Condenado por corrupção passiva, fraude fiscal, abuso de poder e branqueamento de capitais? Esqueçam. «Isaltino Morais já não pode ser condenado por corrupção no processo das contas da Suíça, apesar de este crime ter ficado provado quando foi julgado». O processo «acaba de ser arquivado». O Ministério Público podia fazer uma nova acusação, mas a verdade (que já se esperava há muito) é esta: «os factos já prescreveram». A Justiça pode, uma vez mais, limpar as mãos à parede, ao confirmar o que já toda a gente sabia que ia acontecer.
A propósito, escrevi aqui há mais de seis meses o seguinte: «Dou por mim a pensar que deve haver muita gente em instituições judiciais dispensadas de pagar impostos. Alguém que os pague e que esteja no seu perfeito juízo consegue tolerar que a sua qualidade de contribuinte seja insultada e continuar a dormir com o trabalho por fazer?» Afinal, parece que isto também fica confirmado, não é?

Por acaso, eu até curto bué tanto o Isaltino, como o Alberto. Lembram-me os xerifes dos antigos filmes americanos de cowboy’s, que eram donos daquilo tudo, mas ao mesmo tempo, quando chegavam os bandidos, eram eles que protegiam o maralhal. Depois de passar a borrasca, sentavam-se no alpendre da “jail house” numa cadeira de baloiço a mandar a baixo a sua bela xarutada.
Ah!!! E ainda mais importante… as gajas boas lá do sítio, apaixonavam-se todas por eles…
😉
Isso, claro está, no tempo em que era permitido fumar nos alpendres…
É um insulto revelador do poder do avental.
Começa por ser um insulto aos contribuintes.
Creio que isaltinar é um verbo irregular, João: ele isaltina e nós pagamos.
O mais irregular possível.