Cavaco indigita Passos Coelho. Passos Coelho não consegue acordo com o PS. O Governo minoritário de Passos Coelho apresenta ao Parlamento um Programa de Governo declacado sobre o Programa Eleitoral do PS. Avulta, entre outros, o propósito de promover a educação de adultos. António Costa é acometido por uma febre súbita e tem de ausentar-se no momento em que o PS acaba, depois de muitos avanços e recuos, por abster-se, viabilizando a continuidade em funções do Governo. Costa fica melhorzinho. O Governo de Passos Coelho apresenta no Parlamento um Orçamento decalcado sobre o Cenário Macroeconómico do Centeno e que segue muito de perto o Programa Eleitoral do PS e as medidas que Costa foi prometendo de forma avulsa. Avultam, entre outras, uma verba generosa para a educação de adultos, as descidas do IVA da restauração e da TSU, esta compensada pelo aumento das portagens em todo o país, com excepção das da zona da Covilhã (onde baixam significativamente). Costa desmaia e é retirado do hemiciclo em braços.
Isto é só um “supônhamos”, claro
Rui Rocha,

Se calhar vai ser qualquer coisa desse género.
Com as devidas proclamações sobre o interesse nacional, creio que a Coligação procurará, dentro de determinados limites, colocar Costa na posição de votar contra algumas das suas próprias medidas.
Então, no seu entender, o programa da Coligação pode ser qualquer um, desde que os cargos executivos sejam seus.
Nesse modo de pensar há outro cenário provável: Passos apresenta o programa do PCP, o PCP vota com o PSD e o governo passa.
Eu não falei sobre o meu entender. Apresentei uma situação que, com alguns matizes (o texto é naturalmente uma caricatura) me parece possível, ou até mesmo provável. Na medida em que a Coligação apresente um programa e um orçamento que responda às principais questões levantadas por Costa, deixa este sem margem de manobra. Naturalmente que num tal cenário a Coligação apresentará a coisa como sinal de abertura e não como manobra politiqueira. Quanto ao entendimento com o PCP, como sabemos, isso só passa pela cabeça do Costa.
Ao contrário, Costa é retirado do hemiciclo em braços pelo feito único de chegar á tripla+uma. Presidente da Republica, 1º ministro, secretário geral do partido e ainda Presidente na reserva activa da câmara da capital.
E ainda corta duas orelhas e rabo.
Possas!… (ou lá como raio se escreve)
Foi mais fácil ler o Kafka!!!
Eu tentei simplificar
. Tirei, por exemplo toda a parte de o percurso ser este mas dar ideia de que não é nada disto.
O melhor será experimentarmos não ter governo nenhum, finalmente, poupemos nos gastos supérfluos e, se a Bélgica aguentou 20 meses porque não se entendiam para formar governo, os portugueses sempre tão “desenrascados” e sempre tão prontos a dar palpites, até devem conseguir os quatro anos.
Claro que a Bélgica aguentou porque os serviços são descentralizados e, principalmente, fazem uma saudável separação entre Governo e Estado.
Por aqui, devia ser tipo apocalipse, passado… menos de um mês e, começava a desorientação total, uns levantando dúvidas sobre tudo, até o lado correto de usar… as folhas de papel higiénico e outros, a estudar a melhor maneira de como sacar uns rolitos grátis, mais uns quantos que optariam, por pedir um subsídio, por rolo, conforme o agregado familiar e, claro, algumas autarquias aproveitariam a interrupção governamental, para taxar as famílias com desarranjos intestinais, naturalmente, sem esquecer futuros proveitos políticos, com uma redução da taxa, para bebés, menores de idade e reformados.
Outra forma de chegar ao mesmo resultado é um governo fiel ao programa do PCP.
E porque não o PAF apresentar governo, programa e orçamento e os mesmos passarem com a abstenção violenta de 8 deputados do PS e o único do PAN.
Aí é que o Costa tinha achaque.
Esses 8 estarão preparados para serem expulsos do PS ? Mas, como só os podem tirar, no fim dos quatro anos… depois, podem mudar de Partido ou concorrer contra Costa, por ele ter feito poucochinho
Sim, isso também não está totalmente de parte.