A palavra “enevoada” serve para caracterizar a imagem dada por uma notícia que revela que Américo Amorim desvia recursos financeiros do “private equity” para outros negócios. Ou seja, uma mera alteração de estratégia empresarial, a que certamente não é alheia a crise económica espanhola, é lida como prejudicial à imagem do empresário português. Mas por que carga de água? Deve o empresário ser masoquista e espatifar 100 milhões de euros? Ou deve responder com rapidez e sagacidade à alteração das condições do mercado? Repare que não foram feitos desinvestimentos em estruturas produtivas nem foram despedidos trabalhadores.
Evidentemente que o empresário pode tomar as opções que entender, e com elas melhorar as empresas, a produtividade ou garantir os postos de trabalho. Da notícia depreende-se que há uma certa errância na estratégia que terá sido anunciada há tão pouco tempo com toda a pompa e que não chegou a consolidar-se. E a conclusão que consta dessa notícia de que não gastou um euro não me parece que seja lisonjeira para ele. Mas se V. Ex.ª acha que dessa forma, e com essa notícia, a imagem do empresário até ficou mais brilhante, quem serei eu para discordar.
Aceito legítima a sua perspectiva de “errância”, sendo que a minha leitura é que em tempos de turbulência económica há que ser rápido nas decisões, podendo por isso ser visto como uma antecipação eventualmente acertada. Permita-me contudo discordar dos seus 2 últimos parágrafos: se eu acho que a notícia não é necessariamente má para ele, não estou a afirmar o seu inverso (que a notícia é boa para a sua imagem). Também há notícias neutras, no que respeita à imagem das pessoas. Mas o que motivou o meu comentário inicial ao seu post é que, tal como outros portugueses, estou cansado da auto-flagelação nacional (ver motivações do blogue fado corrido), sem que isso tenha a ver com qualquer preferência política (e com eventual simpatia com o partido que ocupa o poder em determinada conjuntura). De facto, chocou-me a sua apreciação “enevoada” àquela notícia, num blogue que ainda vou conseguindo ler. Já agora um “disclaimer”: nada tenho a ver com o empresário citado nem com qualquer empresa sua ou participada. Cumprimentos
Ah, o doce benemérito Amorim que no início do ano despediu 200 trabalhadores devido à «crise económica» e dez meses depois viu os lucros fabulosos do seu grupo empresarial muito aumentados. Um verdadeiro herói nacional.
A palavra “enevoada” serve para caracterizar a imagem dada por uma notícia que revela que Américo Amorim desvia recursos financeiros do “private equity” para outros negócios.
Ou seja, uma mera alteração de estratégia empresarial, a que certamente não é alheia a crise económica espanhola, é lida como prejudicial à imagem do empresário português. Mas por que carga de água?
Deve o empresário ser masoquista e espatifar 100 milhões de euros? Ou deve responder com rapidez e sagacidade à alteração das condições do mercado? Repare que não foram feitos desinvestimentos em estruturas produtivas nem foram despedidos trabalhadores.
Pois não, só os despede por cá. 51
http://www.destak.pt/artigos.php?art=207
Evidentemente que o empresário pode tomar as opções que entender, e com elas melhorar as empresas, a produtividade ou garantir os postos de trabalho.
Da notícia depreende-se que há uma certa errância na estratégia que terá sido anunciada há tão pouco tempo com toda a pompa e que não chegou a consolidar-se.
E a conclusão que consta dessa notícia de que não gastou um euro não me parece que seja lisonjeira para ele.
Mas se V. Ex.ª acha que dessa forma, e com essa notícia, a imagem do empresário até ficou mais brilhante, quem serei eu para discordar.
Aceito legítima a sua perspectiva de “errância”, sendo que a minha leitura é que em tempos de turbulência económica há que ser rápido nas decisões, podendo por isso ser visto como uma antecipação eventualmente acertada.
Permita-me contudo discordar dos seus 2 últimos parágrafos: se eu acho que a notícia não é necessariamente má para ele, não estou a afirmar o seu inverso (que a notícia é boa para a sua imagem). Também há notícias neutras, no que respeita à imagem das pessoas.
Mas o que motivou o meu comentário inicial ao seu post é que, tal como outros portugueses, estou cansado da auto-flagelação nacional (ver motivações do blogue fado corrido), sem que isso tenha a ver com qualquer preferência política (e com eventual simpatia com o partido que ocupa o poder em determinada conjuntura). De facto, chocou-me a sua apreciação “enevoada” àquela notícia, num blogue que ainda vou conseguindo ler. Já agora um “disclaimer”: nada tenho a ver com o empresário citado nem com qualquer empresa sua ou participada.
Cumprimentos
http://batemtodos.blogspot.com/2009/11/u m-blog-censura-pela-camara-municipal.htm l
Ah, o doce benemérito Amorim que no início do ano despediu 200 trabalhadores devido à «crise económica» e dez meses depois viu os lucros fabulosos do seu grupo empresarial muito aumentados. Um verdadeiro herói nacional.