Janeiro de 2018: os meus votos


Pedro Correia,

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Figura nacional do mês

À terceira foi de vez: Rui Rio, que em Outubro anunciou a candidatura à presidência do PSD que os seus apoiantes há muito lhe exigiam, venceu a eleição interna para a liderança social-democrata, preparando-se para substituir Pedro Passos Coelho. Contabilizados os votos, a 13 de Janeiro, o ex-presidente da Câmara do Porto obteve 54,37%, derrotando Pedro Santana Lopes, que obteve 45,63%

 

 

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Figura internacional do mês

Os mecanismos da justiça vão cercando Lula da Silva. O ex-Presidente brasileiro, que ambiciona regressar ao Palácio do Planalto, viu a 24 de Janeiro o Tribunal da Relação confirmar a sentença da primeira instância no âmbito dos processos Lava Jato, agravando-a – por decisão unânime – para 12 anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Já tem o passaporte apreendido. Mas o PT, seu partido, continua a indicá-lo como candidato à eleição de Outubro.

 

 

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Facto nacional do mês

Dois juízes do Tribunal da Relação de Lisboa – um deles, Rui Rangel, ex-candidato à presidência do Benfica – foram constituídos arguidos, a 30 de Janeiro, no âmbito da Operação Lex, desencadeada pela Polícia Judiciária no combate aos crimes de corrupção, recebimento indevido de vantagem, branqueamento, tráfico de influências e fraude fiscal qualificada. Entre os arguidos figuram Luís Filipe Vieira e Fernando Tavares, presidente e vice-presidente benfiquistas.

 

 

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Facto internacional do mês

A 20 de Janeiro, completou-se um ano de presidência Trump. Um ano em que se extremaram os campos: é cada vez mais coesa a coligação que o levou à Casa Branca, são cada vez mais aguerridos os seus adversários em todas as frentes. O fracasso da reforma sanitária e o sucesso da reforma fiscal marcaram este ano político nos EUA. Donald Trump fomentou tensões na Coreia e na Palestina, enquanto a economia americana emitia sinais de prosperidade: crescimento de 3% do PIB, desemprego a cair para 4,1% e 2,1 milhões de empregos criados em 2017.

 

 

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Frase nacional do mês 

«O PSD deve vender a alma ao diabo para pôr a esquerda na rua.» Declaração de Manuela Ferreira Leite, ex-presidente do PSD e apoiante de Rui Rio, em entrevista concedida à TSF a 15 de Janeiro, no rescaldo imediato do escrutínio interno que levou à liderança o ex-autarca do Porto. A antiga ministra das Finanças procurou, com esta frase, validar a estratégia de Rio, que assume desde já ser parceiro dos socialistas num futuro Governo em alternativa à actual frente de esquerda.

 

 

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Frase internacional do mês 

«Quero que todas as meninas saibam que um novo dia está no horizonte.» Uma frase emotiva da apresentadora televisiva Oprah Winfrey, a 7 de Janeiro, na cerimónia de entrega dos Globos de Ouro, durante um discurso de nove minutos contra os “homens brutais e poderosos” que agrediram sexualmente mulheres, durante décadas, no mundo do espectáculo. Esta intervenção deu alento ao movimento Me Too [eu também] e durante dias Oprah foi mencionada como possível candidata à Casa Branca em 2020. Um cenário que ela própria desmentiu a 25 de Janeiro.

 

12 comentários em “Janeiro de 2018: os meus votos”

  1. Já tem o passaporte apreendido.

    Segundo ouvi numa notícia há uns dias, já lhe devolveram o passaporte.

        1. Não podemos transpor para Janeiro acontecimentos que só ocorreram em Fevereiro. Fique descansado: Lula será um dos temas mais em foco neste blogue ao longo de todo o ano.

  2. A Coreia do Norte desenvolve um ICBM , dispara um dos modelos de mísseis balísticos sobre o Japão mas o Trump é que provoca…

    E claro reconhecer Jerusalém como capital de Israel é provocação, mas não reconhecer já não é… só um lado é que pode ser provocado.

    Entretanto:https://www.washingtontimes.com/news/2018/jan/10/moon-jae-south-koreas-president-credits-donald-tru/

    Não que o presidente Sul Coreano seja muito coerente. Depois deu tudo o que os Norte Coreanos quiseram.

    1. Quando sul-coreanos e norte-coreanos se preparam para participar conjuntamente nos Jogos Olímpicos de Inverno, em Pyeongchang, deste lado do mundo há sempre uns guerreiros de sofá prontos a reavivar o espírito da Guerra Fria.

      1. O Dr. Rio, Lula, juízes corruptos, Trump, a Dra. Manuela, e Oprah, todos juntos. Acho que não gosto de nenhum. Mas isso sou eu, os meus amigos chamam-me Gru, o Maldisposto.
        Concretamente acerca do Dr. Rio, eu não jogo, se jogasse apostava consigo que nas próximas legislativas o PSD leva uma zurzidela e Rio sai – honra ao mérito, também não gosto de Santana. Também não gosto das esquerdas unidas. Gru, mesmo.

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