Ipsis verbis


Pedro Correia,

“Nós nem sequer temos tempo para nos conhecermos a nós próprios e à aldeia em que vivemos. Leva uma vida inteira a descobrir que já gostamos muito de suficientes coisas para durar os restos das nossas vidas, sem necessidade de descobrirmos mais – e sem o desperdício de provar coisas novas, a maioria das quais acaba por desiludir, tal é a ganância de termos mais coisas amadas do que o tempo que temos para amá-las.”

Miguel Esteves Cardoso

(excelente, no Público de hoje)

2 comentários em “Ipsis verbis”

  1. Concordo com o MEC quanto ao auto-conhecimento, mas tenho reservas em relação ao resto. Se conhecêssemos só a nossa aldeia seríamos muito pequenos e não teríamos sequer termo de comparação (esse termo de comparação que ele tem para poder concluir isto). Descobrir coisas novas é um processo inerente à curiosidade humana, e por isso mesmo imparável. A utilidade e interesse de algumas dessas coisas é que é discutível, mas isso já é uma questão de escolha pessoal.

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