Não o conhecia, o que assumo sem pudor dada a ignorância retratada. Sinto-me mal a dar os parabéns a alguém por possuir conhecimentos básicos e elementares da história da nossa democracia, mas dado o contexto que se destaque o nome. Obrigado, vou actualizar o post.
O André há-de me desculpar, mas que importância tem, para um político de hoje, saber quem foram os primeiros-ministros de Portugal nessa época? Sobretudo no pós-25 de abril, houve imensos governos em sucessão, cada qual com seu primeiro-ministro; qual a relevância de saber os nomes desses primeiros-ministros todos? Em que é que isso pode contribuir para a sagacidade da ação política destes deputados?
Será que um indivíduo hoje, para ser deputado, tem que ter um estudo aprofundado de História, tal como em tempos idos tinha que ter um estudo aprofundado de Direito?
O André Couto lá dirá de sua justiça, mas, por mim, até dou de barato o primeiro PM pós-25 de Abril; não saber o último presidente do conselho (o último de dois que o Estado Novo teve, requinte de malvadez) é gravíssimo.
Mas ainda mais grave é desculpabilizar com os nervos, como a menina do PSD, ou desconversar, como o outro palhacito (PS? BE? PCP?). Um simples “não sei” ou “não me lembro” faria mais pela via da humildade…
Luís, A minha resposta iria no sentido daquilo que disse o nosso leitor Marco, também em resposta a si. A meu ver o conhecimento da história recente, seus rostos, ideias, ideais e exemplos, são do mais elementar que existe em política. Eu tenho referências histórias, não interessa quais, mas gente que estudei, conheci e por quem me regulo e tento alcançar. Ser Deputado à Assembleia da República deve implicar um conhecimento básico da mesma. Acho que um político que não conheça a história do País, dificilmente poderá pensar bem o seu presente e decidir o futuro. De qualquer forma percebo o ponto de vista do Luís, apenas discordo dele. Um abraço.
PS. A isto acrescento o que disse o leitor Marco. Eu não me arrogo saber tudo sobre a História da República, longe disso, mas se me perguntarem e não souber assumo-o com humildade, não culpo os desgraçados dos cravos.
Será mesmo isto grave? De certa maneira até a resposta de Michael Seufert está errada pois logo a seguir ao 25 de Abril, o governo foi feito com uma junta de salvação nacional onde não havia primeiro-ministro. Mas adiante! O meu ponto é que é muito difícil traçar uma linha entre o que é ignorância e saber, principalmente neste tipo de conhecimentos mais enciclopédicos que outra coisa. Foram tantos os primeiros-ministros de Portugal que, não saber o primeiro, mesmo após um evento de grande importância como o 25 de Abril, me parece pouco relevante para o desempenho destes deputados. Mal não faz de certeza, mas a cultura não é isso.
A cultura, excepto se for para ganhar algum jogo tipo “elo mais fraco”, devia ser muito mais marcada por saber compreender o mundo e depois explicar, do que conhecer factos decorados, que obviamente têm importância enquanto parte da explicação, mas cunho conhecimento não garante compreensão. Em vez disso é muito mais importante saber com algum detalhe porque é que se deu o 25 de Abril, porque é que se formou a união europeia, porque não se deve tomar um antibiótico quando a infecção é viral, porque é os planetas são redondos ou porque caem as coisas. E de certeza que haveriam ainda muito mais deputados a não saberem explicar a segunda lei de Newton.
O “jovem Deputado do CDS/PP” é Michael Seufert (ponta-de-lança dos opositores da PL118 na respectiva comissão, é daí que o conheço).
Não o conhecia, o que assumo sem pudor dada a ignorância retratada. Sinto-me mal a dar os parabéns a alguém por possuir conhecimentos básicos e elementares da história da nossa democracia, mas dado o contexto que se destaque o nome.
Obrigado, vou actualizar o post.
Eheheh! (pensando bem o melhor é chorar) Buááá!!!
Acompanho-te com baba e ranho, Teresa!
Junto-me a vocês, de pulsos já cortados…
O André há-de me desculpar, mas que importância tem, para um político de hoje, saber quem foram os primeiros-ministros de Portugal nessa época? Sobretudo no pós-25 de abril, houve imensos governos em sucessão, cada qual com seu primeiro-ministro; qual a relevância de saber os nomes desses primeiros-ministros todos? Em que é que isso pode contribuir para a sagacidade da ação política destes deputados?
Será que um indivíduo hoje, para ser deputado, tem que ter um estudo aprofundado de História, tal como em tempos idos tinha que ter um estudo aprofundado de Direito?
O André Couto lá dirá de sua justiça, mas, por mim, até dou de barato o primeiro PM pós-25 de Abril; não saber o último presidente do conselho (o último de dois que o Estado Novo teve, requinte de malvadez) é gravíssimo.
Mas ainda mais grave é desculpabilizar com os nervos, como a menina do PSD, ou desconversar, como o outro palhacito (PS? BE? PCP?). Um simples “não sei” ou “não me lembro” faria mais pela via da humildade…
Exactamente.
Luís,
A minha resposta iria no sentido daquilo que disse o nosso leitor Marco, também em resposta a si.
A meu ver o conhecimento da história recente, seus rostos, ideias, ideais e exemplos, são do mais elementar que existe em política.
Eu tenho referências histórias, não interessa quais, mas gente que estudei, conheci e por quem me regulo e tento alcançar.
Ser Deputado à Assembleia da República deve implicar um conhecimento básico da mesma. Acho que um político que não conheça a história do País, dificilmente poderá pensar bem o seu presente e decidir o futuro.
De qualquer forma percebo o ponto de vista do Luís, apenas discordo dele.
Um abraço.
PS. A isto acrescento o que disse o leitor Marco. Eu não me arrogo saber tudo sobre a História da República, longe disso, mas se me perguntarem e não souber assumo-o com humildade, não culpo os desgraçados dos cravos.
Será mesmo isto grave? De certa maneira até a resposta de Michael Seufert está errada pois logo a seguir ao 25 de Abril, o governo foi feito com uma junta de salvação nacional onde não havia primeiro-ministro. Mas adiante! O meu ponto é que é muito difícil traçar uma linha entre o que é ignorância e saber, principalmente neste tipo de conhecimentos mais enciclopédicos que outra coisa. Foram tantos os primeiros-ministros de Portugal que, não saber o primeiro, mesmo após um evento de grande importância como o 25 de Abril, me parece pouco relevante para o desempenho destes deputados. Mal não faz de certeza, mas a cultura não é isso.
A cultura, excepto se for para ganhar algum jogo tipo “elo mais fraco”, devia ser muito mais marcada por saber compreender o mundo e depois explicar, do que conhecer factos decorados, que obviamente têm importância enquanto parte da explicação, mas cunho conhecimento não garante compreensão. Em vez disso é muito mais importante saber com algum detalhe porque é que se deu o 25 de Abril, porque é que se formou a união europeia, porque não se deve tomar um antibiótico quando a infecção é viral, porque é os planetas são redondos ou porque caem as coisas. E de certeza que haveriam ainda muito mais deputados a não saberem explicar a segunda lei de Newton.