Pois…
Era eu miúda quando a Loja das Meias abria os seus lendários saldos de final de Agosto e o Rossio semi paralisava com as filas.
E a ‘casa’ ficou afectada para sempre…
O Saks faz promoções surpresa em NY, os passeios da zona da 5ª avenida bloqueiam com as fileiras de gente.
E a ‘meca’ das desperate housewifes da big apple decai, descrédito em descrédito…
A Ralph Lauren, na aristocrática Philadelphia (esta em especial, só porque eu vi) faz rebaixas anunciadas de véspera, a coluna humana caracoleia por Bellevue fora.
E a RL nunca mais foi a mesma…
Agora (mais difícil ainda!) repliquemos o exercício acrobático com produtos alimentares: o efeito será forçosamente mais gravoso, certo? Elementar, meus caros Watson!
Enfim, gente, acordem para o mundo real!
Deixem o capitalismo e o consumismo estrebuchar em assomos de esplendor, sobretudo se perseguir coisas descartáveis e sumptuárias como mantimentos e víveres.
– Quem sabe se os iogurtes não serão Chanel e as cebolas Diorissimo?
Então?
Deviam estar satisfeitos e a tratar das exéquias.

Laura, como a referência à marca foi feita por mim suponho que sou eu o fala-barato e analista de gema, por isso aqui vai a resposta: eu só invoquei o argumento para o rebater neste caso, esclarecendo que como o desconto era universal não havia uma desvalorização.
Mas, acrescentei, o que faltavam era razões para fazer Esta acção. A Loja da Meias, a Ralph Lauren e as outras marcas que referiste estão no mercado da moda, que é sazonal e precisa de fazer rotação de stocks.
De resto não prevejo assim de repente o fim do capitalismo, portanto suponho que a piada seja para outro fala-barato qualquer.
E era, Luís!! Para um teu comentador que me inspirou, mais precisamente, enquadrado no eco de outros bitaites que por aí fui lendo na blogosfera. Quando discordar de ti, lavro o meu contraditório na tua caixa de comentários, não faço um post!
Prontos, camarada, já cá não está quem falou barato.
Tu serás sempre caro. E ainda bem que voltaste, pá! 🙂
Lol, vou começar a usar palavras como “prolegómeno”.
perfunctório!
Esta coisa do Pingo decididamente deu-vos cabo à cabeça, agora até vêem fantasmas uns nos outros e não conseguem alinhavar um argumento credível. Ainda acabarão a afirmar que a Loja das Meias fazia as promoções no 1º de Maio e que o Alexandre afinal também é pastorinho de Fátima…
Deixem-me pôr a coisa nestes termos: a Jeronimo Martins, dona do Pingo Doce, teve um lucro de 68 milhões de euros no 1º trimestre de 2012. Não trazendo à conversa que uma grande parte destes lucros se deveram a operações no estrangeiro, isso agora não interessa nada, vamos pensar por um momento que num assomo de desejo de partilha, a sua admnistração e o sr Soares dos Santos em particular, quiseram partilhar parte desses lucros com os portugueses, que como sabemos estão em geral a passar por grandes dificuldades. Não sendo exequivel distribuir dinheiro vivo, que melhor maneira teriam de levar a cabo tal partilha, senão fazer uma promoção de 50% nas compras acima de 100 euros? Eu que ainda acredito nos melhor das Mulheres e dos Homens, acho que foi isto que passou pela cabeça dos responsaveis pela JM.
O facto de tudo isto ter sido no 1º de Maio, é apenas pôr o ouro sobre o azul, neste caso pôr o ouro sobre o vermelho.