Jean Ferrat


Sérgio de Almeida Correia,

Foi-se embora com a mesma discrição e com a mesma elegância com que soube viver, tirando partido daquilo que as pessoas têm de melhor: a autenticidade. Com Ferré, Trenet, Aznavour, Bécaud, Gainsbourg ou o adoptado Brel, ajudou a desmistificar a canção francesa, trazendo até todos nós a poesia dos seus maiores nomes. Quando chegou a sua hora recolheu-se aos contrafortes da montanha que tão bem cantou e encantou gerações de homens e mulheres, que não militando nas mesmas águas sempre compreenderam e prezaram as suas escolhas. À sua maneira, a liberdade como opção de vida foi a escolha que fez. Também foi, é e será sempre a nossa.

5 comentários em “Jean Ferrat”

  1. A arte transcende sempre as militâncias e as ideologias, é isso que ela tem de extraordinário. Esta foi uma época de excelência artística nas canções (letras, músicas e intérpretes), com a língua francesa a liderar. Bela homenagem a Jean Ferrat.

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