Dois homens nas ruas de Trinidad encontram-se junto às escadarias. Um deles leva uma viola e outro uma pequena caixinha. Sentam-se a começam a tocar e a cantar juntos. Momentos que demonstram que a felicidade por vezes se atinge da forma mais simples possível.


Por vezes, não. Quase sempre e a felicidade está na simplicidade. Da mesma forma que um cantor a capella pode ter e dar-nos momentos de felicidade enquanto uma orquestra nos pode enfadar. Mas que não se confunda simplicidade com miséria e pobreza de meios, ideia que corre o risco de aparecer nas entrelinhas do seu post.
«não se confunda simplicidade com miséria e pobreza de meios»
Tem razão, é um risco que tentei evitar. A única coisa que quis tentar dizer (se alguma coisa de todo) foi que mesmo na pobreza a felicidade, pelo menos temporária, é possível. Claro que tenho a certeza que aqueles músicos prefeririam ter mais meios. Talvez não tivessem mais felicidade, mas provavelmente teriam menos momentos de infelicidade.
Numas férias que fiz a esse país, perguntei a várias pessoas como estavam sempre a cantar e a dançar quando na vida têm tão poucos bens materiais? Como conviviam no seu dia a dia com turistas cheios de tudo e mais alguma coisa e eles com tão pouco? A resposta, foi rápida e segura: enquanto vocês quanto mais têm, mais querem e nunca estão satisfeitos, nós somos felizes com o que temos. Além disso comungamos duma amizade e convivência entre nós que vocês, na vossa ânsia, do terem mais e mais se esquecem do outro que está ao vosso lado e não tem nada.
Deram-me respostas semelhantes quando lá estive. O mesmo que ouvi de moçambicanos, nigerianos, zimbabweanos ou outros.
João, aqui está ele a cantar. Na mesma praça de Trinidad.
http://www.youtube.com/watch?v=EAi6XRGiC B8
Abraço.
Obrigado Vento, verei isso mais logo em casa (se a internet estiver restabelecida 🙂 ).