Hoje é dia de


Maria Dulce Fernandes,

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Hoje assinala-se O Dia Internacional das Viúvas

“Foi em 2010 que a ONU declarou 23 de Junho como o Dia Internacional das Viúvas, sendo a data celebrada oficialmente pela primeira vez em 2011. Mas o primeiro Dia Internacional das Viúvas ocorreu em 2005, por iniciativa da Loom Foundation. Razão da escolha? Neste dia, em 1954, a mãe do fundador desta fundação enviuvou. A data visa sensibilizar a população para o sofrimento das viúvas.

Estima-se que existam no mundo 245 milhões de viúvas, das quais 115 milhões são muito pobres, sofrendo discriminação social e privação económica. Em certos países, nega-se-lhes a herança e os direitos de terra, despejando-as das próprias casas. Para tentar impedir tais abusos, a ONU assinala esta data com carácter oficial.”

Pode não parecer muito feminista da minha parte, mas noto aqui alguma discriminação de género. Porque não o Dia das Pessoas Viúvas? Será que as mulheres sofrem mais do que os homens quando enviuvam? As mulheres são descriminadas quando perdem os maridos em algumas culturas, sim, é certo. Mas a maior parte dos viúvos que conheço não consegue superar facilmente a perda da companheira.

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Hoje é O Dia Internacional da Síndrome de Dravet

“Neste dia, organizações de doentes em todo o mundo chamam a atenção para esta doença rara que se manifesta desde o primeiro ano de existência do doente e dura por toda a vida. Quem tem Síndrome de Dravet sofre de crises epilépticas muito frequentes e de controlo difícil, senão impossível. Associam-se défices cognitivos em grau variável e outros sintomas, tais como problemas de marcha, sono, alimentação e comportamentais. Cerca de 17% dos pacientes morrem antes de atingir a idade adulta. Estão em investigação tratamentos inovadores que podem traduzir-se no controlo da doença ou mesmo na sua cura.”

As síndromes não são doenças modernas. Existem desde sempre, mas só há alguns anos começaram a ser identificadas e estudadas. Algumas já possuem algum nível de tratamento que oferece a quem delas padece uma qualidade de vida a cercear a normalidade. O meu neto mais novo é portador do gene da síndrome de Waardenburg. É um menino traquinas como qualquer outro da sua idade.

 

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No dia 23 de Junho celebra-se O Dia do Serviço Público das Nações Unidas 

“Este dia tem como fim enaltecer o valor do serviço público na sociedade, reconhecendo todo o trabalho realizado pelos funcionários públicos e apelando ao mesmo tempo ao seguimento de carreira no sector público.

Anualmente entregam-se os Prémios das Nações Unidas de Serviço Público neste dia, para o reconhecimento internacional do trabalho de excelência em serviço público. Os países membros da ONU são incentivados a organizar iniciativas para celebrar a data.

Este dia foi instituído foi celebrado pela primeira vez em 2003.”

É bom que os funcionários públicos da ONU tenham um dia para poderem celebrar a sua função. 

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23 de Junho é também O Dia Olímpico

“Objectivo deste dia: divulgar o desporto e o bem-estar nos jovens, assim como os valores olímpicos (excelência, amizade e respeito).

As comemorações do Dia Olímpico em Portugal ocorrem durante meses, de Maio a Setembro. As actividades destinam-se a crianças e adultos, e contam com a participação de vários atletas olímpicos, como Rosa Mota e Duarte Marques. A organização é do Comité Olímpico de Portugal.

Esta data é celebrada oficialmente desde 23 de Junho de 1948, lembrando um dos mais relevantes marcos do Movimento Olímpico: o nascimento dos Jogos Olímpicos da Era Moderna.

Este Dia Olímpico conta com a participação de mais de 150 Comités Olímpicos Nacionais. Pelo globo verificam-se milhares de actividades desportivas, de competições a colóquios, de exposições a debates e conferências educacionais.”

CITIUS, ALTIUS, FORTIUS, mais rápido, mais alto, mais forte, mais saudável, mais sensível, mais humano. O importante é participar. Ganhar é o apogeu. Ouvir o hino nacional é a recompensa.

12 comentários em “Hoje é dia de”

  1. « Triste viuvinha

    Cantigas tradicionais que se cantavam aí ao Domingo. Não havia cafés, não havia discotecas, não havia nada disso, e rapazes e raparigas novos juntavam-se nos largos – às vezes das igrejas, ou mesmo outros largos das próprias localidades – e cantavam e dançavam. Chamava-se o baile de roda – davam as mãos e andavam à roda a cantar, ou no meio, como a “triste viuvinha”.
    Andava uma no meio da roda e punha assim o braço, como andava a chorar. Estava triste.
    Olha a triste viuvinha
    Que anda na roda a chorar
    Anda a ver se encontra o noivo
    Para com ela casar

    1. Olha a triste viuvinha
      Que anda na roda a chorar
      Anda a ver se encontra o noivo
      Para com ela casar
       (E depois pedia a um – paravam o baile e ela pedia a um:)
       – Queres casar comigo?
      E ela dizia:
      – Que ofício tens?
      – Sou sapateiro.
      – Não te quero.
      (E depois continuava a roda:)
      Já lá levas um cabaço
      Dois ou três há-de levar
      É bem feito, é bem feito
      Não achares com quem casar

      A minha bisavó Júlia ensinou-me a moda Ensinou-me N músicas e pregões, dos quais me vou lembrando assim assim. A cantiga da Espiga, esta, o pavão… Algumas encontro na net, outras apenas pedaços na minha cabeça.

  2. Bom dia a todas as viúvas e viúvos de Portugal e do mundo. Só o facto de referir viúvas e viúvos já estou a falar de experiências diferentes e se juntar Portugal e o mundo, a distância é ainda maior.
    Entendo a sua questão da discriminação de género, mas, infelizmente, este problema não pode ser analisado apenas sob esse prisma. A perda não é tema de discussão nos estudos sobre a viuvez, porque a perda pode ser igualmente devastadora para homens e mulheres. Aqui não há diferenças, há tristeza, há a metade da laranja que se foi, há um cochear que pode levar anos a recuperar.
    O que falamos quando estudamos a viuvez, é da descriminação de género (como construção social), na posição fragilizada das mulheres nas sociedades e nas culturas, na desigualdade económica, na falta de redes sociais de apoio, na representação social da viúva, que as remete para os cantos da solidão e do desespero, impedindo-as de refazer as suas vidas e subjugando-as ás ajudas da família ou do estado . Sei do que falo, não só por experiência própria, mas também porque estudei e aprofundei exaustivamente este tema no meu programa doutoral.

    Qual é a imagem lhe vem á mente quando pensa numa viúva?

    Sabe qual foi o retrato que construí depois de m inquérito que lancei? A viúva da Nazaré…uma senhora velhinha, triste, só e vestida de preto.

    Uma viúva descompõe sempre uma mesa!

    1. Entendo que em certas culturas seja assim. Sem sombra de dúvida.
      No ocidente do século XXI, não me parece que assim seja. A viúva passa a ser oficialmente a matriarca.
      Quando penso numa viúva, penso na minha Mãe. Ficou viúva com 57 anos, não voltou a casar porque não quis e passou a ser efectivamente o chefe da família, “cargo” pertencente ao meu pai, ou pelo menos ele pensava que sim. Já nem a minha tia Adelaide ficou triste e solitária quando o último marido faleceu. Ia a excursões e outros passeios organizados pela junta de freguesia e pelos centros de dia das suas freguesias.
      A viúva fica com pensão de sobrevivência e pode continuar o seu trabalho. Nunca vi fosse quem fosse ser descriminado por enviuvar muito pelo contrário.
      Não discordo do que escreveu, porque foi assim. Já não creio que o seja na cultura ocidental.

  3. Realmente, se imaginar o velório com o bolo e o prato dos camarões em cima da tampa do caixão, só falta mesmo o bêbado para cantar os parabéns e apagar as velas.
    Está tudo louco, só pode.

    1. O século XX já se foi e todos os seus tabus e preconceitos acerca das viúvas foram esbatidos com o tempo.
      Nós não temos a cultura dos velórios com comes e bebes. Isso é uma americanice que espero bem não seja importada. Não consigo entender o objetivo,

      1. Eu não consigo entender é a discriminação. Ou temos direitos iguais ou não temos.
        O dia do viúvo até pode ser no dia a seguir ao dia da viúva que eu não me importo.
        Mas também quero festejar, ora essa.

  4. O Dia Internacional das Viúvas.
    E por que não dos Viúvos, abrangendo viúvas e viúvos?
    Agora não há tantas viúvas como antigamente, diz-se por não haver conflitos militares e os homens também passaram a ir mais ao médico. Mas continua a haver mais viúvas que viúvos.
    Agora já não se vê viúvas casadas, ou seja com o marido vivo. Eram as mulheres vestidas de preto quando os maridos imigravam e elas, ainda novas, ficavam nas suas terras assim vestidas para não se meterem com elas. Também havia as viúvas dos homens da pesca do bacalhau, que se vestiam de preto durante o tempo da companha e às vezes assim ficavam vestidas para sempre, infelizmente.
    Em tempos, houve um estudo sobre o número exagerado de suicídios de pessoas idosas numa região do Alentejo, acontecia com viúvas e viúvos que ficavam sós e não tinham ninguém para tratar deles.

    1. Exactamente a minha questão.
      Como tudo o mais na vida, a morbidez do luto forçado com os cônjuges vivos foi praticamente erradicada.
      Creio que, em tempos, no Alentejo profundo, como em outras zonas do interior do país acontecia a solidão ser insuportável. A televisão veio alterar essa desolação. ssm poder remediar a perda do ente querido, distraía e distrai os depressivos o suficiente para evitar situações terminais.

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