O Portugal – Dinamarca terminou há um par de minutos (3-2! Yes!) e impõe-se uma pergunta às oitenta pessoas que aqui vieram na última hora (quase todas a partir de locais em Portugal). Fizeram-no porque:
1. Detestam mesmo futebol;
2. Vivem cá mas não são portugueses (nem dinamarqueses);
3. Têm o televisor avariado e não têm cafés, familiares ou amigos por perto;
4. A PT cortou outra vez o acesso à Televisão Digital na vossa zona;
5. Outra; por favor, especifiquem.
Muito obrigado. O nosso objectivo é providenciar um serviço cada vez melhor.

Não pode ser Multitasking?
Multitasking durante um jogo, ainda por cima emocionante? Ora, ora… 🙂
Emocionante? chega os 2-0 zzzzzz um soporífero de desleixo quando poderia ser 4-0 .
Oops! 80 min e 2-2 vamos lá ter de marcar um.
Com 4-0 é que não seria emocionante. Liquidaria completamente o suspense! Assim foi mesmo como num filme de Hollywood: os bons (nós) ganham aos maus (os altos, louros e ricos dinamarqueses) mesmo nos últimos minutos.
Vim aqui porque me mandaram um link daqui a execrar a escolha Postiga e vinha ver se havia comentários.Eu próprio me fartei de ralhar contra o Varela e no entanto , lá está. Vai haver “desculpas” ao cromo do Postiga ou nem por isso?
Jamais. Escrevi o texto antes do jogo propositadamente. O Postiga não tem lugar na selecção. Ponto.
Rui: espero que, como as melhores equipas e jogadores, estejas preparado para sofrer…
Entrego-me ao sacrifício com espírito de missão, Jaa. A minha é uma causa justa onde as houver. E faço-o em nome dos interesses superiores do meu país.
Jorge: eram tácticas psicológicas do Rui Rocha. E resultaram. 🙂
Ou não. 🙂
Acho mais interessantes estes “postes” do que os remates da “Seleção” ao poste.
Anónimo: direccione bem comentários como este e poderá ir longe. Mas aqui está a perder tempo. A gente não tem cargos nem contratos simpáticos para oferecer…
Bom, quer dizer: pelo menos eu não tenho… 😉
E o melhor do mundo é…; eu não sei quem é, mas sei quem não é: Cristiano Ronaldo!
Se o Paulo Bento “os” tivesse no sitio, no proximo domingo contra a Holanda, o “melhor do mundo” para a familia e para os amigos dele, ficava sentadinho no banco de suplentes. Este gajo anda ali a fazer um frete e precisamos é quem dê o seu melhor, mesmo que não seja portugues de nascimento, como é o caso do Pepe.
O rapaz quer tanto mostrar que também é bom na selecção que fica nervoso, Alexandre. Aposto que aquele lance em que ficou isolado em frente ao guarda-redes (apercebo-me agora de que sempre quis escrever expressões como esta) já o fez corar de vergonha meia dúzia de vezes. É preciso mantê-lo em campo: mesmo que não jogue bem, assusta os adversários que se apressam a rodeá-lo, deixando espaço livre para os outros jogadores. E, se não jogasse, quem é que as câmaras de televisão iriam focar durante os tempos mortos?
Com este jogou comprovei uma realidade de que já ouvira falar, mas que para mim, eterno descrente, carecia de veracidade.
“Ronaldo consegue o impossível”.
Profunda verdade!
eheh…
Ah, isto ainda não foi o impossível. Apenas o difícil. O impossível fica para o jogo com a Holanda. 😉
eu,
estava na Adega,
estou desculpado?
Ah, claro! Como não?
O que eu nao percebo mesmo é o que estao todos a fazer aqui em vez de ver o Alemanha-Holanda…
Helena: desconfio que pouca gente fora da Alemanha torce hoje pela Alemanha. 🙂 – ou talvez 🙁
Pela parte que me toca, não ligando por aí além a futebol, simpatizo com a selecção holandesa desde os tempos do trio Rikjaard – Gullit – Van Basten. Pelo que até tive pena.
Posso ter sido um dos oitenta.
Não gosto de futebol e menos ainda do lugar que o futebol desempenha na vida portuguesa.
Talvez, noutra altura, o entusiasmo em torno de um desporto e de uma representação nacional pudesse ter um papel benéfico – e benéfico seria, desde logo, que fosse apenas o entusiasmo por um desporto.
Não é nada ou é muito pouco disso agora.
Espero que Portugal perca depressa e tudo volte ao normal.
“Não gosto (…) do lugar que o futebol desempenha na vida portuguesa.”
Totalmente de acordo, j.
“Não é nada ou é muito pouco disso agora.”
Ainda de acordo.
“Espero que Portugal perca depressa e tudo volte ao normal.”
Com isto já não concordo, j. Sendo, no fundo, irrelevante, mais vale um momento de alegria colectiva.