Inteiramente de acordoPedro Correia, 31.07.2009 Com a Laura Abreu Cravo: "Não reconheço brilhantismo no trabalho apresentado por este governo e custa-me comprar a ideia de que investimento público com consequências a longuíssimo prazo seja a medida certa, adequada e proporcional para compensar a ocasional renitência assustada dos privados em investir. Mas custa-me mais olhar para a alternativa e ver uma mancha de gente e de som, semi-entrincheirada, a lutar guerras pessoais esquecendo-se do país e dos eleitores, que adia a apresentação das suas propostas para uma altura em que já não haverá grande tempo para discuti-las, deixando-nos a todos, à direita, com coisa nenhuma para contrapor ante a interpelação entusiasmada da esquerda. Não é enfado, não. É desalento."
Já tinha tido a oportunidade de ler esse sensato manifesto da Laura Abreu Cravo, que subscrevo com algum desânimo. É, de facto, uma pena. Responder
«Não é enfado, não. É desalento.» Eis aqui, condensado em tão poucas palavras, um sentimento que se generaliza, alastrado ao povo anónimo. Não é lamúria, não. É constatação. Responder
Junto a minha à sua voz.
Já tinha tido a oportunidade de ler esse sensato manifesto da Laura Abreu Cravo, que subscrevo com algum desânimo. É, de facto, uma pena.
Também eu. E gostava muito de não concordar.
«Não é enfado, não. É desalento.» Eis aqui, condensado em tão poucas palavras, um sentimento que se generaliza, alastrado ao povo anónimo. Não é lamúria, não. É constatação.