Hoje também cito Marx


Pedro Correia,

 

"A aplicação prática do direito do homem à liberdade é o direito do homem à propriedade privada."

Karl Marx, A Questão Judaica (1843)

 

A propósito de Marx voltar a estar na moda, ou talvez não, vale a pena lembrar este texto de Osvaldo Manuel Silvestre, compreensivelmente espantado com a falta de fé dos responsáveis da Editorial Avante! nas potencialidades deste mercado: o tomo I das Obras Escolhidas de Marx e Engels teve uma recente edição de… 750 exemplares.

8 comentários em “Hoje também cito Marx”

  1. Marx foi um filósofo senhores, não fez a revolução soviética nem foi pai de Josef Stalin, morre em 1883 em Londres e não em Moscovo. O marxismo revivalista funda-se, nestes dias, na profunda crise que este sistema vive. É um filósofo datado, a ‘ciência’ económica evoluiu bastante desde os meados do sec. 19, evoluiu como evoluíram as sociedades. Para esta evolução contribuíram vários factores, incluindo a visão marxista das sociedades, sem esta visão, e por contraditório que possa parecer, o proletariado não teria ‘evoluído’ para o que é hoje a classe média, o ‘verdadeiro’ proletariado do sec 21. Quanto ao resto, o revivalismo marxista não passa de folclore, o mundo é já outro e os desmandos da praxis inviabilizam qualquer valor a este revivalismo. Fez uma época, desempenhou o seu papel e extinguiu-se quer como modelo quer como inspiração. Nada disto invalida o papel que os marxistas tiveram nas sociedades ocidentais, por contraditório que pareça, no desenvolvimento das liberdades individuais e no desabrochar das classes médias.
    Discutimos muito os personagens, ele é Marx, ele é Sócrates, Mla Ferr Leite ou Obama, continuamos Sebastianistas, pouco ligados às ideias e aos mecanismos mas sempre prontos a fulanizar as questões.

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