seu líder tem um programa na HispanTV – do regime Iraniano.
http://www.elplural.com/2014/12/25/igles ias-justifico-su-presencia-en-la-televis ion-que-financia-un-estado-asesino-comun ista-asesino-explicando-que-la-politica-e s-asi/
o que o Podemos exige é uma revisão constitucional
Tendo em conta a enorme quantidade de modificações à Constituição que já houve em Portugal, não me parece um pedido nada exagerado.
dará a Pablo Iglesias a possibilidade de desmantelar o sistema político saído da Transición
Em que sentido preciso é que Pablo Iglesias deseja alterar esse sistema? Que modificações ao sistema propõe Iglesias?
Adequado aos tempos que correm : ” 1934 :Comienzo de la Guerra Civil”, de Pio Moa.
Felizmente há gente optimista que diz, e acredita, que “os tempos são outros”.
Serão?…