"O Presidente russo Medvedev recebe o Presidente americano Obama, em Moscovo. Um encontro entre líderes russo e americano evoca inevitavelmente outros tempos. Em 2009 até se comemora uma data redonda: em Moscovo, 1959 (há meio século), o vice-presidente americano Richard Nixon (nas vésperas da sua candidatura falhada contra Kennedy) foi à capital russa, levando na bagagem uma mostra de produtos americanos. Havia uma Feira Mundial e Nixon passeou o líder russo Nikita Khruschev pela cozinha do pavilhão americano: a máquina de lavar Westinghouse, o frigorífico Frigidaire, o detergente Tide… Durante o passeio, Nixon ofereceu a Khruschev água suja do imperialismo, um copo de Pepsi-Cola. Ao ver fotos desse velho encontro, reparo que o poderosíssimo nº 2 do Estado americano não se importou de fazer de caixeiro viajante dos produtos do seu país. Por cá, o ex-ministro de Economia Manuel Pinho foi várias vezes ridicularizado por ter do seu cargo uma noção idêntica. Nixon e Pinho estavam certos. Mas, diga-se, o português tinha mais dificuldade em estar certo. Nixon fazia o que os governantes americanos fizeram sempre."
Ferreira Fernandes no Diário de Notícias de ontem.

O Senhor faleceu?
Pois, mas não andou a dizer para investirem nos EUA porque os salários eram baixos.
Mas é mentira que os nossos salários são baixos comparativamente a outros países? Não será a captação de investimento que se faria dessa forma uma maneira de nos fazer crescer e ajudar a atenuar isso?
E onde ficam as políticas de pleno emprego previstas na Constituição?
Quem não pode criticar a qualidade do seu trabalho só se pode agarrar a pormenores e a declarações menos felizes.
Eu compreendo.
Essa foi demasiado agressiva… mas tá bem.
Eu não critiquei o trabalho de ninguém, nem me pretendo agarrar a nada.
Como qualquer pessoa teve momentos bons e momentos maus, o interessante é que agora tudo o que ele diz é o certo e limpa-se o menos mal que ele fez.
Sou capaz de reconhecer que teve um grande papel em situações graves, Quimonda e Autoeuropa, mas também digo que vender Portugal como um país onde os salários são miseráveis é muito mau.
Tem razão, fui um tanto ou quanto agressivo mas sem intenção negativa. Peço-lhe desculpa.
Seguindo. Acho que fez uma análise correcta, Pinho teve bons e maus momentos. Como em quase tudo a doutrina diverge. Em política não há nada como deixar o lugar ocupado para se se santificado, algo que não compreendo.
No entanto no caso de Manuel Pinho acho que se justifica na medida em que eram injustos os muitos ataques que lhe foram desferidos ao longo da legislatura.
Vender Portugal daquela forma talvez não seja o ideal, mas deixo-lhe a pergunta: é preferível vender Portugal daquela forma e captar investimento, diminuir o desemprego e fazer a economia crescer, ou não o fazer tendo como consequência a não verificação dos efeitos positivos que enunciei?
Abraço.
Se me desse só essas duas opções, reconheço que escolheria a primeira hipótese. No entanto, Pinho ao representar o país não o pode vender como se estivesse em saldos.
De qualquer forma, não terá sido um ministro assim tão mau como dizem, nem o super-ministro que agora o querem pintar.
Um abraço.