
Os novos partidos apareceram em colisão declarada com a “velha política” posta em prática pelos partidos antigos. Prometendo fazer diferente.
O que fazem eles para aproximar os cidadãos das instituições? Mais do mesmo: andam entretidos em tricas intestinas, em microscópicos duelos por migalhas do poder interno, esquecidos dos cidadãos em nome dos quais ainda falam.
A Iniciativa Liberal, fundada há menos de dois anos, já vai a caminho do terceiro presidente. O primeiro, Miguel Ferreira da Silva, demitiu-se em Agosto de 2018 por causa de uma micropolémica endogâmica a que mais ninguém deu a menor importância: permaneceu seis meses em funções. O segundo, Carlos Guimarães Pinto, esteve à frente da IL durante cerca de um ano: celebrou a eleição de um deputado (que não era ele) e logo a seguir bateu com a porta, alegando o «enorme custo pessoal» que a política implica, como se isso constituísse novidade.
O Livre, que tem um fundador que não lidera e uma «direcção colegial de quinze pessoas» que ninguém conhece, anda já mergulhado em guerra civil, menos de dois meses após ter eleito a primeira – e única – deputada. Isto a propósito de alguma questão premente em Portugal? Não: andam por lá todos às turras devido a um voto de protesto «contra a nova agressão israelita a Gaza». A deputada, fazendo jus ao nome do partido, solta o grito do Ipiranga: «Fui eu que ganhei as eleições sozinha». E prepara-se para mandar os controleiros internos às urtigas, estragando a festa do sexto aniversário da infantil agremiação.
Já andam nisto, uns e outros. Tudo novo, mas tudo tão velho afinal…

O único que capitaliza é o Ventura, comenta crimes à tarde, futebol à noite e ainda consegue ser a principal atração da manifestação das polícias.
Isso não é partido: é um gajo só.
E para ser fiel a tais tradições também o Chega anda já internamente ensarilhado
numas assinaturas e pesporrências de que alguns se queixam(segundo as news,não sei se feiques).
Falo em partidos. Chega não é partido. É uma sigla – ou nem isso.
Ai Bruxelas, Bruxelas! Quem me dera ser eurodeputado…
Ele queria ser mas já não é.
Diz o roto ao nu, “porque não te vestes tu?”
O PSD, Pedro Correia, não anda melhor do que o Livre e do que a IL no que a dissensões internas e trocas de líder diz respeito…
Típica lavourice. Fala-se em alhos, e logo ele avança com os chocalhos. Incapaz de se pronunciar sobre o tema.
um pigmalião encornado, passe o plebeísmo
Tens gralha em ‘encarnado’, isto é, benfiquista.
estiveste bem
Estiveste muito bem Joacine.
Antes o machismo ‘fachista’ dos sionistas de Israel do que o feminismo libertador do Hamas de Gaza!
O Tavares que vá fazer filhos.
Smoreira
Libertador?
Eh eh eh, libertador, pois claro!
Vejamos:
– podem usar hijab, burka e não estão sujeitas a delito de opinião;
– podem ter os filhos que quiserem;
– não são perseguidas pelos maridos, caminham na sua esteira;
– podem jogar basquetebol e no limite até podem recusar;
– professam a sua religião, aquela de paz e virtudes, sem medo de perseguições;
– podem dizer mal do governo, do israelita, na mais ampla liberdade de expressão;
– etc, etc, …
Não estou a ver onde está a sua ironia na interrogação!
Smoreira
Ah, muito bem. Agradeço-lhe o esclarecimento. Fico muito mais descansado.
Ufa!
Estava a ver que o Pedro não compreendia a indignação do Tavares – Gaza é um farol da democracia.
O milionário Soros não diria melhor.