Os cinco anos que o meu blogue Fio de prumo tem de existência fizeram-me pensar seriamente que há muita forma de intervir na sociedade em que vivemos, independentemente dos partidos.
Com efeito, sob o manto diáfano da democracia partidária, tenta-se mostrar aos portugueses que só através daqueles é que se pode fazer intervenção cívica. Não é verdade.
A sociedade civil pode e deve fazê-lo, através dos meios ao seu alcance. E aqueles que, como eu, não apreciam partidos, mas amam o seu pais – tanto ou mais do que os políticos – e possuem voz que alguns respeitam, têm a obrigação de dizer o que pensam, denunciar injustiças e louvar o que entendam mereça ser elogiado. Cada um de nós, no seu mister ou no seu lazer, deve fazer o que chamo de “voluntariado de intervenção”, que por ser pro bono até tem maiores possibilidades de ser autêntico.
Portanto não me venham com a lenga-lenga de que não há democracia sem partidos. Há. O que não há é “politiquice” sem eles!

Quem se coloca no terreno nacional não tem partidos, nem grupos, nem escolas…
Na democracia, um partido sempre dedica suas principais energias tentando provar que o outro partido não está preparado para governar. Em geral, ambos são bem-sucedidos e têm razão. Mencken )
Bem lá no fundo, existe um Salazar em cada um de nós…Não deixa de ser irónico que a cada esquina lemos e ouvimos o que ele andou dezenas de anos a dizer sobre o assunto.
Nasci em 1951 e no que me toca, nunca acreditei.
Com todo o respeito.
A minha grande vantagem sobre si, foi ter nascido uma década antes. Com todo o respeito, então éramos mais crédulos.
E sim, é verdade que existe em todos nós um Salazar em potência. A outra grande vantagem – sua, sobretudo, porque mais jovem ~ é que hoje sabemos isso e, claro, estamos prevenidos.