Na última quinzena de anos os álbuns foram substituídos por playlists de canções e, naturalmente, ficaram mais curtos. Ao mesmo tempo, poucos cantores ou bandas adquiriram e mantiveram um estatuto planetário: a maioria surge e desaparece em poucos anos. Não será por isso de surpreender que alguém como Sinéad O’Connor ande mais ou menos esquecida. E, contudo, na sombra, por entre depressões e cancelamento de espectáculos, por entre cartas abertas a Miley Cyrus (The message you keep sending is that it’s somewhat cool to be prostituted… It’s not so cool Miley… It’s dangerous. Women are to be valued for so much more than their sexuality. We aren’t merely objects of desire) e as inevitáveis (mas ponderadas) opiniões aquando da eleição do Papa Francisco (Well, you know, I guess I wish everyone the best, and I don’t know anything about the man, so I’m not going to rush to judge him on one thing or another, but I would say he has a scientifically impossible task, because all religions, but certainly the Catholic Church, is really a house built on sand, and it’s drowning in a sea of conditional love, and therefore it can’t survive, and actually the office of Pope itself is an anti-Christian office, the idea that Christ needs a representative is laughable and blasphemous at the same time) continua a fazer música pessoal, genuína, digna de ser ouvida. Este tema, do recente álbum I’m Not Bossy, I’m the Boss, é quase uma súmula da relação dela (ou, talvez mais exactamente, a apresentação da relação que ela gostaria de ter) com a Igreja, pecando apenas (mas trata-se de um pecado venial) por uma conclusão ligeiramente fraca. O vídeo é fantástico.
Igrejas
escafandro,
