
Já aqui deixei nota que – com a minha vetusta idade, a qual me permite lembrar de Moshe Dayan, Golda Meir e Yasser Arafat -, não tenho qualquer disponibilidade para escutar/ler os doutos que na imprensa se afadigam a explicar o que se passa lá no longínquo Mediterrâneo.
Mas tenho solidariedade e piedade. Solidariedade com as vítimas dos estrategas do fascismo palestino. E, concomitantemente (que bela articulação retórica me sai aqui), com as dos “falcões” israelitas – esses que desta não se safarão durante as próximas décadas. E julgo que após ter exarado esta profunda opinião, arguto diagnóstico da situação, o mundo melhorará.
E tenho piedade – cristã, a do cristianismo ateu – por tantos dos meus compatriotas (ou de países aliados) que têm enchido o meu Facebook com as suas aceradas opiniões, quase sempre comprovadas com indiscutíveis fontes bibliográficas ou filmográficas.
Entre estes há os mais arqueológicos, que se desdobram na partilha de “mapas étnicos” dos tempos bíblicos – comprovando que os “judeus” já então eram os “donos da terra”, assim julgando resolver as coisas de hoje. E há os mais sociológicos, incansáveis na proclamação da justeza das reclamações históricas da também imorredoira “nação palestiniana”. Gentes futebolistas, estas minhas ligações-FB, sempre adeptos fervorosos sobre tudo o que mexa, seja qual for o campeonato em causa, fiéis ao mandamento do grande holigão René Descartes, fundador da claque do Paris-St. Germain, e autor do lendário lema “Torço, logo existo!”.
Entretanto, sobre o continuado confronto entre israelitas e palestinianos, no canal Sic Notícias, no programa Toda a Verdade, está a ser transmitido este esplêndido documento “A Origem de um Conflito”. Tem três episódios, são transmitidos a cada domingo (dá para recuar e ir ver). Já passou o segundo. É muito recomendável.
Mas será, também, um desperdício de tempo para judeófilos e para palestinianófilos. Para esses recomendo o canal Onze – que está porreiro. Em especial o aprazível programa “Sagrado Balneário”, charlas sobre velhas histórias dos jogadores e treinadores de futebol,

“Para esses recomendo o canal Onze – que está porreiro. ” ——————— E de preferência (digo eu) com jogos do canelas.
Esses não costumo acompanhar. Mas serão bastante interessantes, qualquer teleespectador se pode armar em olheiro (“scout” diz-se no português actual)
Tendo a concordar com este seu post. E no entanto a realidade no terreno continua a seguir o seu curso,como diria La Palice.
Pobre La Palice…
Cultura. Líder do Hamas a dizer que o sangue de crianças, mulheres, idosos é necessário para estimular os combatentes. OQo
https://www.youtube.com/watch?v=OmZ2kY0d
Será o massacre de Hebron de 1929? será a entrega de parte do mandato da Palestina a uma tribo da Arábia em 1922 que foi derrotada pela tribo de Saud. formando o Reino Hachemita da Jordânia? Se o programa não fala da Jordânia não presta.
Ou será o jornalismo anti Ocidental que se não existisse Israel não existiram Palestinianos pois seriam Jordanos e Egipcios e aí se não obedeces à ditadura levas – Setembro Negro está aí para o provar-… mas não seriam notícia pois a luta da esquerda é sempre a luta sobre o Ocidente logo não interessam logo não aparecem nos jornais de esquerda?
Os jornais de esquerda, o programa é uma merda, tudo é uma merda, convém mesmo não ver nem olhar para a merda e só dizê-la merda, é porreiro ir aos blogs de merda dizer que tudo é uma merda, etc merda, etc merda, ah que alívio de merda dizer que tudo é uma merda
Chama-se Domingos, mas chega no sábado. Norte e Centro vai ter depressão. (Do sapo 24 actualidade)
Na ausência do barómetro é mesmo melhor ir até ao bar.
Nunca houve um Estado Palestiniano
https://algolminima.blogspot.com/
sábado, 21 de Outubro de 2023
Antes do actual Estado de Israel, existia o mandato britânico para a Palestina — e não um Estado palestiniano.
Antes do mandato britânico, existia o império otomano — e não um Estado palestiniano.
Antes do império otomano, existia o Sultanato Mameluco do Cairo — e não um Estado palestiniano.
Antes do Sultanato Mameluco do Cairo, existia o sultanato árabe/curdo de Ayubid — e não um Estado palestiniano.
Antes do sultanato Ayubid, existia o reino cristão/Franco de Jerusalém — e não um Estado palestiniano.
Antes do reino cristão de Jerusalém, existiram os impérios Omíada e Fatímida — e não um Estado palestiniano.
Antes dos impérios Omíada e Fatímida, existia o império bizantino — e não um Estado palestiniano.
Antes do império bizantino, existia o império Sassânida — e não um Estado palestiniano.
Antes do império Sassânida, havia por lá outra vez o império bizantino — e não um Estado palestiniano.
Antes do império bizantino, havia o império romano — e não um Estado palestiniano.
Antes do império romano, existia o reino dos Asmoneus — e não um Estado palestiniano.
Antes do reino dos Asmoneus, mandava por lá o império dos Selêucidas — e não um Estado palestiniano.
Antes dos Selêucidas, Alexandre o Grande estava no poder na Palestina — e não um Estado palestiniano.
Antes de Alexandre, havia por lá o império persa — e não um Estado palestiniano.
Antes do império persa, existia por lá o império da Babilónia — e não um Estado palestiniano.
Antes da Babilónia, existiam na Palestina os reinos de Israel e Judá — e não um Estado palestiniano.
Antes dos reinos de Israel e Judá, existia por lá o reino unificado de Israel — e não um Estado palestiniano.
Antes do reino de Israel, existia no território a teocracia das 12 Tribos de Israel — e não um Estado palestiniano.
Antes da teocracia das 12 Tribos de Israel, existia um aglomerado de reinos independentes de Cananeus — e não um Estado palestiniano.
Nunca houve um Estado Palestiniano.
Publicada por Orlando Braga à(s) 18:03
Palestina é uma palavra que foi criada pelo idioma filisteu. Os Filisteus foram um povo originário de ilhas do mar Egeu. Dos primeiros a dominar a fusão do ferro, criaram armas mais resistentes e eficazes do que as que havia (de cobre).
Desde há milénios, Palestina é como se usa referir a um nunca definido território litoral mediterrânico entre Síria, Jordão e Egipto.
ao
também conhecido por:
Levante e Próximo Oriente.
Desde há milénios, Palestina é como se usa referir a um nunca definido território litoral mediterrânico entre Síria, Jordão e Egipto.
Para os árabes, porém, Palestina não é nada. Para a geografia árabe o que existe é a Síria – o território não desértico entre o Mediterrâneo e a Mesopotâmia. Abarca as atuais Síria, Líbia, Jordânia e Israel. Na língua árabe a palavra “Palestina” não existe – a começar pelo facto de que nessa língua não existe o som P.
Se Orlando Braga disse está tudo resolvido, nem percebo para quê tantas discussões.
e os cananeus ? não tinham direito às suas cidades- estado ? fazem à história até onde lhes convém. mas tendo em conta os cananeus , que viviam naquelas terras com todo o direito até os judeus os expulsarem se não se convertessem ( e queixam-se da isabel , a católica , que fez a mesmíssima coisa) , os judeus têm tanto direito a israel como os palestinos . não são originários de lá , usurparam as terras.
não dirá que Deus lhes ofereceu a cena , pois não ?
Se vamos por aí nunca tinha havido um estado ucraniano até 1991.
Alguém disse que o problema desta região é que era demasiado pequena para tanta história. No cimo da historia milenar e das milhentas horas televisivas a contar a mesma, estamos num beco sem saida. 8 milhoes de judeus que não vão desistir do seu país e milhões de árabes que nunca irão aceitar Israel na região. Os lideres do Hamas explicam isto claramente nas suas entrevistas disponiveis na net.
estamos num beco sem saida. 8 milhoes de judeus que não vão desistir do seu país e milhões de árabes que nunca irão aceitar Israel na região.
Exatamente.
A origem do problema está em que os árabes nunca se resignaram a aceitar a migração maciça dos judeus para uma terra que consideram sua. Ao contrário de todos os outros povos que sofreram as migrações maciças que se seguiram às diversas guerras europeias.
Na minha humilde opinião, muito bem fazem os israelitas judeus de origem europeia que decidem sair daquele vespeiro e regressar às terras de onde os seus antepassados vieram, na Europa. Incluindo a Portugal.
Todos dizem que o Irão é o obreiro destes radicais. Cheguei a pensar que o “religioso” iria cair com as manifestações da menina AMID,. Em vão, a repulsa ás mulheres foi superior à razão.
No Irão não há repulsa às mulheres. Há muitas mulheres nas universidades (mais do que homens) e em profissões de alto poder e responsabilidade. Cientistas, médicas, etc. O Irão é um dos países islâmicos culturalmente mais avançados.
Jehová es mi roca y mi fortaleza, y mi libertador;
3 Dios mío, fortaleza mía, en él confiaré;
Mi escudo, y el fuerte de mi salvación, mi alto refugio;
Salvador mío; de violencia me libraste.
4 Invocaré a Jehová, quien es digno de ser alabado,
Y seré salvo de mis enemigos.
5 Me rodearon ondas de muerte,
Y torrentes de perversidad me atemorizaron.
6 Ligaduras del Seol me rodearon;
Tendieron sobre mí lazos de muerte.
7 En mi angustia invoqué a Jehová,
Y clamé a mi Dios;
2 Samuel 22
Belo post! Parabéns.
Obrigado. Eu ia a terminar com um “saudações leoninas” mas abstive-me, talvez seja abusivo.
“Saudações Leoninas” fica muito bem! Um dia destes ainda me curo, mas ainda ontem lá fui!
o “Torço, logo existo!” valeria bem 2.000 paus, caso fosse com a nova explicação cientifica ‘existo, por isso torço’.
o resto vale uns quintais, e pela lembrança dos “falcões”.
Esta bolsa de acções dos meus postais vem sofrendo um crash…
acontece como nas mercadorias, basta um parafuso mal apertado.
O que não é o caso.
Descarte não conhecia o cérebro humano, por isso não sabia que existia por pensar.
em vez de quintais queria dizer ‘esteres’
As esteres não são na Ásia?
Não, esteres é o plural de ester, medida de capacidade para a madeira.
Quintal é para sólidos em geral e ester é para madeira
(estava a referir p.ex.20paus =20$00)
Okay. Mais cuidado com a chuva em algumas madeiras.
Chama-se Domingos, mas chega no sábado. Norte e Centro vai ter depressão. (Do sapo 24 actualidade)
MAIS UMA OPERAÇÃO FALSE-FLAG
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Why did the almighty United States not warn Israel about the impending attack?!?! Palestine.
Zakharova
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QUANTO MAIS ESCANDALOSO MELHOR: O OBJETIVO É APANHAR O IRÃO NA CURVA
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O Ocidente mainstream usa mercenários e extremistas para operações de false-flag:
– exemplo 1: Iraque, Síria, Líbia: mercenários (e extremistas islâmicos) financiados pelo Ocidente mainstream implementaram um caos… aproveitado pelo Ocidente mainstream para roubar petróleo.
– exemplo 2: Donbass: mercenários (e extremistas neonazis) financiados pelo Ocidente mainstream perseguiram/bombardearam/massacraram russófonos do Donbass… com o objectivo de apanhar a Rússia na curva.
[nove, em cada dez, dos mais variados analistas ocidentais garantiam: armas da NATO na Ucrânia… juntamente com sanções económicas à Russia… e a Russia seria conduzida ao caos: tal seria uma oportunidade de ouro: iria proporcionar um saque de riquezas da Russia muito muito muito superior ao saque de riquezas que ocorreu no ‘caos-Ieltsin’ na década de 1990].
– exemplo 3: Palestina: mercenários e extremistas religiosos (vulgo Hamas) financiados pelo Ocidente mainstream combateram os palestinos moderados (consequência: o Ocidente mainstream proclama: «não existem palestinos moderados com quem negociar»)… quanto mais escandalosa for ‘a coisa’ melhor… o objetivo é apanhar o Irão na curva.
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O OCIDENTE MAINSTREAM QUER GUERRAS MAS NÃO VAI TER GUERRAS… VAI SER DERROTADO COM PACIÊNCIA DE CHINÊS
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Rússia, Taiwan, Palestina, etc… quando o planeta deixar de aceitar o dinheiro falso (vulgo dólar) do Ocidente mainstream… o Ocidente mainstream não vai conseguir sustentar as 800 bases militares que possui nos cinco continentes.
O SNS está mesmo pelas ruas da amargura, não lhe deram os comprimidos?
Filipe Costa muito discordo do conteúdo do seu comentário. Pois por muito que se possa criticar o SNS urge reflectir, nisso constatando que nestas situações a responsabilidade fundamental é das famílias
O Hamais a ser financiado pelo Ocidente? Isso é claramente fake news, sabemos que os milhões da UE estão a ser bem gastos na Palestina/Gaza. Perguntem ao Guterres que já fez as contas.
Chapeau !!
Abraço
Obrigado
Grande postal, jpt. Muito bom.
Obrigado. E constato que ambos seguimos com apreço o programa “Sagrado Balneário”…
Não no canal onze, mas não perco os melhores momentos no YouTube. Tenho um genro treinador de futebol de formação ( mais um das tais saudações leoninas… aliás, são todos, marido, filhas, genros e netos – estou sempre em minoria
) e gostamos de conversar sobre a inteligência e erudição dos nossos craques.
Que bela família. Na qual se poderá dizer, com toda a propriedade (ao que percebo), não há bela sem senão… (E, falando mais televisivamente, o tal programa que conheci o outro dia, tem piada, para quem gosta de bola)
Posso adiantar, orgulhosamente, diga-se, que a minha alma futebolística não pertence a máfias nortenhas , ou da segunda circular.
Citando o Guterres eu também digo que os palestinos têm os seus territórios ocupados por Israel há 56 anos mas que as suas queixas em nada podem justificar os ataques terríveis do Hamas. E esses ataques terríveis não podem justificar a punição colectiva do povo palestino. Acrescento que os ataques de Israel à faixa de Gaza são cada vez mais difíceis de justificar.
Entretanto a Helena Araújo transcreveu parte dum texto do Lutz Bruckelman sobre a guerra de Gaza que vale a pena ler: https://conversa2.blogspot.com/2023/11/c ontributos-para-um-debate.html
Obrigado. O Lutz Bruckelman é um veterano bloguista…
O Estado de Israel é um estado fascista.
Bem, Israel não será propriamente um país com uma ideologia política antidemocrática, de cariz autoritário e frequentemente populista, que advoga a superioridade da sua nação promovendo uma forma de governo ditatorial sob a direção de um líder carismático, geralmente fazendo uso de métodos violentos para suprimir os opositores.
Mas, aplicado em relação aos palestinos não há dúvidas.
Israel não é um Estado fascista. Mas dá imenso jeito dizer isso. Tal como dá imenso jeito evitar dizer que há Estados (e movimentos políticos) do “outro lado” eminentemente fascistas.Aliás, usa-se a expressão – muito bem utilizada – “fascismo islâmico” e os antifascistas encartados ficam todos com soluços.
Acabou de descrever Israel.
Vou ver se ainda apanho o número dois do tal programa (andando para trás, claro) antes que vá à vida. Também reparei que há um programa do Old Friends cujo tema é esse. Estou a pensar ouvi-lo embora seja de outro teor – não é um documentário.
Boa noite e bem haja pela dica
Espero que ainda seja possível ver o primeiro episódio. São preciosos. Não conheço isso do “old friends”, é um canal ou um programa?
Se o primeiro episódio do documentário que recomenda estiver no youtube, consigo vê-lo. Os programas antigos da sic exigem uma palavra passe, se bem me lembro. Perco alguns por tal motivo. A TV cá de casa está alugada a jogos de futebol, comentários do mesmo e noticiários, assuntos que fogem dos meus interesses.
Old Friends é um programa de rádio, amena conversa entre dois jornalistas e duas personalidades conhecidas de todos nós. Passa na Antena1. Não é um documentário, nem tem a imagem aliada ao som, mas esse factor solicita o pensamento com mais intensidade: exprime a força da palavra. Para o grande público a que pertenço e julgo poder interpretar, é um bom programa e nenhum dos quatro desmerece da função. Pela naturalidade com que se expressam e encadeiam o discurso, e pelos temas escolhidos, é agradável ouvi-los. Por vezes trazem um convidado com interesse. Eis a opinião de uma ouvinte que se socorre do podcast disponível na RTP.
Bom dia:)
A frase mais marcante do documentário é “ambos perderam, árabes e judeus”. E isto dito por quem estuda e percebe da poda e não por um suposto intelectual qualquer da nossa praça que se limitou a ir ver umas peças jornalísticas quaisquer ou a ler opiniões de “especilistas” no facebook.
Muito obrigado pela partilha.