Inquietações


cronicasnofeminino,

Embora reconheça que qualquer indivíduo tem o direito de decidir sobre o curso da sua vida, isto incomoda-me. Incomoda-me que aos trinta e dois anos não haja uma réstia de luz, uma centelha de esperança e que a vida se torne tão pesada e insuportável que a única saída seja acabar com ela. Inquieta-me o momento em que por mão própria a vida se desprende e a luz se apaga.

13 comentários em “Inquietações”

  1. Tem toda a razão, Leonor, acompanho-a na sua reflexão.
    De qualquer modo, ainda bem que a inquietação existe. São momentos inexplicáveis.
    De Robert Enke guardarei a simpatia, o profissionalismo e alguns dos momentos mais memoráveis que vi a um guarda-redes nas balizas do meu clube. Muitos sonharam ser como ele. Que fique o exemplo do profissional.

  2. Que estranho, que tragédia, a vida tem momentos inexplicáveis e intransmissíveis .

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    Que estranho, que tragédia, a vida tem momentos inexplicáveis e intransmissíveis . <BR class=incorrect name="incorrect" <a>Robert</A> Enke foi um senhor nas balizas do meu Benfica numa época muito difícil da vida do clube. Estou muito triste.
    1. É mesmo triste. Robert Enke andava a lutar contra uma depressão grave que não conseguiu ultrapassar. O depoimento da mulher na conferência de imprensa é impressionante.

  3. Neste momento fico a pensar na família de Robert Enke , sobretudo nos pais … A morte prematura de um filho e dessa maneira trás sempre uma grande “inquietação” (infelizmente conheço alguns casos), um desgosto irreparável… Haja forças para sobrevirem, a tamanha dor, com a serenidade possível…

  4. Não o conhecia (nem de nome, sou completamente inculta em matéria de futebol), mas também me incomoda e entristece imenso a total ausência de esperança. Sobretudo nesta idade, em que ela deve estar mais acesa.
    Um caso para todos repensarmos profundamente a sociedade em que vivemos.

  5. Que razão tão forte seria essa que o fez percorrer a linha convicto a aguardar que o ” monstro” se abatesse sobre ele?
    Nestes momento é que nos perguntamos porque uma mão divina não o agarrou em tempo, ou porque ele próprio, não se arrependeu dessa caminhada?

  6. Partilho por inteiro da tua inquietação, Leonor. Fica a lição: quem sofre de depressão deve tratar-se, deve medicar-se, deve procurar ajuda clínica. Se isso não suceder o impulso suicida pode concretizar-se quando menos se espera.

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