Paul Ryan, a escolha de Mitt Romney para candidato a vice-presidente dos Estados Unidos, é um ideólogo como muitos em Portugal. É contra a Segurança Social nas suas várias vertentes, como saúde, educação e apoios sociais, querendo assumidamente terminar com ela. O curioso é que Ryan, quando mais novo e perante a morte do seu pai, foi salvo pela Segurança Social que hoje quer destruir. Doutra forma, sem apoio do Estado, não teria tido a possibilidade de estudar e hoje ser candidato a tamanha responsabilidade.
É por isto que defendo o Estado Social com unhas e dentes, porque garante igualdade de oportunidades ao longo da vida. Até a bestas ingratas, como é o caso.


“Doutra forma, sem apoio do Estado, não teria tido a possibilidade de estudar e hoje ser candidato a tamanha responsabilidade.”
Como raio sabe isso? Se as os dados são outros as pessoas hajem de outra maneira.
Teriam mais recursos que não teriam ido para a segurança social. Talvez tivessem investido e criado mais riqueza.
Você é a melhor demonstração de como a Aristrocracia é hoje a Esquerda desonesta de que faz parte.
Pelos vistos os filhos dos burgueses não pode(riam) ser comunistas porque assim seri(am) ingratos.
Os filhos do grande proprietários e capitalistas também não. Teriam de seguir os passos de quem lhes pagou quando eram pequenos e não pensavam.
Bestas todos os filhos dos ricos/remediados que agora nos no último século são de esquerda/extrema esquerda. Não ficaram no seu lugar.
Se há alguém que merece um nome por aqui é você que julga que a sua ideologia é o Pai dos outros e os pode corromper em crianças ao ponto de pertencer~lhes.
Caro anónimo, obrigado pelo seu testemunho e contributo para a discussão. Um abraço.
Segundo a wikipedia, aquilo que Ryan recebeu (apenas durante dois anos) foi uma pensão de sobrevivência pela morte do pai. E aquilo com que ele quer acabar (mais precisamente, quer alterar, não propriamente terminar) é a Medicare, um serviço de assistência na saúde a idosos que nada tem a ver com pensões. Ou seja, Ryan pretende alterar os serviços de saúde, não as pensões, que foi aquilo de que beneficiou.
Caro Luís Lavoura, ics/fact-check-education/index.html
É conhecida a proposta de Paul Ryan de cortes de 20% no orçamento da Educação. Aliás, uma parte significativa da campanha tem andado à volta deste tema. O próprio Mitt Romney já veio a público subscrever as opções do candidato a vice-presidente.
Deixo-lhe aqui um artigo da CNN com uma súmula:
http://edition.cnn.com/2012/08/23/polit
Um abraço.
E então? Eu que estudei na escola publica cortava 100%. Não presta, um instrumento para destruir a diferença e os bons.
Embora o problema seja mais fundo do que só a escola publica.
lucklucky, tenho dificuldade em comentar uma frase que analisa a escola pública como um todo e diz que não presta sem mais argumentos. Como no privado, haverá boa e má escola.
Não destrói bons e diminui as injustiças entre ricos e pobres através da igualdade de ensino e de oportunidades, o que é fantástico. Um abraço.
A Escola Publica – e como disse o problema extravasa-a é toda a cultura do ensino- discrimina os alunos com mais capacidade. Não interessa se são pobres ou ricos embora os pobres com mais capacidade são os obviamente mais prejudicados pois acabam em escolas onde fomentar a igualdade ainda é mais violenta pois a mediocridade tem de ser ainda mais medíocre…
O que é que explica que haja aulas de recuperação mas não haja aulas de avanço para aqueles com mais capacidade? A Ideologia da Igualdade.
A Escola Publica discrimina para fomentar a igualdade e para isso tem de tornar os alunos com mais capacidade em medíocres.
Entendo-o e concordo com o seu ponto de vista: o actual sistema de ensino prejudica mais do que ajuda, os filhos das famílias mais modestas. E o que arrepia é que isso é feito em nome da igualdade de oportunidades…
Segurança Social, sim. Mas porquê do estado? Não será a opinião dele?
Ainda a compreendo, pois será difícil a uma seguradora privada ser paga em percentagem do ordenado, e até com pagamentos progressivos. Vá lá.
Mas porquê o resto dos serviços estatais? Porquê o ensino ou a saúde? Podem continuar a ser pagos pela segurança social, como o são. Não precisam de ser estatais.
Como funcionário público, tenho uma regalia invejável, chama-se ADSE. Posso ir à privada, mesmo em urgências, ser melhor atendido, pagar menos de taxas compensatórias, não ter esperas de 6 meses, não ter funcionários a “mandar” malcriadamente, etc.
Curioso, não é?
Se eu fosse americano, apesar de gostar do Obama, votaria normalmente Republicano. Mas não me chame besta. Não gosto de violência nem intolerâncias.
José Menezes
José Menezes, como bem terá compreendido não lhe chamei besta. Chamei besta a quem beneficiou do sistema e agora nega às novas gerações aquilo que para ele foi tão importante. Em português suave foi o adjectivo que me ocorreu.
Se cortar um dedo ou tiver uma gripe será fantástico ir a uma urgência privada. Já se necessitar de uma intervenção cirúrgica efectivamente delicada, duvido que pense da mesma forma. Eu tenho seguro Multicare, tive de o fazer há uns anos para diminuir o spread do crédito à habitação, e é dessa forma que faço a gestão da minha saúde. Um abraço.
Eu sei que não. Estava a prevenir.
É que se calhar concordo com o Republicano.
Pelo menos, no caso português, estou farto de ser chulado pelo estado e não vejo ninguém querer pôr alguns governantes em tribunal.
José Menezes,
Desta vez concordo inteiramente consigo. Aliás, essa é uma das virtudes que reconheço ao modelo islandês. Por pânico que cause aos políticos portugueses era uma experiência a importar em alguns aspectos.
Mas o mal não está, na minha opinião, no Estado Social e nos seus princípios, está no facto de ninguém punir quem devia ser punido.
Obrigado pelos seus contributos para a discussão.
Um abraço!
Se Fosse o FB punha um smile.
Um abraço.
Aqui também dá! 🙂
Essa agora!
Então a estudantada daqui na decada de 80 tem de ser social-cál-quer-coisinha porque estudou em … Coimbra!
Os russos hoje liberais, outrora estudantes, e adolescentes, e homenzinhos de 22 anos … não poderiam ser liberais.
Ryan aproveitou a circunstância, consciente ou não, não importa. Mas isso não é argumento para não ter escolhido a mundividência que agora propagandeia.
Discuta-se o fundo e não a pessoa.
Eu também estudei em Coimbra. Que saudades. Mas compreendo-o.
Esta quecada de esquerda dos anos 80 nada tem a ver com o espírito que se viveu nos anos 60. Também não concordo com eles, mas era romântica.
Cada vez mais a política será feita de pessoas, seus princípios, coerência e coração. Discutir-se o fundo não impede, em nada, que se discuta a pessoa.
Os Republicanos, aliás, não têm feito mais nada nesta campanha. Até o registo de nascimento vem à baila.
Houve muita gente que começou a fazer desporto na juventude hitleriana e que beneficiou de programas assistênciais da Alemanha de Hitler.
O mesmo para a Rússia de Staline.
O para a mocidade portuguesa do salazarismo.
É de supor que também devessem estar gratos?
c., esse tipo de argumentos nem merecem grandes comentários. Acha que há comparação entre o espírito e acção de uma Segurança Social, quer concorde com ela quer não, e o espírito e acção do Nacional Socialismo, do Salazarismo e do Estalinismo? Eleve um bocado mais os argumentos, por favor.
A que altura devem estar argumentos que falam da gratidão de um cidadão, usando um paternalismo que, no mínimo se pode classificar de lastimável?
Em relação a à criação da ADSE (assistência na doença aos servidores civis do estado), em 1963, por um governo do Prof. Salazar, qual é o estado de espírito que aconselha? E a extensão da Segurança Social aos trabalhadores rurais pelo Prof. Marcello Caetano, que sentimento nos deve inspirar?
Caro c., renovo o que lhe disse. Extrair pormenores positivos de experiências globalmente lastimáveis isolando-os do resto, não me parece uma linha de raciocínio honesta. A menos que pretenda dissertar também sobre as virtudes da PIDE/DGS, dos Gulags ou do Holocausto. Aí será outra conversa…
O primeiro comentário foi meu, não sei por raio apareceu sem o meu nick.
Mas leu a famosa proposta do Paul Ryan para o Orçamento?
A única diferença para os democratas é que o aumento da divida se dá a um ritmo mais lento, sendo que só em 2037 é que o Orçamento fica equilibrado.
Este e o Romney é a mesma m…… que o Obama a única diferença é o cheiro.
Aconselho a ver o discurso que o Ron Paul deu na convenção republicana deste ano, simplesmente genial, dos melhores discursos alguma vez realizados por um politico.
O estado social não garante nenhuma igualdade de oportunidades, isso é a maior falácia de sempre.
É não mais do que um limitador da liberdade individual, quem me perguntou se eu quero contribuir para a Segurança Social com o meu dinheiro? porque não posso optar por nada ter a ver com este sistema? porque é que você pensa que sabe o que é melhor para mim do que Eu?
A educação pública é de baixa qualidade, se fosse boa, não havia a necessidade que hoje existe de explicações privadas, hoje não é mais do que uma forma de pessoas como você lavarem a cabeça aos jovens, levando o os a pensarem que precisam de um Estado socialista.
A realidade é que a liberdade implica escolhas, e implica viver com as opções que tomamos.
O estado hoje para manter esse seu estado social pratica o confisco, e com o Aumento do IMI vai ser um dos maiores roubos de todos os tempos.
Interessante o Estado proibir os esquema ponzi, e praticar o seu próprio esquema, a Segurança Social (não gosta de concorrência).
A não existência de um Estado Social, não implica a falta de solidariedade das pessoas, antes pelo contrário, hoje assistimos a uma falta de solidariedade enorme entre pessoas, devido À existencia do estado social.
A realidade é que o sistema montado por politicos corruptos, que viram para a sua manutenção no poder a necessidade de comprar votos, oferecendo coisas para as quais não tinham dinheiro, a divida escondeu o problema, mas como tudo na vida, empurrar com a barriga só leva a que o problema se agrave.
Quem lhe disse a si que o Paul Ryan não teria sido salvo por outro organismo emanado da sociedade civil?
Porque é que pessoas como você querem impor a todos as suas ideias e a sua forma de ver o mundo?
Isso é tirania.
Hoje o problema económico nacional deriva do Estado socialista que vigora desde o 25abril, um estado corrupto, que patrocina uma oligarquia que nada mais faz que explorar o povo português.
Hoje como nunca os portugueses pagam impostos por tudo e por nada.
Existem portugueses a pagar para cima de 80% em Impostos(a TSU não é mais que um imposto especial)
Em vez de venderem mitos e mentiras convinha que começassem a falar verdade-
Caro Filipe, obrigado pelo seu testemunho e contributo para a discussão. Um abraço.
Já há muito que o estado esta privatizado, o governo não age para o país sem primeiro saciar a ganância das elites, essa nata que esta acima da nação, hábil em fazer interpretações ousadas da lei com o consentimento duma justiça parada no tempo. O estado social não serve para mais do que o garanto o seu próprio bem viver, o do capital humano que emprega. Não sabem gerir, então que se acabe com essa…(coisa). O estado social não se compadece com injustiça social. Mas temo que ele veio para ficar, digo-o porque cresci num meio pobre, lembro-me que o culto que os pais davam à minha geração era para estudar e “arranjar um emprego no governo”, diziam, mais ou menos bem, que o governo é sempre o ultimo a ficar falido, disseram a tantos que o resultado esta à vista: estado é o maior empregador em Portugal. Como aguentar isto num país sem economia? Impossível, e, mesmo tornando possível surge sempre a injustiça social, os direitos adquiridos são sempre mais “gordos” para os funcionários do estado, mal não seria se não fossem pagos com impostos dos mais prejudicados, os que geram valor acrescentado.
Cantiga de politico é coisa que todo o betinho elitista gosta, uma treta inocente, a que as pessoas devem aprender a calar, dizendo: Vai trabalhar, vagabundo.
Um País com uma localização geográfica estratégica, com uma zona económica exclusiva fantástica, com sol todo o ano, com história, com comunidades em todos os cantos do mundo, etc., não pode ser um país, como disse, “sem economia”.
Estes são alguns dos aspectos a explorar no futuro.
Não concordo com tudo o que disse mas reconheço que é uma visão legítima e um contributo importante. Obrigado. Um abraço.
Talvez, no caso de Portugal e de alguns países europeus (não conheço a realidade americana) haja a necessidade de reduzir esse Estado Social?
Como contrariar a inversão das pirâmides etárias?
Depois também existe a questão do peso do Estado Social e da dependência que criou, e falo daqueles que não precisam muitas vezes.
São só perguntas soltas para o autor do artigo, sem grande articulação entre si, até porque pouco percebo disto.
P., são perguntas certeiras e que se impõem. A questão é se é no Estado Social e no financiamento da economia que se deve cortar. Será que já cortamos em todos os outros lados?
É como o caso das capas dos jornais de ontem, o DN dizia “Assessores do Governo vão poder receber subsídio de Natal”, a do CM dizia “Passes [sociais] sem desconto tramam as famílias”. Percebe o que quero dizer?
“A questão é se é no Estado Social e no financiamento da economia que se deve cortar. Será que já cortamos em todos os outros lados?”
Sr. André, realmente é uma pergunta que merece uma resposta consciente.
Não sou economista , por isso corrija se eu estiver errado.
Corta-se, segundo o governo, para reduzir o défice das finanças publicas, emagrecer o orçamento de estado para assim reduzir o défice da balança comercial.
Isto porque estamos endividados muito para além do nosso PIB, e temos de pagar essa divida.
Em minha casa se tal se suceder, farei o seguninte:
1º- Cortar em tudo o que é superfolo.
2º- Canalizar essas poupanças na criação de um negocio que acrescente valor ao meu trabalho.
3º- Farei contas prudentes, apuro os números, com os quais definirei o primeiro passo a dar para resolver o meu problema, a divida vencida.
4º- Vou ter com quem estou em divida, apresento a minha solução e peço mais x tempo para pagar o que devo.
Mas deparo-me com um pequeno problema: Ou por orgulho, não peço tempo. Ou se o fizer, arrisco-me a ter de responder á natural pergunta: Se não tiveste juízo até agora, porque é que vou continuar a confiar em ti?
Na minha triste situação teria de responder a essa pergunta.
Essa resposta passaria desde logo por identificar os erros responsáveis pelo meu mau estado e elimina-los, dando assim prova da minha boa fé. Ainda apresentaria um plano de recuperação e sustentabilidade.
Posto isto, o mais certo era o meu credor aceitar dar um tempo, caso não o fizesse estaria errando, pois não acedendo arriscava perder o seu negócio tambem.
O que você acha do meu governo?
permita-me que doe a minha opinião acerca do envelhecimento.
Este é realmente um grande bico de obra.
Vamos pensar por partes, quando o faço, tento sempre estar no presente, considerar o passado e fazer escolhas para o futuro, é o meu governo.
A pergunta é: O governo deste país (e de outros) faz isso?
-Não.
Imagine agora que você ou eu, tinha-mos à nossa exclusiva responsabilidade os nossos pais, mais os nossos avós e algum tio malandro, todos inválidos Complicado, não?
– O estado social também tem esse problema entre mãos. Para agravar ainda mais, nos últimos anos nota-se um aumento do volume de pessoas que acederam à reforma antecipada, gente que ainda pode dar muito, mas por insegurança prefere garantir-se com algum, e, pode ter a certeza que estão reformados mas não estão de férias.
– O RSI , mais uma. Quem o inventou, creio que bem intencionado , mas mais uma vez má gestão, pois só não vê quem não quer, está cheio de gente que trabalha no mercado paralelo e ainda vai sacar algum ao estado.
– As carreiras privilegiadas que com 8 ou 10 anos de função recebem subvenção vitalícia , são demasiados.
E penso que já bastam de exemplos de má gestão, agora vamos tentar perceber o fenómeno do evelhecimento.
O 25 de Abril efectuou realmente uma revolução na sociedade. A educação passou drasticamente de uma posição caracterizada por poucos com acesso à mesma, para uma posição em que todos tem acesso a esta. Sem me alongar muito, e, tendo como referencia as famílias que viviam do trabalho da terra, era comum os filhos serem muitos para ajudar na criação de riqueza que se traduzia num aumento da propriedade (chão) pertencente à mesma família. Ora esses muitos filhos com poucos pais deixaram a terra para ir estudar, com os estudos veio o acesso ao emprego, a fixação na metrópole e lodo esses muitos filhos passaram a ter só 1 ou 2 filhos.
O que é que os governos após o 25 de Abril fizeram a pensar no futuro, mais uma vez: Nada.
Agora que estamos cheios de idosos face à população activa. Portanto a falência do estado social afigura-se inevitável. Em ultima análise não é mais do que eu ou você, fugir-mos de casa e abandonar os velhos à mingua. Como é que você caracteriza isto?
Eu faço-o com numa pequena frase: incompetentes, filhos dum popó.