A Assembleia da República – e muito bem – incentiva os cidadãos a exercerem o direito de petição, aliás reconhecido constitucionalmente, no artigo 52º da nossa lei fundamental. Depois deixa passar uma legislatura sem debater as petições que lhe são entregues, agendando-as finalmente para uma das últimas sessões plenárias, com as bancadas já convenientemente desfalcadas e sem tempo útil para debater o que quer que seja. Assim se desvirtua um dos mais nobres mecanismos da democracia representativa, aumentando a distância entre eleitos e eleitores. Está mal – e já é assim há muito. Mas não vejo ninguém, fora ou dentro do Parlamento, com vontade política para alterar esta prática inaceitável.


(levei para o meu)
Tocaste num ponto importante que todos parece andarem a ignorar. Acho bom que o caso venha a lume por iniciativa dos próprios partidos – designadamente, dos candidatos às próximas legislativas.
Dificilmente passa alguma petição e raramente é sequer lida com alguma atenção.
Ainda bem que abordaste este tema, Pedro. É uma vergonha e demonstra bem a importância que os partidos e a AR dão aos cidadãos.
São estes “detalhes” que dizem tudo acerca da nossa cultura democrática…
Um reparo muito oportuno.
:))
Muito bem visto e muitíssimo oportuno, Pedro.
Inaceitável.
primeiro:- bravo!
segundo:- inAceitável
terceiro:- o que é que voces esperavam quando votaram(?) para esta cambada de incompetentes…qual deles estudou para ser politico?
ainda é aceitavel para um politico como o primeiro ministro aqui em portugal ser convidado para reuniões segredos como bilderberger group?..cheira mal….