Homenagem a um bombeiro


Sérgio de Almeida Correia,

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Da próxima vez que voltar a embarcar num avião da Emirates lembrar-me-ei dele. Porque mártir não é o estafermo que se faz explodir sem sentido, cobardemente ceifando vidas inocentes e tornando inútil toda e qualquer fé. Mártir é o que morre no cumprimento do dever, salvando vidas alheias, sem se preocupar com a sua e sem outra recompensa que não seja a expressão, através da sua atitude, de um sentimento de gratidão aos outros. Não há forma mais digna e honrosa de morrer do que esta. Pelo que ela ainda representa de esperança no futuro da Humanidade. Fico triste por saber que foi assim, mas satisfeito por ver que o seu sentido do dever e a sua crença no bem ao próximo não foram em vão. Curvo-me respeitosamente, pequenino e agradecido, perante a memória de Jassim Issa Al Balooshi. Porque é o exemplo e a coragem de homens como ele, nos dias difíceis que atravessamos, que nos ilumina e nos guia, que nos ajuda a suportar a dor e o sofrimento e dá dimensão e sentido aos nossos dias. Aos meus dias. 

0 comentários em “Homenagem a um bombeiro”

  1. Gosto sempre de o ler. Hoje senti necessidade de comentar.
    Porque me tocou o que li, a sua sensibilidade.
    E porque estou farta de ver particularmente destacados os que fazem mal, os sem valor, os que são o mau exemplo a seguir em troco de fama efémera e falsa…

  2. Não podia estar mais de acordo com o que escreve.
    Sei, enfim acredito que “sei”, que as pessoas como este bombeiro não fazem o que fazem numa expectativa de serem “glorificadas” nos conteúdos informativos tele-transmitidos.
    Todavia não deixo de pensar que, fora ele auto-explodido e seguramente (a exemplos correntes) seria capa de jornais e faria a abertura de tele-jornais.
    A questão é: que tipo de jornalismo é este? Que tipo de jornalistas se estão a formar?
    Outra questão: se todos os média publicam as mesmas notícias porque “raio de carga d’água” existem tantos? Não poderiam, ao menos, poupar energia uns e papel outros? Parece-me que a única coisa positiva são os posto de trabalho que oferecem.
    Cumprimentos.

  3. «O verdadeiro soldado luta não porque ele odeia o que está à sua frente mas porque ele ama o que está atrás».
    G.K. Chesterton

    No fundo muito bom post.

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