Independência ou morte


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Em XV gente aportou. Depois, logo a seguir, levámos para lá uns escravos e fizemos umas plantações. Nisso rebentámos com a flora, lá se foi a laurissilva toda. Durante séculos tratámos os tipos de lá como bichos, ainda que compatriotas, entregues a uma sotaque impossível e a uns vinhos catastróficos e letais. Até Jardim, o populista mas ainda assim único líder daquilo. “Nacionalizem-se”, sff. Ou uma donataria vale menos que um condado para os republicanos de XXI?

14 comentários em “Independência ou morte”

  1. Os madeirenses são portugueses não constituindo uma nação, ou etnia singulares. A Madeira sempre, desde o seu descobrimento, esteve sob autoridade do Reino e República Portuguesa, sendo aliás Portugal um dos territorios europeus cujas fronteiras teritoriais são das mais antigas na Europa. Nunca a Madeira foi independentente do Continente desde a sua fundação. A Madeira foi colonizada por portugueses de Portugal. Na Madeira fala-se português e nada em termos culturais, ou históricos, fazem dela uma nação. A História da Madeira insere-se na História de Portugal.
    Caso na Madeira, aquando do seu descobrimento, houvessem aborígenes, ou seja um povo autóctone, de etnicidade e cultura própria (como na Austrália, Ilhas do Pacífico, Estados Unidos da América, etc), com língua, práticas religiosas identitárias , etc, que perdurassem de forma horizontal (pelo tempo) e vertical ( pela sociedade) então apenas aí o povo da Madeira teria todo o Direito a referendar a sua dependência ou independência relativamente ao restante território.
    Quando não se têm mais argumentos é frequente usar-se o escárnio em desespero de causa

  2. O Jardim e a FLAMA estavam relacionadas com o 25 de Abril de 1974, que para muito boa gente foi um motivo de vergonha.

    Quanto a terem sido oprimidos no tempo de antanho também por cá os vassalos o foram perante a coroa – veja-se a história do Aqueduto das Águas Livres, em Lisboa e o Convento de Mafra. Ou recorde-se o Direito de Pernada.

  3. Quais escravos? A Madeira foi povoada por gente do norte. É destes equívocos às vezes mal-intencionados que nascem grandes trapalhadas.

  4. Parece sempre muito arrogante escrever “vá ler”. Mas não há outra forma de responder ao comentário. Vai sem arrogância, apenas como “resposta ao comentário”.

  5. Durante séculos tratámos os tipos de lá como bichos, ainda que compatriotas

    Esta é uma triste realidade. Ao contrário dos açorianos, que sempre estiveram bastante integrados na história de Portugal, e que deram a Portugal importantes vultos da cultura, ciência e política, os madeirenses sempre foram tratados como cidadãos de terceira classe.

  6. Quem tem de pedir a independência é o povo da Madeira.

    Ora não se viu nenhum movimento com expressão a pedir a independência. Não podemos contar as chantagens periódicas de Jardim para conseguir maus dinheiro do Orçamento, mal vinha o dinheiro esquecia-se logo.

  7. Sou madeirense e não gostei do post. Que porcaria!.Foi escrito de certeza por um primata. Só pode jpt. Só pode..
    anónima

    1. Eu sou um cultor do insulto. Considero-o um direito inalienável. E, tenho-o escrito repetidamente, considero-o também um dever. Tem mais fundamento quando é substantivo, quando repercute um qualquer argumento, não apenas um “gostar”/”achar”. Mas isso não lhe retira a legitimidade.

      Num blog colectivo eu amanso-me. V. “acha” uma coisa (um sentido) e diz-me “primata”. E eu não digo mais nada. São as particularidades de escrever em colectivo.

  8. Obrigado pela simpáticos comentários, concordantes com o texto. (Com excepção deste último, a que respondo particularmente).

  9. Tudo o que escreve nesse “post” se aplica a Cabo Verde. As ilhas eram desabitadas, povoá-mo-las de colonos e de escravos, demos cabo da flora local, “tratámos os tipos de lá como bichos, ainda que compatriotas, entregues a um sotaque impossível”, e se os “vinhos locais” são letais, o que não dizer da poncha e do grogue. Portando, dizer que os madeirenses são, por dever, portugueses e que os cabo-verdianos têm direito à auto-determinação só tem uma explicação: racismo: o português é branco, o crioulo e o preto são estrangeiros.

      1. Estimado homónimo minúsculo (sem ofensas, este JPT mede 1,67), então estamos de acordo que, se os órgãos representativos, democraticamente eleitos, das populações dos Açores ou da Madeira tivessem entendido, ou vierem a entender, que já não se revêem na comunidade dos portugueses, aqueles possam (tal como se fez em Cabo Verde) organizar um referendo para decidir quanto à respectiva independência, sem estar a debater quanto à constitucionalidade (formal) do mesmo, apenas assegurando que tal referendo é livre e justo?

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