Exercer o poder e fazer política é jogo. Faz subir a adrenalina, a auto-estima, o sex-appeal, a influência e a reputação. Por isso é que haverá sempre quem não se importe de perder dinheiro e muitas noites só para viver a experiência.
Já para governar bem é preciso trair amigos, fazer inimigos, frustrar expectativas, perder apoios, esquecer interesses, arriscar o futuro e às vezes o pêlo. Como missão não há nada mais nobre, mas como projecto de vida pode ser desastroso. Que prazer suscita? Poucos estarão em posição para responder. Por isso a discussão sobre a necessidade de criar incentivos para atrair os mais capazes para a causa pública sempre me pareceu artificial. Nunca há dinheiro que pague tanto sacrifício.
Quem troca o sector privado por um lugar na coisa pública é porque quer ganhar palco, ou por espírito de missão. Em qualquer caso não é o corte nas subvenções e outras benesses que afasta quem quer ir a jogo. Mais vale, por isso, poupar uns cobres ao Estado e contribuir para o apaziguamento social.


Não gosto nem devo brincar com doenças alheias
mas….
“Homem com doença rara tem um testiculo de 40 (quarenta) quilos” SiC 24/10.
Mais do que todos os politicos da UE ( excepto D.Merkel) todos juntos…
Quem nos dera ter um 1º. Ministro só com 1%!!!
“Como missão não há nada mais nobre, mas como projecto de vida pode ser desastroso.” Gostei muito desta frase, Teresa. Completamente verdade.