Isto é só um “supônhamos”, claro


Rui Rocha,

Cavaco indigita Passos Coelho. Passos Coelho não consegue acordo com o PS. O Governo minoritário de Passos Coelho apresenta ao Parlamento um Programa de Governo declacado sobre o Programa Eleitoral do PS. Avulta, entre outros, o propósito de promover a educação de adultos.  António Costa é acometido por uma febre súbita e tem de ausentar-se no momento em que o PS acaba, depois de muitos avanços e recuos, por abster-se, viabilizando a continuidade em funções do Governo. Costa fica melhorzinho. O Governo de Passos Coelho apresenta no Parlamento um Orçamento decalcado sobre o Cenário Macroeconómico do Centeno e que segue muito de perto o Programa Eleitoral do PS e as medidas que Costa foi prometendo de forma avulsa. Avultam, entre outras, uma verba generosa para a educação de adultos, as descidas do IVA da restauração e da TSU, esta compensada pelo aumento das portagens em todo o país, com excepção das da zona da Covilhã (onde baixam significativamente).  Costa desmaia e é retirado do hemiciclo em braços.

0 comentários em “Isto é só um “supônhamos”, claro”

    1. Com as devidas proclamações sobre o interesse nacional, creio que a Coligação procurará, dentro de determinados limites, colocar Costa na posição de votar contra algumas das suas próprias medidas.

  1. Então, no seu entender, o programa da Coligação pode ser qualquer um, desde que os cargos executivos sejam seus.

    Nesse modo de pensar há outro cenário provável: Passos apresenta o programa do PCP, o PCP vota com o PSD e o governo passa.

    1. Eu não falei sobre o meu entender. Apresentei uma situação que, com alguns matizes (o texto é naturalmente uma caricatura) me parece possível, ou até mesmo provável. Na medida em que a Coligação apresente um programa e um orçamento que responda às principais questões levantadas por Costa, deixa este sem margem de manobra. Naturalmente que num tal cenário a Coligação apresentará a coisa como sinal de abertura e não como manobra politiqueira. Quanto ao entendimento com o PCP, como sabemos, isso só passa pela cabeça do Costa.

  2. Ao contrário, Costa é retirado do hemiciclo em braços pelo feito único de chegar á tripla+uma. Presidente da Republica, 1º ministro, secretário geral do partido e ainda Presidente na reserva activa da câmara da capital.

  3. O melhor será experimentarmos não ter governo nenhum, finalmente, poupemos nos gastos supérfluos e, se a Bélgica aguentou 20 meses porque não se entendiam para formar governo, os portugueses sempre tão “desenrascados” e sempre tão prontos a dar palpites, até devem conseguir os quatro anos.

    Claro que a Bélgica aguentou porque os serviços são descentralizados e, principalmente, fazem uma saudável separação entre Governo e Estado.

    Por aqui, devia ser tipo apocalipse, passado… menos de um mês e, começava a desorientação total, uns levantando dúvidas sobre tudo, até o lado correto de usar… as folhas de papel higiénico e outros, a estudar a melhor maneira de como sacar uns rolitos grátis, mais uns quantos que optariam, por pedir um subsídio, por rolo, conforme o agregado familiar e, claro, algumas autarquias aproveitariam a interrupção governamental, para taxar as famílias com desarranjos intestinais, naturalmente, sem esquecer futuros proveitos políticos, com uma redução da taxa, para bebés, menores de idade e reformados.

  4. E porque não o PAF apresentar governo, programa e orçamento e os mesmos passarem com a abstenção violenta de 8 deputados do PS e o único do PAN.

    Aí é que o Costa tinha achaque.

    1. Esses 8 estarão preparados para serem expulsos do PS ? Mas, como só os podem tirar, no fim dos quatro anos… depois, podem mudar de Partido ou concorrer contra Costa, por ele ter feito poucochinho

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