
Embora não seja a minha primeira memória política, aquela longa madrugada de novembro de 2000 é, espantosamente, a minha primeira memória de uma noite eleitoral (não me recordo das eleições legislativas de 1999). Com 12 anos e o rádio ligado na TSF às 2h da madrugada, segui entusiasmado o desenrolar daquela que, ademais, ficou para a história como uma das mais frenéticas noites eleitorais, com a contenda entre Bush e Gore a terminar com resultado indeterminado. Pergunto-me o que me terá feito trocar o sono, ou um entretenimento mais convencional, por horas de comentários em relação a umas eleições de que eu pouco percebia e que diziam respeito a um país que não era o meu, mas a verdade é que aquilo me entusiasmou brutalmente. Desde então, tenho seguido as noites eleitorais americanas com o mesmo entusiasmo, pelo que representam, pelas suas características decididamente curiosas para um europeu e, não o escondo, por aquele cheiro a noite de Oscars, que faz daquela mais do que uma noite normal. Hoje, infelizmente, não vou conseguir ficar até ao fim.

Também assisti a essa noite mas na TV (à de hoje, não).
Mais importante: doze anos?!
1. Não tinhas escola na Quarta-Feira?
2. Os teus pais deixavam-te ficar acordado ou enganava-los por causa de política?
3. Quer isso dizer que só tens vinte e quatro?!
4. Quem é que te deixou entrar no blogue?
Eu a pensar que escapava…!
1. Claro
2. Eu nessa altura tinha pouco com que me cansar, pelo que era atreito a insónias.
3. 25…se bem que, pensando bem, não acho que isto altere muito esse espanto!
4. Era ladies’ night e vinha acompanhado 🙂