Isto é um assalto


Paulo Sousa,

Desde o início da pandemia que a chamada “elite” socialista que nos governa alterou o seu padrão de comportamento.

Já nos tínhamos habituado a que todas as esquinas e cruzamentos da cada vez maior e mais pesada máquina do estado estivessem controlados pelos boys e girls que desde o tirocínio na jota nunca mais nada fizeram na vida. Até aqui sem novidade.

Mas a sacudidela nas frágeis contas pública causada pelo COVID deixou os postiços todos à mostra. A pândega socialista acaba sempre com mais um pedido de assistência financeira e eles, que são os mesmo da última vez, já viram este filme. Vivemos uma sequela de mau gosto de uma crónica de uma morte anunciada.

Já sabemos que eles vão apontar em todas as direcções à procura de culpados e nos vão garantir que, tal como acontece com a diarreia dos leitões, cinco segundos antes de começar estava tudo impecável. Mas não estava.

O cheiro a fim de festa, e a antecipação do cheiro que se segue, levou a uma mudança de padrão de comportamento. Eles deixaram de disfarçar.

Começou com o relaxamento das regras para a distribuição da esmola aditivada a que chamam bazuca. Seguiram-se os alertas do Tribunal de Contas sobre o facilitismo à corrupção que essa mudança acarretava. O Presidente do TdC foi oportunamente trocado por outro, já com saber de experiência feita (em ajudar os amigos do PS, entenda-se) e hoje soubemos que a lei que impedia os familiares de governantes de poderem negociar com o Estado foi alterada.

Eles sabem que correm contra o tempo e que depois da próxima falência nem o “melhor povo do mundo” (o actual PR faz parte da clique) lhes voltará a deixar pôr as mãos na gamela. O tempo urge, eles andam frenéticos e agora vale tudo.

24 comentários em “Isto é um assalto”

  1. Os activistas políticos pró-democracia de ontem, hoje, sentados no poder, organizam a estabilidade da sua democracia, da democracia deles. Óbvio.

  2. Calma aí, ou não será antes aquela do ‘então os milhões só vão pra educação, saúde, habitação…. e pras empresas, senhor?’
    É isso, não é? Mas, calma qu’assim toda a gente percebe se houver uns dinheirinhos pró betão, como da outra vez, tudo isto fica ‘cá entre nós’, como, também, foi da outra vez.
    E sempre a falar ‘e as empresas, senhor?’ qualquer dia, ou hoje, começam a pensar que o pra empresas é antes pra os donos das empresas fazerem o que quiserem e nada de incomodar a iniciativa privada.

  3. Não houvesse a bazuca no paiol já se tinham posto ao fresco. Entretanto o Galamba vai fazendo as coisas pela calada.
    Mas a malta no fundo até gosta.

  4. O primeiro ministro já disse que a Constituição não interessa.

    A mudança das lei para expropriação de propriedade violando os direitos humanos veio logo a seguir…

    Quando a resistência começar terão o Expresso, SIC , TVI, Publico a acusar os “extremistas” e “elementos externos” quando são eles os socialistas…

    lucklucky

  5. O regime mafioso de braço dado com o ps somos nós, debaixo de telha ou à chuva conforme o vento.
    Porque Marcelo teme tanto o seu aluno Costa, ao ponto de se comportar como seu obediente e curvado serventuário?
    Ou será só e apenas a continuação de marteladas vingativas em Passos, porque continua com ele entalado na garganta?

    1. “Porque Marcelo teme tanto o seu aluno Costa, ao ponto de se comportar como seu obediente e curvado serventuário?”

      Basicamente é uma questão de saúde. Em 1974 quando o pai, Baltazar Rebelo de Sousa embarcou exilado para o Brasil estavam lá a despedir-se os irmãos mas Marcelo estava retido no Estoril com gripe.
      Se António Costa fosse obrigado a demitir-se por não conseguir aprovar o OE ou qualquer outro motivo e ele ficasse com uma crise para resolver, o mínimo a esperar seria uma pneumonia.

  6. O Paulo é um optimista. Só um grande optimista diz que “depois da próxima falência nem o ‘melhor povo do mundo’ lhes voltará a deixar pôr as mãos na gamela”. Eu faço sempre questão de recordar que esse “melhor povo do mundo”, em 2011, em estado de pré-bancarrota e tendo já certezas sobre o carácter de Sócrates e suspeitas fortemente fundadas sobre a sua (im)oralidade, deu-lhe 28% dos votos: quase um português em cada três, mesmo nessas circunstâncias, votou PS.

    1. Tem razão. Infelizmente.
      Os funcionários públicos não querem voltar às 40 h semanais.
      Os reformados querem os dez euros prometidos.
      Quase todos têm algo a perder…

      1. É como escreve: é muito, muito vasto, o partido do estado; cada funcionário público valerá dois, três votos, facilmente mais. Interessa manter essa clientela satisfeita, ou seja menos saqueada do que a restante população, e paternalmente acarinhada na sua coreografia incessante, insaciável e regular de mártir sempre sacrificado e a quem tudo é devido e bem pouco exigível. Basta ouvir os políticos – o mundo deles, como publicamente revelado, limita-se aos funcionários públicos e, mas acessoriamente, aos funcionários e pensionistas (afinal uma aborrecida fonte de maçadas, mas também de votos) – para perceber que é assim.

        De modo que, acontecendo o pior, o voto até pode mudar. Mas ao fim de pouco tempo as consequências materiais e necessariamente penosas dessa mudança, e as promessas de rápido retorno ao paraíso, fazem o voto regressar ao regaço socialista. Só ou, de forma mais ou menos formal, coligado

        É um ciclo, nada mais, que para os nossos dirigentes de turno agora entra na fase da rapina final, antes de um tranquilo e dir-se-ia já desejado período de “defeso“. Uma legislatura na oposição – e nada no-lo garante – impune e confortavelmente passada sob a capa de inflamados (e despudorados) protestos. Uma espécie de semeadura a que se seguirá nova colheita. Os de sempre voltarão a pagar; os de sempre voltarão a reclamar e a obter o estatuto de sacrificados que urge compensar.

        Costa

  7. FREGUESIAS E FREGUESES (repescagem)
    Actualização do estatuto e reformulação das freguesias, claro que sim. Mas não se acomodam anexos antes de se dimensionar a nave principal. Se o atual governo e apêndices feitos patos-bravos querem assentar tijolo sem cuidar dos alicerces, dos socialistas registe-se que quando na governação não gerem, atrapalham, diluem e transferem, catastróficos ao leme, ciclone arrasador na oposição. Não há solução para o País com um sistema eleitoral talhado á conta e medida, como alimento das clientelas partidárias do arco dominante, em que as permutas de poder entre estafados e viciados ocupantes se sucedem ciclicamente em restrita escala a dois comparsas, com pendura de ocasião em permanente estado de alerta. Inundados de naftalina trocam de actores e fatiotas, preservando á vez a chave bem guardada do palheiro que os vai engordando, repartindo e enfardando entre si em palco de simulação de guerrilhas para entretenimento público. Só uma emenda constitucional de emergência máxima constituirá receita curativa para tão nociva moléstia, com renovação de gentes, refrescamento e distribuição com renovados e legítimos peões, em tabuleiro a arejar com destreza. Das quase duas centenas e meia de deputados ensacados em turbilhão, aí uns 50% não tem feito mais que coçar cadeiras, agarrados, tolhidos e obedientes por fossilizados vícios de longos anos de pantomina, em que nunca foram capazes, ou intencionalmente mascararam a emergência de parir uma nova, escorreita e transparente lei eleitoral. O modo e tempo da actual discussão do número de freguesias não passa de um mal encenado número circense, quando tudo deveria iniciar-se por uma constituição adulta e sem sofismas, pelo modo de eleição e assento no parlamento e órgãos autárquicos, para com legitimidade renovada se arquitecte o edifício administrativo do País. A redução do número de deputados deve andar perdida, a descentralização, (que não uma regionalização multiplicadora de benesses e burocracia), parece que se perdeu. Se os governantes de turno apenas rodeiam habilidosamente as questões estruturais de fundo, os anafados opositores enquanto arregalam o olho á espera de vez, vão coçando com um chega para lá macaco, que em vez de apontar alternativas decentes insistem em inundar-nos a pele, tossindo e salivando gafanhotos.

  8. Quem ler isto até fica a pensar que só os do PS é que põe a mão na massa! Duarte Lima,a passar férias na Cargueira deve ser porque os milhões que roubou não chegam para pagar um hotel… Ups…Matou uma pessoa,para sacar mais.

  9. “Começou com o relaxamento das regras para a distribuição da esmola aditivada a que chamam bazuca.”

    Uma promessa da UE para o fim de 2021.
    Que ainda haja quem acredite no Pai Natal posso perceber, acreditar na UE já é patológico.
    Vão acontecer trezentos percalços e oposições de vários países e no fim é mijarete.
    Pelo menos deve chegar para alguns governantes e empresários comprarem uns Teslas.

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