Isto não vai acabar bem!


Luís Menezes Leitão,

 

Quando o Primeiro-Ministro grego necessita de fazer apelos compungidos a um jornal alemão para que deixem o país respirar atingimos o grau zero da dignidade de um Estado. Tenho muitas dúvidas por quanto tempo é que os gregos vão continuar a aceitar isto. A cegueira dos actuais líderes europeus corre o risco de conduzir a Europa a uma catástrofe sem precedentes. Ninguém compreendeu as lições da História?

7 comentários em “Isto não vai acabar bem!”

  1. Já devia saber que ninguém aprende com a história. Aprendemos com a experiência sofrida directa ou indirectamente. Há muito que a Europa se esqueceu da experiência da história, logo já não serve como aprendizagem. Só a Igreja mostra alguma memória da experiência da história, por isso por vezes nos parece desajustada com a modernidade, mas não é mais do que sabedoria do efémero das modas. Por isso é tão velha.
    Os políticos não podem ter essa experiência até porque, as mais das vezes, são ignorantes sobre história. Geografia então nem se fala. E sem geografia não se percebe a história, porque aquela muitas vezes é que a condiciona esta.
    Se os governantes gregos fossem sábios, iniciavam de imediato um namoro descarado com a Turquia. Então veríamos os jornais alemães aflitos. Qualquer amante sabe como os ciúmes ajudam a relançar uma relação.

    1. Bem verdade, que o Homem não aprende com a História. Mas se o amigo xico critica isso, como pode sugerir que a Grécia se lance nos braços da Turquia, que a oprimiu durante séculos?…

      1. Eu falei em namoro, não ir logo para a cama, que raio. Era só para fazer bluff. Para que se perceba que se a Grécia cai a Turquia talvez lhe pegue e depois a Europa arrepende-se de a não ter pegado. Foi isso que quis dizer.

  2. A história, as suas lições, não estão disponíveis em folhas excel, logo não é um campo que tenha empregabilidde e assim talvez seja mesmo melhor acabar com o seu ensino. Para que serve a história? Para compreender o mundo apenas é necessário saber as taxas de juro máximas que podem ser cobradas, a responsabilidade política começa e acaba aí. Hoje por hoje a política é entendida como o mal que aqui nos trouxe. Quando isto, a Europa, rebentar, vamos olhar para trás e afirmar que nada mais poderia ter sido feito. São pessoas pequenas as que hoje dirigem a Europa.

  3. 1.- Nunca acabará: inevitabilidade.

    2.- A seguir a esta crise (financeira), há uma crise real que já se iniciou e é como o gás: silente.

    3.- Como saciar milhões de velhos que duram mais?

    4.- Como empregar pessoas perante a tecnociência e a rigidez de regulações normativas ainda sediadas em plataformas normativas de um Estado que crescia a 3%?

    5.- Como saciar a lógica consumista imposta até ao luxo?

    6.- Não falo de crise de valores. Todas as épocas a têm se tomarmos como perspectiva os nossos valores. Há só uma clara escolha de valores, pela maioria. Saber se esses valores conduzem à ruptura final é para mim certo.

    7.- Os tiranos e os súbditos habituaram-se a ver a História como uma recta ascendente ad infinitum. Não é assim, só decorreram 67 anos e com paz. Mas a história da europa diz-nos que não é assim, foi uma ilusão.

    8.- Habituamo-nos a ver a História no nosso presente gerundivo, vamos vê-la como particípio passado, pois o olar sabe que o futuro é no conjuntivo.

  4. Os alemães acham – aliás, como muitos portugueses… – que os “do sul” andaram a portar-se mal, a… “viver acima das suas possibilidades”, que são uma cambada de caloteiros, de calaceiros e – particularmente os gregos, que nós somos uns “mansos” – de arruaceiros.
    Além disso, o conceito de “miséria” é, como tudo na vida, relativo. Miséria, miséria, daquela que “gramam” tantos africanos, asiáticos e latino-americanos, essa espécie de sub-humanos que representa a maior parte da – pronto, tem que ser… – humanidade, não temos (ainda) por cá.
    Portanto, a Alemanha, grande nação, culta e desenvolvidíssima, cheia de gente que adora trabalhar – apesar de trabalhar menos horas do que a gente de cá… -, cheia de gente honesta, também – lá não há corrupção, isso é para os “do sul”… -, que teve o “azar” de provocar duas guerras mundiais -, mas que, apesar disso, é muito humanista -, a Alemanha, dizia, acha que ainda é cedo para acudir à “cambada”.
    – Deixemo-los penar mais um bocado, para ver se aprendem – diz a gorda Merkel, enquanto as massas aplaudem, desvanecidas.
    E assim vamos (des)andando. Enquanto a Alemanha não for obrigada a mudar de atitude, pelos seus “parceiros” ou, mais provavelmente, pela diminuição das suas exportações – o superavit deles é o nosso (do sul) deficit -, a situação de milhões de caloteiros, calaceiros e… (pois), vai continuar a agravar-se dramaticamente. Especialmente a dos mais velhos.
    Como diz o nosso presidente, “só nos resta esperar que acabem por morrer”…

  5. Historia? isto está muito para lá da História. É simplesmente economia a finanças básicas.

    Os Gregos(e os outros como nós) julgam que podem viver sempre a aumentar a dívida a cada ano que passa?

    Por cá o boletim de Agosto já saiu http://www.igcp.pt/fotos/editor2/2012/Boletim_Mensal/08_BMensal.pdf

    A Dívida Directa passou de 174 mil milhões no início do ano para 188 mil milhões no fim de Julho.

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