Insegurança social – I


Teresa Ribeiro,

A Segurança Social anda a cobrar-me acima do que era suposto. A situação arrasta-se apesar dos meus esforços para tentar resolvê-la. A consequência disto é que continuam a enviar-me periodicamente notas de dívida exigindo pagamentos indevidos, ainda por cima com juros acrescidos. Comecei por reclamar por escrito, depois pela linha de atendimento permanente, através da qual fui conseguindo entrevistas no centro do Areeiro, em Lisboa. É para lá que eu tenho caminhado a espaços, durante os últimos meses. Dou-lhes os elementos que pedem, pois não tenho nada a esconder, garantem-me uma resposta que nunca vem, ou vem sem justificação, algo que me é necessário se quiser contestá-la. E é neste círculo vicioso que me vão consumindo, à espera que baixe os braços.

Não por acaso, à entrada deste centro está sempre um polícia aparatosamente artilhado, com pistola à vista, algemas e cacetete. Num desses dias em que fui queimar o meu rico tempo para mais uma entrevista, meti-me com ele: “Isso é para desencorajar os mais nervosos?” Foi simpático. Sorriu e respondeu-me: “Pois, às vezes as pessoas perdem a cabeça”.

Como eu as entendo.

6 comentários em “Insegurança social – I”

  1. Eu sei que se calhar fica mais caro e provavelmente não dá em nada, mas considerava seriamente o recurso à via judicial.

      1. Recorrer à via judicial não digo, e pode acontecer que os montantes em causa não o justifiquem. Mas ir lá, seja SS ou finanças, acompanhada de um advogado às vezes faz milagres. Já me aconteceu e resultou…

  2. E não é de perder a cabeça? Haja paciência para um país onde tudo ou quase tudo funciona mal. Há uns meses atrás fizeram-me pagar um selo dum carro que foi para abate pois comprei um novo. Mostrei os documentos que mostravam que o carro tinha sido abatido, mas a resposta era que tinha de pagar porque eram as instruções que tinham. Conclusão: paguei um selo dum carro que já não existia porque foi abatido. Que se passa neste país, onde quase nada funciona e a mediocridade abunda?…

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