Ironias históricas


odiplomata,

Díli, 10 de agosto de 2016

 

Comunicado de Imprensa

Reunião do Conselho de Ministros de 10 de agosto de 2016

 

O Conselho de Ministros reuniu-se esta quarta-feira, no Palácio do Governo, em Díli, para avaliar o apoio de Timor-Leste à República Portuguesa no combate aos incêndios que assolam aquele país e que já provocaram uma vítima mortal. Foi aprovada a doação de 2 milhões de euros para reforço da capacidade de resposta no terreno. Deste valor, 1 milhão e 250 mil euros destina-se a apoiar as autoridades portuguesas no combate aos incêndios e 750 mil euros são para socorro direto às populações afetadas.

O Primeiro-Ministro de Portugal, António Costa, alertou para a dificuldade que o país irá atravessar nos próximos dias, devido às previsões meteorológicas que apontam para vento forte e temperaturas elevadas. Anunciou ainda que vai ser acionado o pré-alerta do mecanismo europeu de proteção civil, assim como um acordo de auxílio assinado com a Rússia para apoio em casos de dificuldade.

Segundo a Proteção Civil de Portugal, estão ativos mais de 100 incêndios no território continental e na ilha da Madeira. Estão a ser combatidos por cerca de 3 mil bombeiros, mais de 900 viaturas e 22 meios aéreos.

No Alto Minho, foi acionado o plano distrital de emergência, que permite às autoridades locais solicitar o reforço de meios do Governo. Este plano foi anteriormente acionado em 2005.

O Primeiro-Ministro, Rui Maria de Araújo, considera a situação alarmante, pelo que convocou esta reunião extraordinária de Conselho de Ministros e anunciou a transferência urgente deste apoio financeiro  às autoridades e à população de Portugal. FIM

0 comentários em “Ironias históricas”

  1. É este tipo de notícias que nos oferece que me fazem sentir, mais que português, um cidadão do mundo. Ser cidadão do mundo não significa possuir o mundo, mas ser por este adoptado.
    Vindo de Timor, que ainda vive o rescaldo de uma sanguinária opressão e a debilidade do seu próprio crescimento, contrasta com a implacável frieza de um continente que se diz civilizado, mas não se compadece em atirar seus cidadãos para uma ignóbil miséria sem qualquer tipo de apoio.

    Viva Timor!

    1. É este tipo de conversa de chacha (read: self-deprecating) que nos trouxe onde estamos: a um neo-socialismo republicano miserável que destrói os seus próprios símbolos.

  2. Não vejo ironia. Se é ironia é de propósito e então é um insulto aos governos socialistas e psd que nunca souberam lidar com as ex-colónias senão com a vergonha “marxista” dos catequismo do PC que os jornalistas aprendem e rezam nas escolas de comsoc e reproduzem depois nas tv como idiotas úteis.

  3. Sim também não percebo. Ironia pressupõe um antagonismo que não existiu.

    Só se for baseado na concepção da cultura Marxista “anti-racista” eufemismo para manter os brancos sempre superiores a destilar teoria para os outros povos se saberem comportar.

    Nós ajudámos Timor e eles agora nos ajudam. Bom.

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