In memoriam.


Luís Menezes Leitão,

 

Hoje é um dia em que recordo sempre a maior tragédia que alguma vez atingiu Portugal. Não apenas matou 60.000 pessoas num único dia, como também destruiu completamente o que era então a cidade de Lisboa, não nos deixando quase nenhum edifício para recordar os tempos passados.

14 comentários em “In memoriam.”

  1. É certo que Lisboa corre elevado risco de sofrer um terremoto de grande intensidade, que iria provocar muitos estragos com consequências graves, sobretudo nos edifícios em altura, especialmente nos mal construídos e haverá bastantes.
    Mas o número de 60 000 mortes no 1º de Novembro de 1755 é manifestamente exagerado – alguns estudiosos falam em números que andarão por entre um quinto e um décimo daquele que referiu.
    Por outro lado, hoje sabe-se que a maior destruição aconteceu por causa do incêndio que se seguiu e que, esse sim, causou grande destruição.
    E também convém dizer que alguns edifícios antigos resistiram a tudo e ainda hoje estão de pé e são úteis, como é o caso do Palácio das Necessidades e do Aqueduto das Águas Livres.
    Se eu morasse em Lisboa, lendo o que escreveu, ficava assustado mais do que é razoável.

  2. Este trágico acontecimento deixou a Europa estupefacta e assombrada .
    Voltaire até veio a Lisboa para melhor o descrever num dos seus livros.

  3. Não apenas matou 60.000 pessoas num único dia

    Só mesmo o PS consegue criar tantos postos de trabalho de uma só vez. 80 mil, ao que parece, assim, do nada, para se juntarem às forças telúricas do proletariado que não faz puto nem tem intenção de fazer.

  4. ” ficava assustado mais do que é razoável.” Mais que o razoável? Lembre-se de que não há praticamente nenhum plano caso o desastre se repita. E vai repetir-se quase de certeza. Quando não se sabe. Vai ser muito pior, em tudo, incluindo a desorientação, do que os incêndios de há um ano. Depois haverá inquéritos para apurar os responsáveis pela desorientação?? E punições??

    1. Vamos a ver se me explico: 60 000 mil mortos em 1755, quando a cidade tinha cerca de 250 000 habitantes, significava que hoje, se o sismo fizesse vítimas mortais na mesma proporção, então estaríamos a falar em muito mais de 200 000 mil mortos. Ora, por mais forte que fosse o terremoto, não é crível que atinja tão elevado número de vítimas. Assim me parece. E também penso que não ganhamos nada em ser catastróficos.

  5. Tremo ao pensamento de que pode voltar a acontecer. Os edifícios construídos em altura, sobretudo os de pior construção e que julgo serem muitos mais do que supomos, vão desabar. É pensamento que me desarranja.

  6. O que mais me impressiona é que o que digo acima não tem qualquer eco nem ninguém levanta o problema nem sequer coment. Só depois de acontecer … como na ponte de Entre os Rios. Não há plano: para onde é que fujo se houver perspectivas de tsunami? Informam-me na altura?

  7. “como também destruiu completamente o que era então a cidade de Lisboa, não nos deixando quase nenhum edifício para recordar os tempos passados”
    Não precisamos de terramoto para tal, basta assistir às magnificas obras efetuadas nos últimos anos.
    Procurar culpados, também será difícil, pois o SIRESP não funcionará e alguns dos responsáveis poderão estar mesmo enterrados nos destroços.
    Depois, se ainda houver cmtv, teremos tempo para ouvir um qualquer comentador a discursar sobre o que só ele saberia fazer para evitar o terramoto.
    Ah, e como o programa Prós e Contra, voltaria, sendo convidados reputados engenheiros, construtores civis, governantes e ex-governantes e pasmem, em direto de uma ruína! Quiçá do Castelo de São Jorge….
    Se o piqueno Marques Mendes tiver tempo, também dirá de sua justiça. Ele ser sabe tudo.
    E sobrar um local de culto, que seja um centro comercial! O pessoal precisa de espairecer.
    Não adiem jogos, sff! Haja respeito!

    Se o terramoto acontecer, poucos ficarão para contar. E se a prevenção falhar, há sempre um dedo a apontar: o que antes estiveram por cá. Vivos ou mortos.
    Maria Lopes

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