Resultando em indignação geral, escolhi no último mundial futebolístico, dentre o património nacional aquele que bem poderia responder, de momento, pela alcunha de Adamastor. Torço para que os seus atuais preparos provoquem um tal choque estético no adversário, que uma qualquer distração abra brechas nas suas caparrudas fileiras.
Divago. Vamos à escolha de hoje.
Destaco como incentivo ao adiantado da hora a que se transmite a partida, a visualização do meio-campista Miguel Veloso. Um homem que faz vida nos rigores dos Urais Cárpatos, mal vai que não dê conta do bafo amazónico…

[Miguel Veloso em movimento.]

[Miguel Veloso parado (mas muito cônscio das suas responsabilidades, bem como da gravidade da hora que aproxima).]
A melhor das sortes aos atletas portugueses para o embate de mais logo.

Assistir ao mundial para admirar aqueles que poderiam ter servido de modelo aos escultores da Grécia e Roma antigas, é uma razão tão válida como a de admirar o jogo da bola.
Não sei será, mas obrigada pela perspectiva
Pois eu gostaria de salientar que é a primeira vez que movimento e Miguel Veloso surgem na mesma frase.
Ante a aflição, esperemos que o habitual ‘ralenti’ se transmute em inesperado ‘fast forward’, Rui.
Eu desconfiava não iriam perdoar aquela legenda…
Ana Cláudia Vicente,
Nada tenho contra o seu sentido estético agora a geografia deixa muito a desejar.
Kiev dista tanto dos Urais como dos Pirinéus.
Sempre são mais de três mil de Kiev para os Pirinéus…e uns dois mil de lá para os Urais…mas tem razão, Xico, a minha Geografia poderia estar melhor.