Estátuas dos nossos reis (67)


Pedro Correia,

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D. Dinis (1279-1325)

 

Autor: Luís LaRoche

Ano da inauguração: 2009

Localização: Odivelas, Praça 25 de Abril

19 comentários em “Estátuas dos nossos reis (67)”

  1. Agrada-me esta ideia de Dom Dinis, sentado a ler um livro.
    O facto de Luís LaRoche ser um pintor e escultor de mobilidade reduzida torna ainda mais meritório o seu trabalho.
    Maria

    1. Desconheço o autor, logo desconheço a obra e as condicionantes na sua criação – embora conhecer estas apenas me sirva para contextualizar o esforço e o mérito do artista, não o mérito da obra. Mantenho a opinião que expressei abaixo, mas vejo o esforço da criação de outra maneira. 🙂

      Maria, sabe se é em pedra ou em bronze? Parece-me pedra polida, mas não consigo perceber.

      1. Eu sei muito pouco, e só descobri que ele estava a ler um livro (penso eu) quando vi uma foto de perfil da escultura.
        Pesquisei e encontrei coisas muito antigas de 2007 e 2008, parece que nessa altura ele estava muito doente…
        Eu não tenho computador e não é fácil fazer pesquisa num smart, é tudo muito pequenino.
        Ele pintava e fazia esculturas – vi uma “mulher árvore” que me pareceu interessante. As esculturas parecem-me pequenas, mas a desta rotunda tem de ser grande. Gostava de saber mais, talvez alguém nos possa esclarecer…
        Mas, repito, gostei do conceito do nosso Dinis, sentadinho, a ler um livro.
        🍁
        Maria

        1. Não a apreciei na fotografia de grande plano, a cabeça de El-Rei e a quadratura dos ombros não me agradam… mas na foto panorâmica acho o resultado muito bom, e classifico-a, à estátua, como pouco óbvia (o que é um elogio).

          Recordo um trabalho artístico em que se vê um monte de resíduos sólidos urbanos (latas, papel, cao maçã, etc) e apenas quando se olha a sombra se percebe a obra. Neste caso, a distância transforma um bloco que não percebo num rei poeta. Talvez uma alegoria à poesia de D. Dinis, na época uma indulgência real e hoje obra de estudo (ainda é, suponho…).

        2. não é fácil fazer pesquisa num smart, é tudo muito pequenino

          Hoje em dia toda a gente tem smart, mas eu acho que deve ser muito incómodo. Porque o smart é grande de mais para se meter num bolso, mas pequeno de mais para que se possa ver nele seja o que fôr sem se pôr óculos.

          Pretende-se agora que toda a gente tenha smart, sem ter em conta que a maior parte das pessoas a partir de certa idade tem problemas nos olhos e não consegue ver coisas muito pequenas ao perto.

          1. Deixe lá, Luís Lavoura, há novos sem problemas nos olhos que tudo fazem pequenino.
            Já o smart no bolso não me chateia, o que me chateia são os não smart por aí.

  2. Não aprecio o estilo, visto de perto – acho mesmo desarmonioso.

    Mas funciona muito bem à distância! Um caso em que a perspectiva altera radicalmente a mensagem 🙂
    Não conhecendo a rotunda em causa, desejo que seja ampla – para dificultar a vida aos peões e destacar este D. Dinis. Se em pedra ou bronze, não percebo.

    Terá o modelo para a cabeça sido a rainha do xadrez?

      1. Então, Pedro, entre tantos reis excomungados e comentadores em processos de excomunhão vários, de alguém terá que ser o Reino dos Céus – e qual é a riqueza em debates? 🙂

        Seriamente, Luis Lavoura é como um jogo de batalha naval – tiros na água e de quando em vez afunda porta-aviões. Deixe-me lá ir espreitar se este barquito de um cano foi atingido 😉

      2. Pedro, todos os motivos são bons para o Lavoura remungar, desde a altura da Rainha Santa Isabel até ao smart da Maria…
        Fazer o quê?
        Talvez rir 😄
        Maria

  3. Só para lembrar que a grande homenagem de Odivelas ao Rei lavrador, tratou ele mesmo de a fazer, ao fundar aí o mosteiro onde quis ser sepultado.
    E que é tutelado do exterior pela bela obra de Álvaro de Brée.

  4. Tenho a informar, com muita pena, que o artista e amigo Luís LaRoche faleceu no dia 13 de setembro de 2021.

    Até sempre

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