Insustentabilíssima


escafandro,

E, claro, após cinco meses e meio em que o governo grego fez questão de piorar a situação das contas do país, aumentada em 53 ou 78 mil milhões de euros, existirão ainda mais motivos para considerar insustentável a dívida da Grécia.

0 comentários em “Insustentabilíssima”

  1. O que fazer com um governo que aumentou a dívida em 50 mil milhões, elevando-a para 220 mil milhões, tornando-a tão insustentável quanto a da Grécia?
    E o seu guru, Cavaco, assina de cruz depois de ter dado o exemplo de como se pode arruinar um país aumentando a despesa pública aos níveis do absurdo.

    1. Eu vou tentar reelegê-lo. Você dá-me ideia que não.

      (Considerando que também recebemos 78 mil milhões – ou menos um pouco -, que ela só tenha aumentado 50 mil milhões não é mau de todo. Ainda por cima quando temos 14 mil milhões nos «cofres» e se prevê que ela desça cerca de 5 mil milhões até ao final do ano.)

      1. O que fazer quando se apresentam contas tão mal feitas e argumentos com tão mal argumentação?

        A dívida aumenta para que os cofres fiquem cheios. E voltam as previsões. Em que folha de cálculo se encontra isso? Ou em que oráculo?

  2. Quem fez questão que as contas piorassem foram todos aqueles que não aceitam nada a não ser: ou fazem o que nós queremos ou fora. Isto é feio, muito feio.

      1. O governo grego contribuiu tal como o nosso. Até Marque Mendes já disse: se a Grécia sair, a seguir vamos nós. Como é lógico, a diferença entre eles e nós, é muito pequena. Maior cego é aquele que não quer ver.

          1. As condições que eles querem, não são exequíveis quando as dívidas são impagáveis, logo há estudar alternativas credíveis e capazes, de levantarem os países da crise onde caíram. Quem não quer condições são os 18 sádicos que insistem na dose que em vez de os levantar, os afunda cada vez mais.

  3. Ontem perdi um tempinho a ver um documentário, onde havia um conjunto de entrevistas a cidadãos gregos, apesar de não ter visto o início, e prestes a passar para outra coisa, pois geralmente só mostram opiniões sobre sins e nãos, desta vez, fiquei a saber, muito, mas muito mais, sobre um problema de que muita gente fala que é a corrupção instalada, mas eu não fazia a mínima ideia de como o problema é verdadeiramente assustador.
    Se, por cá, se fala de corrupção, somos um país de “anjinhos” perfeitamente controláveis, comparados com a Grécia, onde o chamado “pequeno envelope”, é uma prática comum e diária, em todos os sectores e um hábito de décadas. Seja para tratar de qualquer assunto em organismos oficiais ou, até, numa consulta médica (mesmo num hospital), uma grega, apesar das dificuldade de o dizer em inglês, explicava como ninguém, se atreveria, sequer, a fazer queixa e, muito menos, a não pagar, com receio das consequência. Confesso que fiquei perplexa ao ouvir tantos receosos desabafos, já tinha ouvido falar de corrupção mas nunca a imaginei tão grande, realmente, assim, vai ser difícil endireitar qualquer economia e como aquilo parece ser um hábito quase como respirar, suponho que o maior desafio para a Grécia nem sequer é a dívida, porque com hábitos destes implantados numa sociedade, à partida, será a eterna asfixia económica… por isso se fala tanto na dificuldade de cobrar impostos… imposto sobre zero é zero.
    Dá que pensar… se calhar, a Grécia, afinal, nem está tão mal como se apregoa, os colchões é que estão demasiado gordos 😉

    1. Há muitas coisas a fazer na Grécia – como (nesse e noutros campos) também cá. O pecado original foi a UE ter fechado os olhos no momento da adesão ao euro. Com os juros baixos, o peso do Estado e de quem se encosta a ele aumentou e agora tornou-se quase impossível quebrar a ligação. Os interesses instalados ganharam uma força tremenda e o Syriza, defensor do poder e da burocracia do Estado (que também interessam aos privados com capacidade – leia-se dinheiro – para os usar a seu favor), dificilmente os combaterá: veja-se como os militares foram poupados na proposta grega ou os aparentemente intocáveis privilégios da Igreja e dos armadores.

      Sim, há muito dinheiro debaixo dos colchões. Muito saiu para o estrangeiro mas a maioria está na Grécia – veja o terceiro gráfico do link abaixo.
      http://www.financialsense.com/contributors/sober-look/managing-greek-risks
      Não deixa de ser irónico pensar que a saída do euro pouparia essencialmente os ricos que tivessem tirado o dinheiro do banco: com a desvalorização do dracma, poderiam comprar tudo o que lhes apetecesse.

      1. O mais irónico é que os ricos estão sempre bem, a entrada no euro também lhes facilitou as trafulhices… poder tirar, facilmente, dinheiro dos seus próprios países.
        Curiosamente, eu nunca concordei em entrarmos na moeda única, na altura, ou me chamavam de comunista ou pior… e não tinha nada a ver com ideologias políticas, o bom teria sido entrar na UE mas ficar com o escudo, porque, por vezes, basta pensar primeiro na natureza humana. Quem não fazia parte dos meios onde se anda a nadar em dinheiro, nem se pensa arranjar artimanhas ou caminhos menos transparentes para ficar rico, não era preciso ter muita imaginação para saber que, sem ter de cambiar dinheiro, seria ver os milhões a entrar por um lado e a sair pelo outro, no mínimo, com a obrigação de cambiar os escudos, tinham pago os respetivos impostos antes de mandar o dinheiro “viajar” e ficava mais difícil passar o dinheiro “caído do céu”, provavelmente, nem sequer teria havido tantas “derrapagens” orçamentais. Os paraísos fiscais já existiam e continuam a existir e, aconteceu precisamente o que, para mim, era expectável, grandes negócios e negociatas, para alguns, e a extrema facilidade da riqueza poder sair daqui para fora, acabando por deixar a fatura para o cidadão comum pagar.
        Claro que, agora, quem falar em retroceder, ou não vê a tragédia económica que isso seria, ter dívidas e ficar com dinheiro a valer menos que papel higiénico ou então… já “se encheu” e pode continuar a ter “vida de lorde”, mesmo que aqui a inflação subisse, os juros voltassem a mais de 25% como já foram ou ver prateleiras de supermercado vazias.

        Tudo pode ser uma grande ideia e, até, ser tudo feito com a melhor das intensões… mas de boas intensões… está o inferno cheio 😉

    2. Não discordando do que refere queria apenas lembrar-lhe que a Troika já lá está há 6 anos a dar cheques e a ordenar “reformas”.

      Quanto á divida Portuguesa é de facto insustentável na medida em que todos os anos o Estado perdeu formas de a controlar e ou meios para a pagar além de a ir aumentando e o pouco que existe nos cofres para juros incomportáveis que são cobrados directamente á economia interna obrigando-a a definhar.

      Já agora fica este link de uma afirmação de uma perigosa esquerdista :

      http://www.tvi24.iol.pt/opiniao/manuela-ferreira-leite/ferreira-leite-dividas-dos-paises-europeus-nao-sao-pagaveis

  4. José,

    Talvez eu não tenha oportunidade de responder a uma eventual resposta sua à seguinte questão, mas aqui vai:

    Que dívidas sustentáveis, e não só nos países resgatados, conhece que me possa exemplificar?

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