E eis como em duas penadas se reduz as mulheres à categoria de parideiras. Além de tolo, pois quando uma mulher quer abortar, aborta mesmo, este argumento não podia ser mais insultuoso.
Impacto do aborto na economia?
Teresa Ribeiro,
E eis como em duas penadas se reduz as mulheres à categoria de parideiras. Além de tolo, pois quando uma mulher quer abortar, aborta mesmo, este argumento não podia ser mais insultuoso.
Então quando a Teresa Ribeiro diz que a situação económica da mulher é razão para abortar então aí já passa a economia é ser motivo valido para matar a criança.
Pelos vistos se estuda o impacto económico do casamento ou do divórcio também é insultuoso. O impacto económico da demografia também. etc, etc.
Já o Freaknomics foi muito elogiado.
Qual criança? Porque é que as pessoas para defender as suas ideias têm que distorcer a realidade? Ao acto de matar uma criança chama-se infanticídio.
Quanto ao impacto económico do aborto: acha mesmo que é por se proibir o aborto que a natalidade aumenta?
Foi gerada é uma criança. Não é por estar dento da barriga da mãe que o deixa de ser.
“Quanto ao impacto económico do aborto: acha mesmo que é por se proibir o aborto que a natalidade aumenta?”
Não tente fugir à questão aquilo que você criticou foi a própria existência de um estudo sobre o assunto.
Para mim até é irrelevante o resultado.
“Foi gerada, é uma criança”? – deixe-se de falácias. Foi gerada, pode ou não vir a ser uma criança. Durante a gestação há vários estadios de desenvolvimento. Sabia que só a partir dos seis meses um nado-morto tem direito a funeral? Porque será?
Não fujo a questão nenhuma. Como é óbvio esse “estudo” serve apenas uma agenda ideológica, mais nada. SE houver impacto económico do aborto, quando proibido, é na economia paralela (o Lucky é tão liberal na economia e tão conservador nos costumes… )
Mas quem acredita num impacto destes?

E vai aumentar a natalidade?
Enfim, para quem acredita em histórias da carochinha…
Cristina, eu acho que não acreditam. Isto não faz sentido nenhum, é intelectualmente desonesto e – insisto – insultuoso para as mulheres.
Com ou sem argumentos economicistas está na hora de voltar a falar sobre a lei do aborto e não da IVG como maliciosamente a quiseram fazer passar.
Uma coisa é perdoar e/ou não criminalizar em circunstâncias muito específicas, outra coisa é apoiar o aborto.
Sobre esta matéria certamente que não pretendo ser nem bizantino nem libertino. Há efectivamente uma diferença muito grande entre um aborto desesperado de uma mãe de um aborto caprichoso de quem o não quer ser. Mas não pensemos nós, os homens, que estamos isentos de culpa. A barriga pertence-lhes, mas não a vida que transportam.
Mas quem é que apoia o aborto?! Ninguém apoia o aborto. Defender a IVG não é o mesmo que “apoiar o aborto”.
Teresa, já vivi um pouco da vida para não acreditar em tanta ingenuidade e bondade. Há sim quem apoie o aborto em nome de um direito que se inventou. Pode até dizer-me que isto pode ser matéria de liberdade, mas nem tudo o que somos livres de fazer convém fazer. Esta matéria já deixou de ser matéria de consciência para passar a ser matéria de direito, de outro tipo de direito.
No meio de todo este aparato ainda quero acreditar que a lei está aí para libertar, os mais fracos.
Sem dúvida que não me refiro só ao direito à vida, mas também a vivê-la. Há também abortos que se praticam em nome de uma falsa liberdade. Sim, também se abortam oportunidades em nome de uma “democratização da economia”.É ver por aí a quantidade de abortos praticados!
Quando é que as pessoas aceitam de uma vez por todas que não é por proibir o aborto que ele deixa de se fazer?
Há quem apoie o direito a interromper uma gravidez, sim. A lei portuguesa parece-me equilibrada, pois permite uma solução de compromisso entre os direitos das crianças em gestação e os das mulheres (que não podem ser tratadas como meras portadoras, que é o que fazem os radicais anti-aborto).
Minha cara Teresa,
1 – não é por existirem leis contra os assassinatos que deixam de haver assassino(a)s. Significará isto que devemos legitimar os assassínios?
2 – A questão das mulheres como meras portadoras é uma falsa questão, porque elas são parte no processo de gestação. Por isto não confunda gestação com portabilidade.
Se no século passado, devido a factores sociais, económicos, educacionais e outros mais, se poderia compreender a interrupção da gravidez, até mesmo por estigmas gerados, hoje em dia, salvo aquelas situações gritantes, a legitimação da ivg não passa de uma demonstração da iniquidade que impera e que lhe dei conta no comentário mais abaixo.
A mulher tem de começar a entender que o facto de ter sido estigmatizada e reprimida por uma falsa educação, que ela mesma concentiu e também propagou, não lhe dá o direito de pensar que o mundo se centra em si e que o sol gira em torno de seu umbigo.
Quero dizer-lhe que sob o ponto de vista educacional a mulher foi tão reprimida quanto o homem. E refiro mais: o homem era visto como o chefe, o mentor, o tutor, o responsável por tudo e por todos. E esta falsidade educacional conduziu-o a assumir um papel que quando por manifesta incapacidade de o cumprir transformava-o num proscrito e num incapaz.
Por isto mesmo quero dizer-lhe que os direitos da mulher são também a libertação do homem, coisa que se pretende impedir atribuindo-lhe sempre mais e mais culpas (como se vê um pouco por toda a parte).
Há efectivamente um farisaismo feminino e/ou feminista, que é incapaz de ver o fardo que sobre o homem foi colocado e que tudo faz para evitar a partilha da culpa e da responsabilidade.
Meu caro Vento:
1 – Não compare o incomparável.
2 – Não podíamos estar mais de acordo. Os radicais anti-aborto é que se esquecem dessa parte. Pelo menos é o que parece.
3 – É por estas e por outras que defendo a instituição do Dia Mundial do Homem.
Bem, Teresa, afinal é contra tudo. Resta-me saber o que defende.
Já lhe disse, e mostrei um estudo sério em tempos, que a ivg anda por aí a encapotar uma espécie de contracepção e legitimar a libertinagem do ter poder só porque se pode. E parece-me que queremos continuar a assobiar para o lado.
Quanto ao dia mundial do homem, para quê(?), se há coisas mais importantes para resolver; por exemplo, chamar a atenção das mulheres para aquilo que verdadeiramente são e não para o que se pretende fingir que sejam. Olhe que eu as vejo muito confusas e desesperadas: dos “8” aos 80. Parece-me que há nelas, nessas muitas que conheço, uma enorme dificuldade em gerir a liberdade que ofereceram ao homem. E mais ainda, o discurso delas agora vira-se contra elas próprias, contra todas elas. São coisas da vida são coisas de qualquer lugar. Mas eu penso que ainda vamos a tempo de mudar, todos: homens e mulheres.
Quanto ao resto, já dissemos tudo.
Alguém faz um aborto por gosto? Um filho, é o que diz a canção, não é? Há coisas que eu não entendo, devo ser burra.
Nada a fazer, Patrícia. Quem é contra a IVG não consegue sustentar os seus argumentos apenas na realidade. Tem que ir um pouco mais além e desmentir a ciência, dizendo que um embrião é o mesmo que um bebé e que uma IVG é o mesmo que um assassinato de uma criança. Também considera que os abortos são uma futilidade feminina.
Se não são uma futilidade são iniquidade, que é tornar normal o anormal. Até que teria muito gosto em discutir esta tal de IVG sob um ponto de vista científico. Aceita? Se aceitar, mande brasa.
Mas, por favor, não se transforme este espaço numa espécie de auto-justificação, a ideia não é condenar mas acertar.
Quando aparecer por aqui um cientista que me afirme que um embrião não é uma vida eu dir-lhe-ei que o seu conceito de ciência é uma fraude. E sabe porquê? Porque ele ou ela antes de ser o que são foram um embrião.
É esta distorção – desculpe-me a franqueza – que me irrita. À afirmação de que um bebé não é o mesno que um embrião, responde-me que um emnbrião é uma vida. Assim não se sai disto. Volta a insistir: um bebé é o mesmo que um embrião? Assassinar uma criança é o mesmo que interromper uma gravidez às primeiras semanas?!
Não, respondo-lhe que há uma vida, em estágio diferente.
Voltou a fugir à questão e daí não sai, daí ninguém o tira.
Veja bem que até fujo a questões respondendo a elas. Que quer que lhe diga? Se espera ler de mim que um ser que ainda não tem cérebro não pode ser considerado uma vida – como já ouvi a uns doutorzecos em medicina armados a cientistas -, ou que por ainda não possuir as características que se entende que as adquiriria uma semana depois da data para a legitimação da ivg não se interrompe uma vida ou que não estamos perante uma vida, então, vai ter de esperar sentada.
Embrião e feto são desenvolvimentos de um ser em cada momento, e estes estágios revelam-nos o despertar de uma vida (já lhe respondi mais acima a esta questão). Sabendo sempre que ambos, por razões naturais, poderão não vingar. Mas que seja a natureza a determinar.
Já agora pergunto: que é feito das pedagogias contraceptivas? E porque não se aposta no ensinamento do método billings?
O que a Teresa ainda não revelou foi o que na realidade defende, e até agora não aceitou o meu repto. Eu gostaria que me colocasse questões, mas fica-se por vagas afirmações no domínio de sua imaginação que não fundamentam nenhum raciocínio e tampouco apresentam uma defesa objectiva e coerente do que defende ou não.
Se ainda não entendeu com clareza o que referi, aqui vai: considero o aborto uma atitude criminosa, mas sou capaz de encarar a desculpa ( é por isto que sou a favor da não aplicação de uma pena (despenalizar) em certas circunstâncias). Isto é algo totalmente diferente de criar uma qualquer desculpa para incentivar um crime.
Por isto mesmo referi-lhe que minha perspectiva não era nem bizantina nem libertina. E distingui o aborto desesperado de uma mãe (incluindo uma mãe violada) do aborto caprichoso e/ou preguiçoso de quem não o quer ser. Entendeu agora?
Não sei onde quis chegar com a “auto-justificação”. Para o caso de eu ter percebido bem,aqui fica o esclarecimento: felizmente nunca passei por essa experiência horrível.
Lá está a Teresa a justificar-se.