Irão jogar de máscara?


Pedro Correia,

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Há coisas que custam a entender. Uma delas foi o anúncio, feito há dias pelo Governo, do regresso (sem espectadores) das competições referentes à primeira liga a partir do último fim de semana deste mês. É uma excepção dentro da excepção, pois os campeonatos das restantes modalidades colectivas (andebol, basquetebol, futsal, hóquei em patins, voleibol) já tinham sido declarados concluídos por via administrativa, sem haver campeão designado. Se esta disparidade já era digna de suscitar críticas, maior contestação deve merecer o duplo critério reservado ao futebol profissional: as regras agora anunciadas aplicam-se apenas ao primeiro escalão e não ao segundo.

Em nome de que equidade desportiva?

 

O mais incompreensível, para mim, é que este anúncio seja divulgado no mesmo pacote de medidas destinadas a reforçar as acções profilácticas no combate ao coronavírus.

Faz algum sentido decretar-se o uso obrigatório de máscaras no comércio, nos transportes públicos, nos estabelecimentos escolares e em muitos locais de trabalho para prevenir a expansão da pandemia e autorizar-se em simultâneo o regresso da principal competição de futebol, desporto de permanente contacto físico e sem possibilidade de imposição de regras de “distanciamento social”, desde logo nos balneários?

Antecipo a resposta: não, não faz.

Que exemplo dá o futebol à sociedade, com o beneplácito do Governo? Antecipo também a resposta: um péssimo exemplo. A menos, claro, que os futebolistas passem a jogar de máscara. E paguem coima por cada cuspidela.

 

ADENDA – Em França, na Holanda e na Bélgica o futebol profissional terminou antes de concluído o calendário inicial previsto para as competições. E a Itália poderá seguir o mesmo rumo. Enquanto na Alemanha surgiram agora dez jogadores infectados com o coronavírus. O que vai suceder se o mesmo acontecer cá?

114 comentários em “Irão jogar de máscara?”

  1. A não ser que façam testes, “sejam picados”, antes dos jogos, e de 15 em 15 dias.

    Sim, o futebol está do lado da Força. Só assim se explica que o Papa ainda esteja no Porto e o Sagui ainda não more em Cushtoyàs. Muito churro e galão, compartilhado com gulosos.

    Uma barraca total

    https://www.google.com/amp/s/www.record.pt/multimedia/fotogalerias/amp/foi-desta-forma-que-o-lider-dos-super-dragoes-fez-mestrado-com-nota-17

  2. Todos os outros desportos cancelaram os campeonatos. O futebol também. A Primeira Liga não. Está claro que é só para o Benfica não ficar em 2º.

    Enquanto não aprenderem a ganhar sem batota nunca serão grandes. Toda a auto-proclamada grandeza vem da manha e da batota. Impressionante. Isto é mais ilustrativo da cultura instituicional de uma comunidade do que um tratado inteiro de sociologia.

    Dito isto, quem devia ter determinado estas situações era a UEFA, ou no limite a sorte, porque a UEFA também deve ter infiltrados dos clubes.

    É por isto que o futebol é um desporto odioso, próprio da chungaria e das pessoas sem escrúpulos e deveria acabar para sempre. Foi tão bom estes 2 meses sem bola e sem aqueles labregos a perorar nas têves a toda a hora — até os animais selvagens voltaram a passear nas cidades.

    1. ” Está claro que é só para o Benfica não ficar em 2º “
      E os presidentes dos outros dois grandes clubes, foram à reunião para reforçarem a posição do Benfica terminar campeão.

        1. Nos comentários ao postal cuja ligação aqui nos proporciona há uma Albertina que vem, decerto cheia de orgulho e acreditando prestar grande homenagem ao seu clube, dar razão ao que acima se escreve: “(…) o futebol é um desporto odioso, próprio da chungaria e das pessoas sem escrúpulos (…)”. Não devia ser assim, o futebol não tem que ser isso, um local de ódio e liminar desconsideração por quem não é dos nossos.

          Mas as coisas são como são.

          Costa

          1. Não só não devia ser assim como devia ser precisamente o contrário disso.

            Infellizmente – e as televisões sedentas de audiência têm muita culpa nisto – promove-se até à exaustão o ódio clubístico, servido por linguagem rasca e carregada de ódio. Alguns destes “artistas” fazem depois o transbordo para a política. Recorrendo aos mesmos truques de oratória e à mesma estratégia de achincalhamento dos rivais que usaram ao falar de bola frente às câmaras.

    2. Nem mais.Realmente foi um sossego sem bitates nas Televisões..Ainda ontem no Algarve ,tudo junto a comemorar como se estivesse tudo normal. E na Madeira,tinham máscara no campo,mas depois estavam todos aos abraços… Se o Benfica fosse em 1 o campeonato acabava já.

      1. Eu vi as imagens. Dezenas de pessoas aos abracinhos em Faro, como se não houvesse pandemia.
        Na véspera, no Porto, membros das claques do FCP “invadindo” os treinos também em grupo, sem qualquer “distanciamento social”.
        Depois do 1.º de Maio da CGTP, passou a valer tudo.
        Fica à consideração do Presidente da República, do primeiro-ministro e do secretário-geral do PCP, que patrocinaram a festarola na Alameda em pleno estado de emergência.

        1. ‘pera aí, passou a valer tudo …com o devido distanciamento. Para não haver problemas na Alameda até se fizeram as medições legais.

          1. Para ficarem bem nas reportagens televisivas. Mas antes e depois houve beijinhos e abracinhos. E muito “calor humano”, como as fotos documentam.

          2. Mas todos ao molho ou só meia dúzia?
            ’tá bem, mas por estarem todos bem alinhados foram sovieticamente elogiados, agora se houve no fim beijos e abraços, é pá dá pra desconfiar quem seriam aqueles sentimentolas.
            Que chatice, ninguém diz: sim senhor não criaram problemas, agora vamos esperar o que vão pedir em troca

          3. Uma cambada de irresponsáveis. Oxalá este 1/5 não esteja para Portugal – pelo menos simbolicamente – como o 8/3 esteve para Espanha.
            Com os resultados lamentáveis que sabemos.

          4. E essa coisa das medições meteu o VAR? E o tamanho das mamas foi levado em consideração?

    3. Parabéns pela reflexão!!!

      Quem me dera! que o meu marido pensasse assim.

      Já não há pachorra para os maluquinhos da bola.

      Isabel Silva

    4. Aqui está o perfeito exemplo de que o dinheiro compra tudo.
      Ora, ao acabar o campeonato agora, o FCP tem um ou dois pássaros na mão, ou seja: se for atribuído o título, fica com os dois, é campeão e vai à champions direto. Se não for atribuído o título, fica com um, o ingresso na champions.
      E se a princípio nos questionamos porque é que o FCP aceitou tão cordialmente a medida de acabar o campeonato, descobrimos que o fez por causa dos euros, ou melhor, milhões de euros, das transmissões televisivas. Não podemos esquecer que o FCP, como os outros 3, celebraram contratos milionários com as operadoras, que caso não cumpram, podem ficar suspensos.
      Se isto tivesse acontecido à dez anos atrás, iríamos ver um autêntico estado de sítio na invicta, com o honorável presidente a atacar o centralismo de Lisboa, pois essa decisão acabaria por, porventura, beneficiar o Benfica.
      Mas não, uns milhões de euros calam muita gente e escondem muitos ideiais.
      A ver vamos se em vez 1, ou 2 pássaros na mão, fica com zero…. é que pode acontecer.

  3. O Pedro Correia sabe a resposta.
    Colocou-se a cabal hipótese da prova não ser reatada, depois a Altice afirma que não paga a parcela dos direitos televisivos referentes aos jogos anulados, a NOS insinua que segue o mesmo caminho, e eis que a prova é reactivada.
    Basicamente, os clubes estão tesos, já gastaram o dinheiro dos direitos televisivos antes de os receber, têm de momento zero receitas, e veem o mercado mal parado.
    Precisam de “cash”, e o único modo é jogando.
    Como no país ninguém tem tomates para afrontar os Grandes (em especial o gigante glorioso e o gigante regional), e aqui incluo o famoso G15, que ao contrário da velhinha G3, só dispara pólvora seca, siga a festa.
    Tudo o que está em redor, as subidas e descidas administrativas a la carte, é apenas mais um capítulo na História de Portugal.

    Entretanto, há milhares de pequenos clubes em Portugal que estão a morrer com esta crise. Vivem dos associados e atletas, e com a perda de rendimento global, não terão hipótese de manter actividade. Nestes, ninguém fala.
    É a tal cultura desportiva em Portugal.
    Futebol, futebol, aliás, Grandes do Futebol.

    1. Questiono-me sobre a real capacidade financeira de clubes desportivos que ao fim de dois meses sem receitas começam a exigir apoios do Estado por falta de dinheiro.
      Está já a acontecer com quase todos. Isto dá muito que pensar.

      1. O futebol português está falido. De cima a baixo.

        Mas já no tempo do saudoso Major se discutia isto, e por cá andam todos. Portanto, é seguir.

        O Estado, o Estado tem obrigação de ajudar os pequenos clubes, os que fazem serviço público. As SAD e afins que façam pela vida.

      2. Os clubes estão falidos. O futebol é, actualmente e não só em Portugal, uma gigantesca lavandaria de dinheiro.

        A questão que se coloca mesmo é sobre a qualidade de gestão das empresas portuguesas em geral que não conseguem aguentar 1 ou 2 meses sem facturação e que não param de berrar pelos atrasos nos pagamentos dos layoff.

        Talvez repatriar algum do capital que estacionaram em paraísos…

        1. Questão interessante. De facto não se compreende que alguns clubes que movimentam largos milhões de euros por ano sejam incapazes de resistir a dois meses sem receitas, começando de imediato a sentir aflições de tesouraria.
          Num país em que se inspecciona quase tudo ninguém inspecciona isto?

          1. O problema é que não são os clubes que movimentam milhões. O futebol é uma actividade onde os clubes estão falidos e os que gravitam à volta (agentes de jogadores, administradores sad e afins) estão bem e recomendam-se.

  4. O campeonato termina quando o Benfica passar para o 1º lugar.
    É claro que só há jogos porque o benfica não está em primeiro.

  5. Às suas interrogações sobre o regresso das épicas lides esféricas à praça, um sábio dar-lhe-ia cinquenta respostas, todas elas válidas e sem hipóteses de argumentos contraditórios.
    Eu, no crepúsculo do entardecer de dois ou três neurónios que perseverantemente se recusam ao desaparecimento, só tenho uma: dinheiro.

      1. Vou ler, claro.
        Mas à maneira do amor do porco-espinho. Devagar, devagarinho, com calma e muito jeitinho para em beleza, a bom termo a tarefa levar.

          1. Já li. Abri o link apresentado em cima.
            Concordo com tudo sem lhe alterar uma vírgula.
            A retoma do campeonato, independentemente de ser benfiquista e esta medida poder beneficiar o Benfica.- Aliás, só pode beneficiar porque é incomparavelmente mais lógico ganhar dois pontos do que perder doze,- independentemente da minha cor, fica concluído sem glória para o vencedor nem demérito para o perdedor.
            As regras foram viciadas desde que a concordância sobre os campos para a realização das partidas foi alcançada.
            Em minha opinião, esta época terminava aqui e agora. Sem vencedores nem vencidos, sem subidas nem descidas.
            Não será do agrado de todos? Paciência. O vírus sacrificou-nos a todos, o futebol não é nem pode ser excepção.
            Mas se para as contas da UEFA houver necessidade de se encontrar o campeão, então que seja o FCPorto que é quem ia à frente. Tudo o resto mantinha a classificação aquando do interrompimento da prova.

  6. A culpa é dos jornalistas e comentadores, que neste momento não tem nada para falar.
    O futebol é a sua droga dura, um vício e por isso na sua demente loucura,
    pressionam o governo e a opinião pública para a importância da modalidade no
    crescimento da economia.
    É a chamada inteligencia de balneário, dos mitras da bola.

    Que role então a redondinha….

    Isabel Silva

  7. Boa tarde,
    Alerta CM , Bolsonaro é o novo presidente da Suiça e declarou que as crianças podem abraçar toda as pessoas , pois elas não transmitem o vírus .

    Luis Almeida

  8. «…decretar-se o uso obrigatório de máscaras…»

    O uso de máscaras generalizado pela população (excepto pelos profissionais de saúde) voltou a ser recusado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) a 06 de Abril de 2020, por as mesmas serem ineficazes na protecção contra a contaminação; as máscaras servem somente para proteger os doentes/pacientes das gotículas de saliva dos profissionais de saúde que possam eventualmente cair ou ser expelidas:

    – Conselhos sobre o uso de máscaras no contexto do COVID-19 (Advice on the use of masks in the context of COVID-19, 6 April 2020)

    https://www.who.int/publications-detail/advice-on-the-use-of-masks-in-the-community-during-home-care-and-in-healthcare-settings-in-the-context-of-the-novel-coronavirus-(2019-ncov)-outbreak

    A desinformação por parte da população sobre este assunto, está a ser aproveitada pelos governos e entidades para servir outros interesses inerentes a uma agenda política e económica ao mesmo tempo que dá a ideia aos cidadãos de uma ilusória segurança através do uso de máscara e luvas, ou seja o chamado efeito placebo.

    Para além da Organização Mundial de Saúde (OMS), a comunidade médica e científica a nível internacional é contra o uso de máscaras generalizado pela população:

    – Máscaras para todos no contexto COVID-19 sem dados que o fundamentem

    https://www.cidrap.umn.edu/news-perspective/2020/04/commentary-masks-all-covid-19-not-based-sound-data

    – Não, não precisa de máscaras faciais para prevenir o coronavírus – as máscaras podem aumentar o risco de infecção

    https://www.forbes.com/sites/tarahaelle/2020/02/29/no-you-do-not-need-face-masks-for-coronavirus-they-might-increase-your-infection-risk/#57faf052676c

    1. Pois podem.
      Quanto à OMS, é como a DGS: já disse tudo e o seu contrário.
      Aquela senhora das conferências de imprensa que chegou a dizer várias vezes que a máscara transmitia “uma falsa sensação de segurança” agora exige o uso de máscara mesmo que se use também viseira – algo extraordinário.
      Às vezes interrogo-me como conseguiremos manter a sanidade mental quando entre as cabeças supostamente pensantes parece andar tudo louco.

      1. A imposição do uso de máscaras pela população em geral, ou o uso de luvas, não tem qualquer fundamento sendo inclusive um perigo para a saúde pública pois promovem a disseminação de doenças, bactérias, e contaminações.

        Isto é ciência e medicina básica, e qualquer cidadão minimamente letrado sabe disso (não precisa de ser médico ou cientista).

        No entanto, e como todos sabem, o que importa é manter o espectáculo a pretexto de um vírus, por forma a calar e impedir a revolta dos cidadãos contra o corrupto regime criado em 25 de Novembro de 1975 e as más políticas que têm vindo a ser praticadas.

  9. O Sr. Pedro Correia,
    Tenho 99 anos e já não sei quantos mais vou fazer, e o meu único prazer é
    estar sentado no sofa a ver futebol na televisão.
    Por isso pergunto se é legitimo acabarem com a minha única alegria?
    Sou por isso a favor dos jogos de futebol e para mim se eles usarem mascara,
    apreciarei como uma nova experiência visual.

    Cordialmente
    Carlos Andrade

  10. Cheira-me que se o Benfica estivesse em primeiro, o campeonato já tinha sido dado como terminado….
    E mesmo sem campeão, estava encontrado o representante português na Champions… mas como não é o Benfica……

  11. Uma decisão errada, o campeonato não deveria ser reatado, deveria homologar-se as classificações e ponto final, quando muito jogar-se apenas a Taça de Portugal mas com sócios proeminentes do clube do regime tudo é possível.
    Penso que a UEFA esteve mal ao não declarar de imediato o terminar de todos os campeonatos dos seus países associados.
    Faltam 10 jornadas, são muitos jogos (mesmo muitos) e não creio que os planteis das equipas todas consigam ficar imunes durante todo este tempo mas é a minha opinião. De lamentar também mais uma possível jogada de marketing político que é a possibilidade de os jogos serem transmitidos em canal aberto…

    WW

    1. Na Taça percebe-se: só falta jogar a final.

      No campeonato é muito diferente: estão por disputar um terço das provas. Isto promete o pior – nos treinos, junto das claques, nas enchentes perto do estádio, nos locais públicos de concentração popular antes e depois dos jogos, em cafés e restaurantes e colectividades durante as transmissões das partidas.

      Nos jogos – convém lembrar – não intervêm só os jogadores. Mesmo à porta fechada.
      Também lá estão treinadores, médicos, massagistas, enfermeiros, bombeiros, polícias, seguranças, jornalistas, operadores de imagem, técnicos, funcionários dos clubes, delegados da Liga, observadores, apanha-bolas
      .
      Enfim, muito mais do que os 28 jogadores e os quatro árbitros.

  12. Pois não faz sentido algum.
    A pressão dos lobbies é quaiquer coisa de extraordinário, ou não fossem os futebolistas super-homens, que não não tossem, não espirram, não cospem, não suam… quem sabe, jogam com as mãos amarradas atrás das costas. Assim reduz-se também as situações de falta… é win win… enfim.

    1. Faço ideia: aqueles balneários deverão ser um exemplo de estrito cumprimento das regras sanitárias. A começar pelo famigerado “distanciamento social” que o poder político actual tanto apregoa.

  13. É muito simples: o futebol da primeira liga é um espetáculo que, ao contrário dos restantes (dos desportos de salão, das missas, dos concertos, etc), é televisionado, e os espetadores pagam para o ver na televisão. Por isso, dá para fazer esse espetáculo, e para receber dinheiro por fazê-lo, mesmo sem espetadores ao vivo.
    Os outros espetáculos são diferentes: os espetadores só pagam para os ver ao vivo. Não pagam para os ver na televisão. Portanto, quem proporciona esses outros espetáculos (padres, desportistas, cantores, etc) não está para os proporcionar se não puder ter público ao vivo. Seria uma perda de tempo e de dinheiro.

    1. O espectáculo que se lixe. Há muitas empresas a fechar e muita gente a passar fome — para cumprir as regras que estão a ser exigidas a todos. Os negócios da bola são apenas mais uns negócios. Ou não?

      1. Vivemos rodeados de cláusulas de excepção. Estabelece-se o cardápio de regras sanitárias para serem respeitadas por todos. Depois abrem-se chavetas e de lá vão saindo as excepções – para políticos, para centrais sindicais, para os negócios da bola…
        Às tantas já ninguém sabe o que é a regra e o que é a excepção.

        1. As excepções, filosoficamente, descrevem fenómenos aleatórios — há uma excepção a uma regra porque às tantas aparece uma aleatoriedade ou uma coisa que não estava prevista. Aqui não, as excepções descrevem um fenómenos de nepotismo ou complacência com um determinado conjunto de serviços aos amigos da elite no poder.

          1. Algumas luminárias acumulam a regra e a excepção quase sem intervalo.
            Foi o caso de Ferro Rodrigues.
            Em 25 de Abril, de cravo ao peito, deu ordem para desmascarar.
            Depois da efeméride, já sem cravo, deu ordem para mascarar.

            Levar isto a sério como? Rir é o melhor remédio.

    1. Terminou o futebol feminino e prossegue o masculino. Um caso evidente de discriminação de género. A exigir intervenção imediata da Comissão para a Igualdade de Género.

      1. Foi uma exigência delas.
        ‘Máscaras nem pensar, até parece que somos todas muito feias’, teriam dito quando questionadas.

  14. ” …..Que joguem de máscaras e nus da cintura para baixo…”.

    Isso é que era bom de ver!!!!

    Amélia Oliveira

      1. Fazem-se novos regulamentos, ora essa. Não pode é haver adeptas defraudadas por regulamentos notoriamente ultrapassados.
        E para o futebol feminino também. Nada de trapos da cintura para cima, que nem só de adeptas fervorosas vive o futebol, e também vive de fervorosos adeptos.
        Portanto estamos conversados. Uns desenvelopados da cintura para baixo, umas desenredadas da cintura para cima.

          1. Ah, pois é! Nem me tinha lembrado disso.
            Lá íamos meter a Rita à picada, como se não bastasse o pai para nos endoidar a vida.

        1. Por mim aceitam-se.
          Estereotipadas ou não, desde que bem metidas são muito bem-vindas.
          Mas, claro; o dono do blogue é ele.

  15. Irão jogar de máscara, só se forem as mulheres no Irão.
    Desde 644, as mulheres usam máscara no Irão e não só.
    Parece que uso religioso das mulheres muçulmanas taparem a cara, se deve ao facto de haver problemas com o nascimento da defeituosa dentição de toda a gente da região. Foi uma ideia para muitas delas casarem. ah!ah!ah!ah!

    1. Elas lá usam mais que máscara. Usam nicabe e algumas andam de burca.
      Eu já não digo nada. Qualquer dia começa a andar tudo assim também por estas bandas. Até no parlamento, sabe-se lá.

  16. ALERTA CMTV
    ALERTA CMTV

    (contra o uso obrigatório de máscaras no futebol )

    ” Mães de Bragança a caminho de Lisboa “

  17. Razão tinha a dona Adozinda da Graça, insurgindo-se contra a opinião generalizada de que só as máscaras previnem o mal, esquecendo-se a acção perniciosa das mãos. Donde, segundo ela, provinha todo mal que afligia o mundo.
    Instada a pronunciar-se sobre o que queria ela dizer com aquilo, que se calhar estava enganada e que as mão devidamente lavadas nem seria assim uma perigosidade a considerar por aí além; ela sempre lá foi dizendo que sabia muito bem o que dizia, assim as pessoas a ouvissem.
    Alguém verdadeiramente indulgente irrompeu da turba ululante dizendo “deixem a alminha falar”.
    Pausa no frenesim e o condescendente apoiante da palavra feminina, avançou.
    – Então? O que têm as mãos?” Hã, santinha?
    – A mim uma vez o meu marido fez-me uma massagem às mamas que fiquei com elas uma desgraça, que durante mais de quinze dias ninguém podia tocar nelas.
    Todos emudeceram a a grande maioria concordou. Que sim, que muito boa gente utilizava muito mal as mãos, e que um bom manuseamento por vezes era mais eficaz do que o uso indiscriminado de máscaras.

      1. Esse risco está fora da equação, por improbabilidade fidedignamente comprovada.
        Segundo dados estatísticos de credibilidade a toda a prova, no universo nacional de aproximadamente 10 milhões de almas, ganas cuspidoras só havia uma.
        Insuficiente, portanto, para a propagação do vírus. Nada a temer.

  18. Caro Pedro Correia (quase abreviava para PC mas não me atrevi), a sua pergunta:
    “Que exemplo dá o futebol à sociedade, com o beneplácito do Governo?”
    tem lógica porém não carece de outra resposta que não seja: é uma vergonha! Todavia haverá quem entenda de modo diferente e tenha felizmente a liberdade de o expressar. Porém não creio que seja o futebol que dá o mau exemplo pois isso é directamente assumido (ainda que contra vontade) pelo governo.
    Somente por interesses económico-políticos pode justificar-se um arremedo de finalização do campeonato nacional da 1ª divisão. Tanto assim é que nos outros escalões a “coisa” não se põe!
    Vergonha é um termo muito forte para catalogar esta situação? Então direi que tudo isto é uma “pouca vergonha”!
    Cumprimentos

  19. Deviam ficar todos infetados por causa da GANANCIA. A GANANCIA €€€€€€€ ESTÁ A FRENTE DA SAÚDE. Acho que isto vai dar para o torto.

    1. É como diz: este ano não deve haver vencedores nem vencidos. Foi, aliás, isso que já sucedeu em todas as outras modalidades desportivas, no futebol feminino e no futebol não-profissional – e até na Segunda Divisão do futebol sénior masculino.
      Um abraço aí para Portalegre, meu caro.

  20. Se alguém duvidasse que neste pedaço de terra mal frequentado, quem manda é o futebol, tem aqui mais uma prova. De qualquer forma, nos dias que passam, é a responsabilidade de cada um fazer o que entender para se proteger e proteger o próximo. Se a prioridade de vida de alguém é arriscar a saúde ao ir a um estádio ou ir agitar uma bandeira para uma praça,,,,,força. Em varias épocas da evolução humana a natureza fez uma triagem, esta é apenas mais uma.

  21. Estiveram três presidentes na reunião e só um era do Benfica. Se reatar o campeonato erz assim tao benéfico para o Benfica só uma conclusão se tira: são mesmo estúpidos em concordarem quando estavam em maioria. Vamos ver entretanto, como vão ficar as coias nos paises em que deram os campeonatos terminados por decreto…

  22. A ultima parte, a parte em que o PC se preocupa, emociona-me.

    Diz-se que o pior cego é o que nao quer ver. E é o que me ocorre quando diz “o mais incompreensivel”

    Dar exemplos é sempre um risco, mas se calhar a situaçao, a mortandade em portugal nao tem nada a ver com a mortandade nos mais paises.

    voltando ao cego… “o mais incompreensivel” porque o PC nao pretennde inteirar-se das razoes, e percebo porque, mesmo que as principais estejam a olho nu. Nao “existe” segundo escalao, e no primeiro escalao os representantes da imensa maioria do capital social da coisa, decidiram ou aceitaram assim.

    O PC nao concorda. Tudo bem.

    Mas a opiniao do PC seria mais querida, se quando a pandemia ainda estava confinada á china, tivesse arriscado sugerir que deviamos cá tirar os sapatos na entrada de casa. (voltarei ao tema ).
    cpt

    1. Se “dar exemplos é sempre um risco”, o melhor para quem recusa “dar exemplos” – como parece ser o seu caso – é andar sempre de máscara.
      Ou seja: seguir à risca o que diz e faz Rodrigues pós-25/4.
      E não seguir aquilo que o mesmo Rodrigues disse e fez em 25/4.

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