
Excerto de um texto de opinião assinado por um dos principais jornalistas num dos principais jornais portugueses.
Assim vai a “qualidade” da nossa imprensa.

Excerto de um texto de opinião assinado por um dos principais jornalistas num dos principais jornais portugueses.
Assim vai a “qualidade” da nossa imprensa.
É isso e o verbo tar tando por todo o lado em bocas e textos.
Tás a houvir Malaka ? Ou aler.
Podendo,lá do etéreo séu.
Do Torto
Tá-se bem, presumo. No séu.
Na tropa havia a especialidade transmissões e era célebre aquela de em vez do ‘diga se me ouve, escuto’, alguns diziam ‘diga se me escuta, oubo’, Mas estes homens tinham a instrução primária/ciclo preparatório que para começar a trabalhar chegava.
Vários deles mais sábios, acredito, do que alguns escribas actuais.
É a cólidade que vamos tendo, Pedro.
Mais o jargão “amaricano”, Dulce. Que leva cada vez mais gente a escrever – e a falar – numa espécie de crioulo zeinalbavês.
” crioulo zeinalbavês ” é muito bom, Pedro, vou tomar nota.
O crédito deste inconfundível jargão deve ser atribuído ao seu progenitor, Zeinal Bava. Spica portinglês como um buque aberto.
Penso ser isso, falta de qualidade e de brio. E também a pressa na revisão de texto. Ou será que já não existe revisão, não sei. Mas é nódoa.
Usa-se o corrector automático provavelmente, como as duas palavras existem, não há linhas vermelhas logo “está tudo bem”.
Esse processo de “trabalhar” tem tudo para dar asneira.
E dá mesmo, como este exemplo muito recente comprova.
O corrector, traduções e todas outras consultas na internet estão em crioulo brasileiro.
Eles são 230 milhões, não existe a escolha de português (Portugal).
Agora temos ‘Copa do Mundo Katar 2022’ e traduzindo do inglês keeper aparece ‘goleiro’.Com muita frequência nas capas dos jornais em vez de “na” aparece “em” : ‘apareceu morto em cozinha’.
Mas também existe a escrita pela voz : dita-se o texto e o computador escreve. Neste caso falhou o corrector, ou por a máquina estar a ouvir/escrever ‘gritos’ podia relacionar ‘ouve’.
Tuguês em dialecto brasuca domina em absoluto a uiquipédia.
Com os belos resultados que estão à vista. No vocabulário, na sintaxe, na construção frásica, na gramática…
Eu prefiro chamar a isto falta de profissionalismo. Só.
Parece-me termo eficaz, condensa o meu palavreado e subentende-o.
Bom dia, Pedro.
Bom feriado nacional, Bea.
Infelizmente a nova ortografia não chegou aqui. Os h mudos deveriam desaparecer.
O macaco, quando não sabe dançar, diz que é o chão que está torto.
Belo princípio. E porque não eliminar os sinónimos? Veja lá o número de páginas que seriam subtraídas do nosso dicionário. A maior parte das figuras de estilo só atrapalham, obrigam-nos a pensar (o horror! – com h). Fora com elas. Há – com h – tempos verbais que têm reduzido uso. Fora. Passado, presente e futuro chegam perfeitamente. Mesmo assim, há – mais um, que aborrecimento! – que pensar se serão realmente necessários: uma tribo na Amazónia não usa estruturas linguísticas para o conceito de tempo e consta que vive bem assim (*). E a ‘novilíngua’ criada pelos ‘wokes’ já nos está a fazer o favor de trucidar os géneros: também é um bom avanço, tanta duplicação desnecessária.
O novo dicionário terá a espessura do Borda d’Água. Seremos absolutamente básicos na expressão mas muito inclusivos, incapazes de descrever o mundo que nos rodeia mas muito mais felizes…
ipócrita, egemonia, ermético, ostil, istória, onra, umildade, omogeneidade, erege, ediondo, eresia, abilidoso, umor… comecemos, pois então.
(*) https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2 011/05/110521_triboamazonia_tempo_pai
Podemos ir ainda mais longe e eliminar as consoantes, voltamos todos a ter “falinha de bebé”.
Balio, por exemplo, passaria a escrever-se Aio. E Lavoura tornava-se Aoua.
Podemos ir ainda mais longe e eliminar as consoantes
Na escrita do árabe elimina-se (muitas) vogais (o que é mais fácil nessa língua, uma vez que somente tem três vogais: a, i, u). Eliminar consoantes não é possível em ortografia nenhuma.
Em certos países árabes essas são as palavras que mais se escutam: ai e ui.
Sobretudo de presos políticos que lá se encontram a penar.
Não confunda, nunca, a língua com a ortografia. A língua é orgânica, pertence ao povo. A ortografia é somente uma convenção.
Está profundamente equivocado: a ortografia é do povo. Excepto a russa, que é de Moscovo.
Anda tudo maluco, ninguém se entende. Ontem não leva agá, hoje já leva, em que é que ficamos afinal?
É claro que os jornalistas, coitados, também se baralham.
Ontem não leva agá, hoje já leva
E hamanhã volta a levar.
Faz pouco sentido a palavra agá não se escrever hagá.
Há uns largos anos apareceu nas bancas um jornal analfabeticamente chamado Oje. Antecipava as tendências que o comentador Balio advoga. Condenando à morte a oitava letra do nosso alfabeto.
Afinal foi a dita folha de couve a fenecer. Já se encontra há muito sob a pedra tumular.
hoube
Tu bi ó note tu bi.
não pode ser, não quero crer – não sei quem é o autor mas se é um dos principais jornalistas, como dizes, deve ter sido coisa de corrector e de revisão apressada. Caramba, quase todos os dias faço erros ortográficos, não falo de alto, mas no “haver” quem vive da e na escrita não erra. O problema é capaz de ser mesmo bem mais grave do que falhas ortográficas, é a falta de revisores
Estes são os “mestres” que “ensinam” os jovens profissionais.
Não admira que a escrita jornalística seja cada vez mais coxa, mais manca, mais vesga.
E mais burra.
Puro masoquismo ler ( ou “ouver” ) aquilo que , na paróquia, passa por jornalismo…
JSP
Os mais novos devem ser fortemente desaconselhados de ler textos destes em jornais destes.
Para evitarem desaprender o pouco que ainda sabem.
Tenho um Amigo com 85 anos de idade que afirma: “… a sociedade portuguesa só se actualiza (crimeacordo ortográfico, etc., etc., etc., etc….) quando lá não houverem portugueses!
Houverem ou ouvirem?
“houverem”?
Deve ser a 4ª Pessoa do Plural…
Eles não fazem a mais remota ideia de graus, géneros, formas verbais, seja do que for.
Alguns conseguem trepar e até ocupar cargos directivos em jornais. Com resultados destes.
E os acentos,os sinais de pontuação.
As supressões ajudam a amortizar a dívida.
Fale por gestos,emojis,feche o buraco do azoto e limpe o carbono da manta térmica.
Ah o que um akordo horto generalizado permite.
do torto
Ele deve preferir sinais de fumo.
Só é chato quando chove.
É o resultado de terem deixado os ignorantes e os políticos mexerem na língua e instituir nas escolas o primado da fala sobre o léxico e a etimologia. Numa larga maioria de gente estúpida e preguiçosa, é normal que agora apenas balbuciem e ronquem algumas palavras como as ouviram dizer mas não sabem o que essas as palavras são nem o que significam. Daí que dezenas de jornalistas, todos os dias, na televisão e arredores, profiram perfeitas barbaridades sem sequer terem a noção do que estão a dizer, como por exemplo: “morreram graças a um acidente”, “a greve já se faz sentir”, “no dia de hoje”, “dois meios aéreos”, “a bolsa afundou”, etc, etc, etc, etc. Só ignorância patrocinada por um partido nojento e um estado semi-totalitário asqueroso que apenas promove a mediocridade. E como se isso por si só não bastasse para nos pôr imediatamente atrás da Roménia, agora dedica-se a importar beduínos iletrados e já nem se preocupa em criar condições de trabalho ou de criação de riqueza.
Nada que nos deva espantar muito. Quando alguns dos maiores cretinos do País se intitulam professores universitários. Uns quantos até catedráticos.