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Bernardo Silva e Mendy, companheiros e amigos
O PS, indo a reboque do Bloco de Esquerda e da deputada do Livre, recusou exprimir solidariedade na Assembleia da República a um dos melhores jogadores portugueses da actualidade, titular absoluto da selecção nacional de futebol, alvo de uma infame acusação de racismo sem o menor fundamento.
Foi um acto de inqualificável cobardia política dos socialistas, talvez com receio de serem apontados a dedo pelos seus companheiros de estrada.
Como há dois meses assinalei aqui, Bernardo Silva – que alinha no Manchester City, acaba de ser eleito melhor médio ofensivo do mundo e tem lugar cativo no onze da equipa das quinas com presença garantida no Europeu de futebol – limitou-se a fazer uma piadola no Twitter com um colega de equipa, que é seu grande amigo. Acontece que este colega, o francês Mendy, tem um tom de pele mais escuro do que a do Bernardo: foi quanto bastou para se levantem clamores histéricos contra o internacional português, acusando-o de racismo.
Uma organização denominada Kick It Out apressou-se a exigir a adopção imediata de medidas punitivas contra o «comportamento ofensivo» do nosso compatriota, pressionando a Federação Inglesa de Futebol. E esta cedeu aos clamores da correcção política: Bernardo foi condenado a um jogo de suspensão, ao pagamento de uma multa de quase 60 mil euros e ao cumprimento de um programa comunitário de educação presencial para o descontaminar do putativo vírus racista.
Sublinhe-se que em momento algum Mendy se mostrou ofendido ou apresentou queixa contra o colega.
Hoje, no parlamento, PS, BE e Livre cerraram fileiras, recusando o voto de solidariedade com Bernardo proposto pelo CDS. Vários destes parlamentares – sobretudo os socialistas – adoram acotovelar-se nas tribunas dos estádios em aplausos frenéticos à selecção nacional e farão tudo para conseguirem ver in loco os jogos do Europeu, que se disputam em diversas capitais europeias. Alguns, imagine-se, até são comentadores de futebol na rádio e na televisão.
Felizmente para eles, a hipocrisia justifica reparos morais mas ainda não merece censura penal. Ficam assim dispensados de frequentar programas comunitários e de pagar qualquer multa, ao contrário do talentoso futebolista a quem acabam de negar o voto solidário que se impunha. Convicto como estou que nesta matéria pensam inteiramente como eu: é profundamente injusto e vergonhoso rotular Bernardo Silva de racista.

Os deputados a entreterem-se com votações que não servem para nada, que não pioram nem melhoram a vida dos portugueses.
Mesmo para o Bernardo Silva, este voto de solidariedade de nada serviria.
Esta votação do parlamento também não serviu para nada? amento-aprova-voto-solidario-com-cristin a-tavares
https://www.abrilabril.pt/trabalho/parl
Este voto que de nada serviria, só ligaria ainda mais o futebol à política!… Mas com ele, o CDS que nada mais tem para apresentar ao país, faria um brilharete!!!
Comer e calar, portanto. A federação inglesa jura que temos um jogador racista na selecção nacional e os deputados da nação assobiam para o lado.
Como se os ingleses tivessem dito que amanhã vai chover.
Que lindo.
A AR não é o fórum mais adequado para este tipo de ações. Lembro que há pouco tempo houve secretários de estado a demitirem-se e a serem condenados na OP por terem ido ver um jogo da seleção. E o próprio Centeno por ir ver o “seu” Benfica. Já a FPF, esse órgão que tem engordado as contas à custa do desempenho notável dos nossos “As” nos últimos anos, teria aqui uma boa oportunidade de dar uma prova de vida. Não só podia como devia. Aqui sim, o silêncio é cúmplice com a estupidez. E o Bernardo não merecia.
Sim, a FPF tinha a estrita obrigação de sair em defesa do jogador.
Mas os maus exemplos, neste caso, vieram de cima. Do parlamento, que se pronuncia sobre tudo mas passou ao lado disto.
Como se uma operária corticeira despedida fosse mais importante do que um jogador internacional português punido por “racismo” e enxovalhado na praça pública com repercussões em todo o mundo.
A assembleia nem devia permitir esse tipo de votos.
A entidade nacional que representa o Bernardo Silva e TODOS os jogadores portugueses, é a Federação Portugal de Futebol. Além disso, o Bernardo está a jogar fora de Portugal, sujeito a legislação judicial externa. Não é curioso que o Pedro condenou os EUA por apresentarem uma moção contra a “intrusão da China contra os democratas de Hong Kong” (curiosamente talvez por engano seu, pois não foi o Trump que apresentou essa moção), agora estava a defender que Portugal devia ter a Assembleia a protestar contra uma sanção judicial de outro país?
Cabe ao Bernardo contestar a decisão (que já fez) e esperar pela resposta ao seu recurso.
Bom é expressar solidariedade selectiva. Com os palestinos, mas não com a população de Hong Kong que luta contra a ditadura comunista. Isso é que é excelente, termos um parlamento vesgo.
Está profundamente enganado. Não escrevi uma linha sobre Trump e a China.
Nem faço ideia onde foi buscar isso.
Quando é que descobrirão que o PS é um partido extremista?
lucklucky
Pela mesma lógica, o Livre é um partido moderado. ugal/livre-critica-abstenção-de-joacine-m oreira-no-voto-sobre-gaza/ar-BBXcZjb?oci d=WidgetStore
https://www.msn.com/pt-pt/noticias/port
Num próximo sucesso da nossa selecção Bernardo Silva tem uma única a fazer: Recusar partilhar o seu espaço com António Costa, prescindindo de qualquer condecoração que o mesmo lhe queira conceder. Se o fizer talvez comece a abrir os olhos aos portugueses que andam anestesiados com um personagem medíocre e autoritário, o qual dá “meio tostão” com a mão esquerda, ao mesmo tempo que tira “um tostão” com a mão direita
A questão aqui não foi com o António Costa. Foi com os deputados do PS, BE e Livre.
Sinceramente a primeira surpresa que esta notícia me causou foi pela proposta em si mesma.
O Bernardo Silva é bom jogador, e o Zé das Fintas (nome inventado por mim e que espero não estar a usar o nome artístico de nenhum futebolista) não joga nada de jeito. Qual o critério que eleva um deles e afasta o outro do patamar de merecer um pronunciamento no parlamento em seu favor numa questão disciplinar numa competições desportivas no estrangeiro? Quem decide se o sujeito é suficientemente bom de bola? Podemos contar com pronunciamentos em questões disciplinares do nosso campeonato? E se jogarem do campeonato da Arábia Saudita e se infringirem as rígidas normas de costumes? O tratamento é restrito a futebolistas?
Não terão os deputados mais nada com se preocupar do que sobre uma piada, mais ou menos feliz, que foi divulgada no Twitter?
Dirão que sendo deputados partilham as preocupações dos portugueses, mas fico sem saber então qual a diferença entre ser deputado e estar num café a mandar bocas à volta de uma mesa cheia de minis vazias.
Não estou a discutir a dimensão lunática que o episódio em si assumiu, mas apenas o enfoque e sentido de missão dos deputados que passa nas entrelinhas deste episódio.
Num parlamento que aprovou um «voto de solidariedade com a operária corticeira Cristina Tavares» amento-aprova-voto-solidario-com-cristin a-tavares
https://www.abrilabril.pt/trabalho/parl
faria todo o sentido que fosse aprovado um voto de solidariedade com Bernardo Silva.
A sério que comparou as duas situações?
Ainda não se du conta do ridículo?
Du?
O meu iPad está em modo economia de vogais. Ficou cativado.
Evite comprar o próximo na candonga.
Candongas não é a minha praia.
Ainda bem para si. Com este tempo frio e chuvoso não convém frequentar praias.
Engano seu. Ainda hoje estive numa e estava-se muito bem.
Deve ter estado a ver navios. Aposto que nem enxaguou a barbatana.
A resposta é simples. Foi um processo político.
Bernardo Silva num processo típico de bolcheviques foi politicamente condenado pela Federação Inglesa de Futebol.
“Não estou a discutir a dimensão lunática que o episódio em si assumiu”
A dimensão não tem nada de lunático, a dimensão é dos livros da intimidação prática.
Quem pensa que isto é um caso menor não percebe como o poder totalitário se constrói.
lucklucky
E diria mais, bolchevique romanov II (os reais europeus são todos familiares uns dos outros)
A afirmação “não sou racista” é uma falácia.
Será apenas um desageitado mentiroso ou uma flor de estufa?.
“Desageitado”?´
O que significa esta palavra, para mim desconhecida?
“O que significa esta palavra, para mim desconhecida?”
Não é isso Pedro Correia; é que o homem não sabe ler nem escrever.
Já cantava a Lara Li: “Iliteracia…”
Faltam bolas. E não é de futebol.
Sobram berlindes.
Regressa a Santa Inquisição. Agora de esquerda e alegadamente progressista, inclusiva e restantes chavões aplicáveis; como tal, dotada – agora sim – de verdadeiro direito divino e revolucionária impunidade. Está em todo o lado, em tudo interfere e sobre todos tem o poder de punir.
Um dia o monstruoso poder das redes ditas sociais será penosamente evidente. Se prova fosse ainda necessária de que o patamar de essencialmente inócua válvula de escape, de vaidades menores, frustrações banais e estupidez inconsequente, já foi ultrapassado, ei-la aqui. E disso se aproveita quem o sabe fazer.
Costa
Nos dias que correm destroem-se reputações num abrir e fechar de olhos.
Ainda me lembro dos tempos não tão longínquos, no inicio da divulgação de casos de pedofilia, em que qualquer avô já tinha medo de ter a neta ao colo.
Inclusive, existem vários livros a falar sobre os efeitos perversos desse crime nas mentes infantis, que passou a ser banalizado como algo que acontece a toda a hora.
O politicamente correcto mistura casos como o de Weinstein com o de Woody Allen, ostracizando e marginalizando obras de arte por eventuais pecadilhos dos seus autores.
Uma espécie de fogueira nazi, onde arde tudo que perturbe a sociedade asséptica dos puros, com a turba ululante dos populistas à cabeça.
Quando ouço falar deste tipo de encenação, lembro-me sempre de “Vicios Privados, Virtudes Publicas, de Miclos Jancso.
Ardem novas fogueiras um pouco por toda a parte. A reputação de qualquer um está à mercê do auto de notícia emitido pela polícia do pensamento no seu zelo patrulheiro, vigiando palavras, olhares, gestos e gostos.
Primeiro condena-se, a seguir julga-se e no fim investiga-se.
Sempre por esta ordem.
Boa noite Pedro Correia.
Nisto tudo, e concordando com muito do que escreve, repito, concordando, há um detalhe que para mim é curioso, é interessante, e está replicado em muitas outras situações. Creio que Mendy, que se diz ser amigo do jogador português, não veio logo a público, e creio que continua calado, dizer que era tudo fruto de uma brincadeira entre dois grandes amigos.
Ou estou enganado?
António Cabral
Julgo estar equivocado, meu caro.
Mendy apressou-se a dizer que são amigos e que não ficou nada ofendido por esta brincadeira, própria de dois jovens que são amigos e estão habituados a brincar com tudo.
Ver nisto “racismo” é branquear (com perdão da palavra) o racismo verdadeiro.
“Ver nisto “racismo” é branquear (com perdão da palavra) o racismo verdadeiro.”
É isso, acertou em cheio.
Há hoje muitas noções, como violência doméstica, assédio sexual, xenofobia, racismo, toques impróprios no corpo de uma mulher (geralmente acontecidos há uns vinte anos ou mais), violência no namoro, fascismo etc. etc. que se generalizam tanto que acabam por não significar nada e deixam de lado os verdadeiros problemas. Então quando entram no psiclógico, é um nunca mais acabar.
Acontece que as Comissões e respectivos burocratas designados para resolver os problemas querem abarcar tudo e mais alguma coisa e não se cansam de alargar as suas esferas de acção.
Só lhe desejo que não o multem (ou o mandem frequentar um curso para aprender a ser decente) por ter usado acima a palavra branquear num sentido que pode ter conotações impróprias.
Qualquer de nós está sujeito a isso a todo o momento.
A polícia do pensamento anda vigilante como nunca.
Creio até, espero não estar enganado, li não me lembro onde, que o colega disse que pagaria a multa (ou adufaria a pagar?).
Julgo que sim, o que só comprova o excelente carácter do jovem jogador francês, consciente da infâmia que manchou o amigo Bernardo.
Nem pintar a cara de preto lhe valeria,olhe o desgraçado do Trudeau.
Talvez mudando de pele cumó Jackson.
O Mendy pode vingar-se comparando o Bernardo a algodão doce ou torrão de Alicante.
Será racismo?
O racismo tem muitas faces e esta, a ironia de sermos apelidados de racistas quando ignoramos a cor, e tao feia como a outra.
Cor? Qual cor?
😂😂😉
Sinceramente eu teria optado pela abstenção ou até ausência. Não entendo qual a necessidade desse voto. Bernardo Silva terá sofrido (na interpretação de muitos) uma injustiça que se reflectiu num castigo de 1 jogo. Nada de agonizante. Continuará a jogar, continuará a ser o jogador que foi e continuará a ser essencialmente a pessoa que foi.
Toda a gente tem que colocar todos os dias limites aos seus comportamentos que são impostos pela sua actividade profissional. Muita gente perde o emprego por não os respeitar da forma que as entidades empregadoras (ou adjacentes a estas) as definem. Muitas vezes discordamos destes limites mas temos que os respeitar.
Porque razão é Bernardo Silva diferente? Por ser jogador de futebol? Da selecção nacional? Por ser o “melhor médio ofensivo”? Não é diferente em nada a não ser numa coisa: tem uma rede de segurança melhor (muito melhor) que a dos demais.
Por representar Portugal ao serviço da selecção nacional de futebol, sob contrato com a FPF, instituição de utilidade pública. A mesma selecção de que os políticos se servem até à náusea para efeitos de propaganda.
E por ter sido injustamente acusado de práticas racistas – com efeitos reputacionais irrecuperáveis. Injustiça a que a AR foi indiferente.
Só não acerto no Euromilhões.
Sabia que iria escrever algo sobre este não assunto, levado à AR por um partido que precisa de aparecer no timeline de notícias para não cair no esquecimento.
Pensei que fosse um pouco mais esperto e não caísse na armadilha de comentar algo tão insignificante como uma votação de condenação na AR sobre um castigo dado por uma liga de futebol estrangeira a um futebolista português.
A sério que escreveu sobre isto?
Ou faz parte da equipa de spin para empolar um assunto de lana caprina?
Para este kamarada, haver um jogador “racista” na selecção nacional é assunto de “lana caprina”.
Nem sei como é que este não-assunto foi notícia em toda a imprensa internacional.
Deviam ter perguntado ao kamarada…
Com problemas cognitivos, ou convém-lhe fazer que não entende?
O assunto de lana caprina, que o senhor se dá ao trabalho de “comentar”, é o facto de o voto de solidariedade na AR não ter passado. Aliás, o facto de um partido ter levado este assunto à AR é de um ridículo assassino.
E não, não existe um jogador racista na seleção portuguesa, apenas foi multado pela liga onde joga em assunto tão sensível como é o racismo no futebol. A brincadeira foi infeliz? Para a próxima que brinque com o Zé Bastos.
Só um racista pode achar a punição de um jogador da selecção nacional – conhecido em todo o mundo – por suposto racismo uma questão indigna de ser debatida na Assembleia da República. ugal/livre-critica-abstenção-de-joacine-m oreira-no-voto-sobre-gaza/ar-BBXcZjb?oci d=WidgetStore
A mesma Assembleia da República que acaba de aprovar um voto de condenação da «nova agressão israelita a Gaza».
https://www.msn.com/pt-pt/noticias/port
Se Bernardo cometeu mesmo um acto racista, não pode voltar a representar Portugal.
Se (como sustento) Bernardo foi injustamente punido com uma multa de 60 mil euros e a inscrição obrigatória num programa de educação cívica, merece um acto de solidariedade clara e inequívoca por parte da mesma instituição que se solidariza com uma operária corticeira despedida.
Porque o racismo nunca pode ser encarado de ânimo leve. E uma punição destas, sendo destituída de fundamento, tem de ser firmemente denunciada.
Quem desvaloriza assim o tema racismo só pode ser racista.
Você deixa antever aquilo que no fundo é. Um supremacista branco.
Ehehehheheheheh. Percebo bem ou está a tentar dizer que eu sou racista?
Quanto mais escreve sobre o assunto, mais percebo quem é que aqui, desvaloriza o racismo.
Escreva sobre a América Latina. As próximas eleições na Bolívia e a proibição de o ex-presidente se recandidatar, ou as manifestações no Chile e a repressão que por lá anda. Ou o novo partido do Bolsonaro e o seu logotipo feito com cartuchos de balas. Ui se fosse na Venezuela, eram postais seguidos, à razão de dois por dia…
Também pode falar dos neonazis racistas na polícia portuguesa. Se calhar isso é que não interessa para nada. O que é importante é a solidariedade para com um jogador português que foi multado por uma piada que consideraram de mau gosto pelo organismo onde anda a ganhar a vida.
O senhor está a ficar cada vez menos jornalista, ainda que conserve a carteira.
É pena.
Ensaiou uma esforçada finta de corpo com esse artifício retórico, desviando a bola para a América Latina.
Em futebolês, diz-se que chutou para a bancada.
Entretanto, consegue emitir aqui quatro ou cinco comentários sem dizer se concorda ou discorda da pesadíssima multa (60 mil euros) aplicada pela federação inglesa de futebol a um dos principais jogadores portugueses, condenado também a frequentar um programa de aprendizagem cívica anti-racista. Sanções amplamente publicitadas: foram notícia em toda a imprensa europeia.
Das duas, uma.
Ou esta punição é totalmente infundada, o que é grave: toda a punição a um inocente merece severa crítica. Tratando-se, ainda por cima, de algo que estigmatiza o jogador perante a opinião pública internacional.
Ou esta punição foi merecida, o que é ainda mais grave, pois suporia a hipótese de a selecção nacional de futebol integrar um jogador racista. Cenário que rejeito em absoluto.
Tentar passar por cima disto, negando a importância da questão como se fosse coisa irrelevante, é contemporizar com o racismo.
Algo totalmente inaceitável.
Não chuto para a bancada, servi-lhe a bola de bandeja. O seu comentário revela que, isso sim, a bola foi chutada por si para a bancada. [case closed]
Sobre o assunto (é disto que trata o seu postal, ou estou enganado?)
1. Votação na AR
Levar à AR (penso que foi iniciativa do moribundo CDS) um castigo da Liga inglesa a um jogador português por este ter proferido uma piada que remete para um assunto que está na ordem do dia no planeta futebol (lembra-se dos cânticos racistas no jogo Bulgaria-Inglaterra), POR MAIS EXAGERADO QUE ESSE CASTIGO TENHA SIDO, não passa de uma manobra pífia de criar um facto político, tentando ultrapassar pela direita baixa, o partido unipessoal racista que recentemente elegeu-se um deputado.
Escusa de tentar fazer ensaios de manobra retórica sobre Bernardo Silva ser ou não racista e a seleção poder ou não contar com ele.
Há tanto assunto para comentar sobre o fenómeno racismo: olhe, o facto de um deputado eleito ter apoiado explicitamente um movimento ilegal no seio da PSP, nascido na sequência de condenações de elementos da esquadra de Alfragide por abuso de autoridade alimentada por racismo, não lhe sugere uma linha? Ou também acha que é “racismo-ao-contrário” e perseguição do politicamente correcto?
Já o vi argumentar melhor.
Continua a atirar bolas para a bancada, sem coragem de se pronunciar sobre a questão que suscitei.
Fala de tudo menos do essencial: um jogador da selecção nacional ter sido apontado publicamente como culpado de um acto racista e severamente punido pela federação inglesa, com danos reputacionais gravissimos não apenas para ele como para a selecção.
Ao negar-lhe solidariedade, a AR admite implicitamente que a acusação tem fundamento, ampliando os danos reputacionais ao jogador.
E permite avolumar uma suspeita gravíssima (para mim infundada): a de Portugal tolerar um racista na sua equipa nacional de futebol.
Já me pronunciei qb. Se não consegue entender, lamento.
Não invente factóides.
Se quer falar de racismo, fale sobre o movimento zero e o apoio que um deputado (pelo menos) explicitamente lhe dá.
Ver portugueses como você fazerem coro com a federação inglesa de futebol no apedrejamento ao Bernardo por suposto “racismo” e negar-lhe a solidariedade que ele merece é algo miserável.
Se fosse ao contrário (um jogador inglês punido por racismo pela federação portuguesa de futebol), todos em Inglaterra rasgariam as vestes e clamariam contra a punição.
Aqui, ao invés, a atitude em voga é baixar as calças e assobiar para o lado.
Solidariedade com sahrauis e palestinos em abstracto?
Tudo bem.
Solidariedade com um português concreto, vítima concreta duma injustiça sem nome que o perseguirá por muitos anos?
Nem pensar.
Que asco.
Não se esqueça de se solidarizar com o Van Basten que fez (na brincadeira) uma saudação nazi ou com o presidente do Brescia que fez uma brincadeira (são todos uns brincalhões) com o Baloteli.
Quero lá saber do Van Basten. Não sou compatriota do Van Basten.
Sou compatriota do Bernardo Silva. E falo à vontade porque sou sportinguista e o Bernardo é benfiquista.
Vocês passam o tempo preocupados com os estrangeiros e com aquilo que os estrangeiros possam pensar de nós.
Até a federação inglesa de futebol vos põe em sentido.
Ou de cócoras.
Ehehehehhe…
Estou mesmo a ver um qualquer Peter van der Correia a escrever um postal indignado por o parlamento da Holanda não se solidarizar com tamanha injustiça…
Ah ganda patriota que me você me saiu… até parece que já ouço um faduncho como banda sonora de tão épico quadro.
Sempre obcecado com o que possam pensar ou deixar de pensar os estrangeiros. Para negar solidarizar-se com um jogador português alvo de uma infâmia totalmente inaceitável.
Sou incapaz de imaginar, numa polémica entre holandeses, uma das partes preocupar-se com aquilo que um português pudesse dizer sobre o tema em discussão.
Que argumentação tão fraquinha.
eu acredito que o bernardo nao e racista porque se chama-se macaco a um branco nao tinha o impacto que teve mas a mensagem foi de mau gosto
“mas a mensagem foi de mau gosto” Discordo, eu achei muita piada.
Todos temos direito ao mau gosto, sobretudo nas brincadeiras com amigos.
Transformar um clube de futebol num colégio de freiras dá nisto: em última análise, tudo é “pecado”, tudo é punível.
Com os basbaques a baterem palminhas às novas censuras.
Bernardo Silva, de futuro, devia recusar cumprimentar esses deputados. Estranha punição num país civilizado.
No fundo, o racista não é o Bernardo, tenho a certeza que isso nem lhe passa pela cabeça.
Depois admiram-se que o benfiquita tenha dobrado o numero de seguidores. Apesar de lampião o homem não é burro. Esta toda agente farta dos “racistas”.
Aqueles que descobrem “racistas” debaixo de todas as pedras da calçada mais não fazem do que branquear o racismo.
Se me é permitida a expressão.
Inqualificável é alguém achar que o Parlamento deve sequer perder tempo a falar de temas como este. De um post numa rede social, de um rapaz que dá pontapés numa bola!!!
A seguir vão analisar o quê? Se são ou não solidários com o VAR a quem os adeptos chamaram nomes?
Oh pá, tratem-se!
Nenhum partido esteve bem neste assunto. Um partido (e deputados) sério teria saído do plenário enquanto esta palhaçada durou, e teria feito um comunicado a dizer que o Parlamento é para legislar e tentar melhorar a vida dos Portugueses, não é para fazer da ARTV uma concorrente dos canais de “notícias” sobre o comentário da bola…
Se Bernardo Silva foi punido com justiça, deve ser banido da selecção. Não queremos racistas a representar o futebol português.
Se foi punido injustamente, merece a indignação dos portugueses através dos seus representantes legitimamente eleitos, que são os deputados. Os mesmos que adoram mostrar-se nos estádios de futebol.
Não por acaso, existe uma comissão parlamentar de Desporto na Assembleia da República.
O Parlamento, diz você, não deve “perder tempo” a solidarizar-se (ou a preocupar-se) com um jogador da selecção nacional, conhecido em todo o mundo, que acaba de ser punido pela federação inglesa de futebol por suposto “racismo”.
Como se o racismo fosse uma questão menor.
Vê-se logo muito bem o que você é. Um racista.
Bernardo e Mendy são 2 grandes amigos….
Como irmãos…diz Mendy..
Ver naquela brincadeira racismo só de tresloucados doentes mentais…
É esse o diagnóstico dos auto proclamados progressistas do séc XXI.. grandes defensores fanáticos da selvajaria marxista e islâmica….
O PS mostrou total ausência de valores morais e nacionais.. Mas aproveita as vitórias desportivas para se colar de forma cínica falsa e sem vergonha aos heróis….
Mostrou total desprezo pelos portugueses.
Vai mostrar o ADN totalitário e corrupto no 25 de novembro…
E veremos como será daqui a 2 ou 3 anos com graves crises económicas e financeiras……..
Andam sempre com o futebol às cavalitas, mas neste caso fazem de conta que não sabem nada.
Vergonhoso.
as noticias sao no sentido que o PC aponta, de que sao amigos e portanto bla bla bla .
Ainda assim. alem de atirar-se contra os tais deputados, o que é normal e legitimo, o recurso ao cds e voto deste nao o elege para campeao dos direitos humanos.
E afinal, num texto tao grande, porque razao os tais deputados nao votaram o desejo do cds ? ficamos sem saber.
Os mesmos deputados que recusaram solidariedade ao Bernardo Silva, deixando presumir que admitem ser ele racista, não deixarão de querer fotografar-se ao lado do melhor médio ofensivo do mundo no próximo Campeonato da Europa.
Se eu fosse ao Bernardo, punha-os a todos à distância. Seguramente não esquecerá a forma como o trataram.
olá
nenhuma duvida de que o PC tem mais informaçao e é melhor informado que eu.
Mas nao estará a exagerar, a mim parece-me obstinaçao, valorizar um pintelho.
Sem ofensa para o PC, nao tenho a sua agilidade, nem me deve nesta questao, mas continuo sem perceber o que levou os tais deputados a nao votarem com o cds. Como sou mais basico, tendo mais para a imensa maioria, que assim pressupoe sobriedade, sensatez.
Bernardo é um grande atleta e um cidadão exemplar.
Vergonhoso, o tratamento que a Assembleia da República lhe dispensou.
Tanta gente que nada faz na vida, que nada produz e por isso tem tempo de vir para aqui dizer tolices. VÃO MAS É TRABALHAR SEUS ENERGÚMENOS.
branquear a mensagem e uma estupidez ele nao ofendeu o amigo ao chamar macaco mas ofendeu todos os negros
Creio que todos perceberam que ñ foi intensao do Bernando,racista? mas em causa esta os principios nesta competição que ja anda cheia deste “viru” e como profissional que é, deveria cortar o mal pela raiz, embora o castigo aplicado foi excessivo.
“Intensão”?
Não vou discutir a pertinência deste tipo de votos (pesar, solidariedade, repúdio, etc) na AR. Talvez que a sua profusão lhes retire impacto e significado. Talvez que a sua ausência (inexistência/diminuição) promovesse um maior encerramento da AR sobre si mesma. É assunto que me ultrapassa.
Mas discordo de ti quando acima apoucas o voto de solidariedade com a operária. Podemos concordar ou discordar do seu sentido mas a questão é outra – eu, se não estou a confundir o caso, concordo totalmente, mas isso até é secundário. A questão é que esse foi um voto eminentemente político, e é para isso que existe a AR e esta sua actividade. Ao repudiar um caso de destratamento laboral a AR esteve a comunicar com a sociedade, a expressar um repúdio que é generalizável. E a apontar directrizes, morais e organizacionais.
Sobre este caso do Bernardo Silva concordo em absoluto contigo. Sobre o assunto escrevi há dois meses um postal https://estan.blogs.sapo.pt/o-cretinism o-32423
Deixei-o só no meu blog e não o coloquei aqui pois nele uso de toda a franqueza e pontapeio um (ex?)bloguista que publicou no Público um texto cretino sobre o assunto e assim o disse. E achei que tanta franqueza é mais de blog individual do que para colectivo.
Esta oposição ao voto de solidariedade com Bernardo Silva é tão estapafúrdia que fui ver o texto da moção apresentada, pois a sua recusa talvez se possa explicar pelo seu conteúdo, por algum sub-texto ali deixado, por alguma “indicação” colocada. Coisas que acontecem muitas vezes – julgo até que há textos que são colocados a votação com “armadilhas” dessas para obrigarem outros a votarem contra, e que assim vão apenas para possibilitar aos seus autores clamarem contra os opositores, acusando-os de não respeitarem uma qualquer causa/personalidade. Por isso fui mesmo ver o texto da moção, em particular o tal ponto 2 que foi recusado. Mas o texto tem valor facial, não tem qualquer tentativa de matizar a questão da recusa de racismo, de obstar a uma qualquer atitude de repúdio por expressões racistas. Nada disso, é apenas um voto de repúdio do racismo e de solidariedade com Bernardo Silva, louvando o atleta pelo seu (consabido) carácter, e em termos curiais e nada encomiásticos.
(Deixo abaixo a ligação ao texto da moção).
Há aqui quem menorize o castigo e estás também muito bem ao recusar isso: como dizes tem custos reputacionais e é um acto corporativo injusto. Isto em termos pessoais. E é um sinal gravoso para a sociedade (a inglesa mas também para esta “comunidade ocidental”), um “cuidadinho com a língua” exageradíssimo, e descabido.
Como bem dizes isto é inqualificável. Para o PS é uma vergonha (mas também para o BE, independmentemte de extremismos outros, pois este foi totalmente desncessário). E o que é incrível é que estes dois partidos, de facto, repudiaram um voto que censurava a Liga de Futebol inglesa, nada mais do que isso. É mesmo absurdo
http://app.parlamento.pt/webutils/d ocs/doc.pdf?path=6148523063446f764c32467 9626d56304c334e706447567a4c31684a566b786 c5a79394562324e31625756756447397a51574e3 061585a705a47466b5a564268636d78686257567 5644746794c324d305a54426c5a5751784c54466 95a5755744e44526b4d5331684d7a6b354c574a6 94d575a6a4f575a685a4445305969356b62324e3 4&fich=c4e0eed1-1bee-44d1-a399-bb1fc9fad14 b.docx&Inline=true
Como já referi algures, imagine-se o contrário: a Federação Portuguesa de Futebol punir por “racismo” um jogador inglês a jogar em Portugal, condenando-o a 60 mil euros de multa, a um jogo de suspensão (negando-lhe o direito ao trabalho) e à frequência compulsiva de um curso de doutrinação anti-racista.
Dando publicidade máxima a tais medidas punitivas, que ecoaram na imprensa de todo o mundo.
Nem quero imaginar os urros de indignação que atroariam na pérfida Albion – da comunicação social às instituições políticas, passando pelos responsáveis federativos do futebol lá do reino.
Por cá, com o Bernardo, quase tudo de bola baixa – e até uns pategos a bater palminhas. Louvando as novas censuras, que já se intrometem nas piadolas entre amigos e companheiros nas redes sociais. E aplaudindo a infâmia: este miserável labéu de “racista” ficará durante anos colado ao nosso grande jogador, titular da selecção nacional.
Como se as sociedades em que vivemos fossem colégios de freiras patrulhados pelas madres superioras em permanente vigilância contra o pecado.
Pata que os pôs.
Concordo com quase tudo o que aqui dizes, e saliento a pertinência do teu contrafactual, seria “o bom e o bonito” se um qualquer britânico aqui fosse tratado desta forma.
Discordo do termo “pata” que utilizas. Apenas por uma questão de vogal, claro.
Foi gralha.
Absolutamente de acordo!
Tenho a certeza de que a maior parte das pessoas pensa como nós.
Muita gente já nem se atreve a dizer nada por recear insultos da brigada politicamente correcta.
Os vários tipos de racismos e racistas -inevitáveis- afinal não são o tema em causa.
O que preocupa Pedro Correia é a (incoerente) conduta da AR. Muito bem
Seria de esperar, alguma vez, coerência num organismo tão incoerentemente gerado?.
Vendo por esse prisma, de facto, nada de novo.
O CDS, numa infeliz tentativa de ressurreição depois da derrota estrondosa nas eleições de 6 de Outubro p.p., trouxe à AR uma proposta ridícula de desagravo pela condenação por racismo do excelente futebolista Bernardo Silva, por uma brincadeira de mau gosto com um colega de equipa. Percebe-se bem que não passou disso, mas agora que está marcha, e muito bem, uma campanha contra o racismo e a xenofobia no desporto (o que deve estender-se fora dele), é imperativo que se evitem situações destas, mesmo a brincar. A punição anunciada é excessiva e despropositada.
Levar este tema à AR, para se tornar notado, denota falta de senso e da noção do ridículo, adiantando-se assim ao BE e/ou ao PAN, protagonistas deste tipo atitudes gratuitas
Eis mais outro a justificar a miserável calúnia levantada contra o Bernardo. Uma infâmia contra o titular da selecção nacional, que teve repercussão à escala mundial e – lamentavelmente – o perseguirá durante anos.
Sofrer a injustiça e calar – é a receita que este leitor e alguns outros recomendam.
Se fossem eles a ser difamados será que aplicariam esta receita de castradinhos a eles próprios?
E o mais espantoso é que nem eles acreditam nas palavras que vão escrevendo em obediência acrítica à correcção política. Porque – como acontece com este leitor, com assinalável cinismo – vão chamando «excelente futebolista» ao cidadão com quem evitam solidarizar-se. Justificando tal omissão em nome do combate ao racismo.
Extraordinário sofisma. Então se estivesse mesmo em causa o combate ao racismo não deveriam exigir de imediato a exclusão do “racista” Bernardo Silva da selecção nacional?
Há uma publicidade a um perfume onde entra um casal cada um com côr diferente, africana e caucasiana e apresenta dois frascos de perfume com as côres correspondentes à côr do casal, o frasco da côr caucasiana é mais pequeno
do que o de côr africano e por isso ninguém repara porque não está aí nenhuma maldade. Mas,agora vamos imaginar se colocassem o frasco de côr caucasiana no tamanho maior, a reacção seria a mesma? Duvido.
Desculpem por o assunto estar fora do contexto mas já que estamos a falar de racismo comentei.
Racistas são eles!
Alguns dos piores racistas são os que “vêem” racismo em todo o lado.
Corrijo o que escrevi entre parêntesis (ajudaria a pagar).
Certo.
O fundamentalismo nunca foi boa prática, legislar, penalizar tudo o que é comportamento tem destas coisas, dá asneira.
Ao mesmo tempo que a AR perde tempo com este tipo de atitudes, os deputados não aprovam um voto contra todo o tipo de condutor que apresenta comportamento insanos ao volante (demonstrtativo da mais refinada falta de respeito pela vida humana) nas estradas portuguesas, onde todos os dias morre gente.
Bastava que uma destas vítimas diárias, fosse negra e tivesse sido morta pela polícia, fosse um qualquer cidadão que morresse no hospital, que tivesse sido morta por violência doméstica, para um coro de indignados aparecer.
Assim estas mortes, não motivadas pelo incumprimento do Código da Estrada, são apenas e só, acidentes!
O primeiro erro grave começa logo aí. Quando chamamos “acidentes” àquilo que na maior parte dos casos resulta de comportamento negligente e criminoso.
Subscrevo! E a histeria mexe-se, pretensamente, em favor da tolerância!
Os tolerantes não toleram, o que os torna em…intolerantes!
Francamente, quem observa a hipocrisia em que a nossa sociedade se mergulha, só pode começar a sentir saudades da Idade Média.
O Bernardo foi punido por um post “ofensivo contra um credo/raça/religião” que fez numa rede social e que levou milhões de likes e partilhas. A Federação Portuguesa de Futebol, está a ajudá-lo a contestar a decisão, tal como o “agredido”. Já tem sido habitual estas punições, desde os tempos do Valderrama, em que se puniam jogadores por causa do “politicamente correcto”. O Mourinho também chegou a levar 270000 euros de multa e 2 jogos suspenso do banco, porque respondeu a agressões verbais, dirigidas aos portugueses.
É a justiça de outro país e cabe ao próprio defender a sua honra. Aquele voto não passava de uma operação de charme NOJENTO, feito para chamar a atenção para um grupo de pessoas. Dava para campanha de marketing, que terá sido escrito por alguém desse ramo. Só achei estranho foi o PSD, que ainda há poucas semanas reclamou que “não se iria imiscuir em relações externas com justiça e dados não nacionais”, ter votado a favor. Valia mais terem optado pela abstenção… Creio que, que o problema está relacionado com as 92089 votações, feitas entre Março de 2012 e Setembro de 2015, que eram assinadas ás 4 da manhã, pelos 2 líderes de bancada, validando as decisões, colocando os outros partidos como abstencionistas. Quem pensou naquele texto, terá sido parte dessas mesmas votações. (Foram 11700 alterações aos orçamentos de estado que foram votadas entre ás 0 e as 7 da manhã, só com votos favoráveis do PSD-CDS, tendo sido publicadas no DR ás 8 e 9 da manhã…)
Lá vem o habitual desvio de conversa quando o tema incomoda.
Choca-me tanta hipocrisia dos defensores dos direitos humanos que assistem impávidos ao miserável labéu “racista” lançado para cima do Bernardo. Um jogador irrepreensível, que se vê assim enlameado à escala mundial, com chancela da federação inglesa.
Se o Bernardo fosse boliviano ou palestino, merecia a solidariedade dos deputados portugueses. Como é “apenas” português, deixam-no arder numa das fogueiras das novas inquisições. Encolhendo os ombros perante semelhante infâmia.
E há sempre gente pronta a justificar o injustificável, como este comentário documenta. Defendendo a tese de que a Assembleia da República não deve imiscuir-se na “justiça de outro país”. E que a federação inglesa de futebol é vaca sagrada, sacrossanta instituição que deve permanecer imune à crítica.
Era o que faltava, alguém condicionar o direito de expressão política ao parlamento português, sobretudo quando estão em causa direitos de personalidade de cidadãos nacionais, seja em que parte do mundo for.
O direito à honra e ao bom nome, nomeadamente.
Acresce que Bernardo não é um cidadão qualquer. Como titular da selecção nacional de futebol, instituição de utilidade pública, serve o desporto português – e, deste modo, constitui um símbolo de Portugal à escala planetária.
O termo “conguito” tem em Portugal uso racista, como eles devem ter demorado 15 segundos a comprovar. O facto de o alvo da graça não se ter ofendido em nada altera o disparate que é um atleta famoso meter-se nestas graçolas quando a UEFA anda num afã tramado para exorcizar qualquer sombra de racismo no futebol.
Ele foi imprudente, embora a punição também me pareça excessiva.
https://context.reverso.net/translation/p ortuguese-english/conguito
Viva, Luís. Gosto de vê-lo por cá.