Deve ser Natal. Não são só os Pais-Natal enforcados nas varandas e os meninos Jesus em cascata nas janelas. Não são os bolos-rei, azevias e sonhos que invadiram as pastelarias e se espraiam em tabuleiros oferecidos. Não são só as lojas permanentemente cheias, as filas para pagar, embrulhar presentes, pedir talões e cheques-brinde. Não são só as notícias dos sem-abrigo de quem ninguém se lembra nos restantes dias do ano, as acções de solidariedade mais profícuas que coelhos em Primavera, comos somos solidários e caridosos. Não são só as canções de Natal ad nauseam em tudo o que é canto. Não são só as iluminações nos monumentos e as árvores cintilantes nas rotundas. Não são só as notícias da crise nos bolsos dos portugueses e os queixumes dos comerciantes, não há Natal sem eles. Não é só tudo isto. É isto, isto e isto também. Demos Graças que é Natal. Este ano começou logo a 28 de Setembro. O Pai Natal bem pode ir engrossar as filas do desemprego.


Não o despeças já, Leonor! Há mais gente a precisar dos seus bons préstimos, não são só os professores…
Estava a ser irónica, Carlos. Acho lamentável (quase)tudo o que aconteceu na educação desde que Sócrates está no Governo.
Subscrevo.. mas infelizmente não foi só na educação, daí que peça para não o despedires já!
Estou muito chocado, Leonor. Então o acordo ortográfico é adiado? Que coisa! O ex-ministro da Cultura é capaz de ficar aborrecido. Malaca Casteleiro também. Isto não se faz.
É verdade, João. Quem diria…
Um partido, dois governos. Na educação, bem melhor o segundo do que o primeiro. Até mais ver.
A questão que subsiste e a dúvida que me assalta é como seria se Sócrates não tivesse ganho as eleições, Pedro. Só ficarei convencida quando suspenderem este modelo abjecto de gestão e o Estatuto do Aluno. O primeiro incomoda-me mais que o Estatuto da Carreira Docente.