Inquéritos à portuguesa


Pedro Correia,

Três semanas depois do “rigoroso inquérito” mandado instaurar pelo ministro da Administração Interna aos distúrbios ocorridos no dia em que o Sporting se sagrou campeão nacional de futebol, alguém faz a mais remota ideia acerca disto? Qual o ponto da situação? Ainda não apuraram nada? Estão à espera que passe mais quanto tempo?

E o ministro, o que tem a dizer a isto? Terá mesmo alguma coisa a dizer?

8 comentários em “Inquéritos à portuguesa”

  1. Já diziam no Sim, Sr Ministro, a melhor maneira de enterrar um problema é abrir uma comissão de inquérito (lost in translation)

  2. Para começar não havia muito para inquirir. Os ajuntamentos foram à vista de todos e os responsáveis do governo e da administração interna são conhecidos. Sé se estão a preparar um inquérito para provar que a culpa foi do leão do marquês.

  3. Todos vimos na televisão a PSP a fazer uma barragem “stop” à GNR em Évora e depois, uma escolta dupla e mista de motos e carros com as primeiras vacinas a caminho do Algarve.
    Eram conhecidos os comandos das duas polícias e as respectivas competências territoriais. Tal como no Sporting, várias entidade poderiam (deveriam?) ter previsto o disparate de pôr a GNR a escoltar até a uma cidade, aí entregar a escolta à PSP, e voltar a retomar a escolta à saída da cidade. No entanto foi o que se fez e continuou a fazer, até em provas de ciclismo.
    O inquérito foi hoje ou ontem arquivado.
    Parece-me razoável esperar uns meses pelo arquivamento do inquérito do Sporting. Afinal quem pode saber por quantas secretarias, serviços, delegações, etc., tem o inquérito por passar, ser registado e carimbado, quanto tempo é necessário para ouvir e auscultar, desde sindicatos a observatórios, ligas, partidos etc., antes de ser arquivado.
    As pessoas terão o direito a ser informadas da decisão em “devido tempo”. É uma das fórmulas habituais: publique-se e arquive-se.
    P.S. – Neste caso particular do Sporting, é possível que seja mais rápido porque o “devido tempo” – que é quando o assunto já está esquecido – terá sido adiantado com a final da “Champions”.

  4. O senhor ministro da Administração Interna é o “escudo protector” do senhor primeiro-ministro e em última instância do próprio governo: leva com todas as pedras. Imprescindível para o Verão que se aproxima: será o bode expiatório ideal se a época de fogos se revelar desastrosa. Faz-me lembrar uma personagem de “Uma louca história do mundo” do Mel Brooks: “o moço do balde das mijas” em Versalhes, trabalho ingrato, sósia do rei, foi ele que acabou na guilhotina… Sir Humphrey era um zeloso e competente funcionário público, nunca aceitaria fazer parte deste governo. O rigoroso inquérito será entregue por D. Sebastião.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *