Mais um atentado hoje em Istambul.
Uma das maiores perversidades deste mundo da informação global imediata, dominado sobretudo pelas redes sociais, é fazer-nos sentir culpados e insensíveis quando não comentamos as grandes tragédias, como se as ignorássemos ou lhes fôssemos indiferentes. Mas, que palavra nossa manteria à tona um barco no Mediterrâneo, abarrotado de gente faminta e atraiçoada? Que indignação suspenderia o choque de impacientes placas tectónicas no Nepal ou no Chile? Que like deteria o sabre ou o cinto de explosivos de um fanático islâmico? Que post impediria a violação de uma criança na Nigéria? Que fotografia chocante, que poema, que música mudariam alguma coisa na vida e na morte destes eternos filhos de um deus menor? Perante o horror, quase sempre se me secam as palavras na garganta e as lágrimas nos olhos. Fica só um tumulto cá dentro, surdo, mudo, cego. Que não ajuda ninguém.

Muito bem. Excelente reflexão, Ana.
Tal como a Guerra na Ucrânia é censurada a Guerra na Turquia também.
Mais de 500 baixas nas forças de seguranças Turcas nos ultimos 11 meses. E mais de 1 milhaõ de deslocados internos.