Hoje é dia de


Maria Dulce Fernandes,

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A 20 de Junho celebra-se O Dia Mundial da Produtividade

“Esta data é aproveitada por certas empresas, como empresas de consultoria, formação, informática e bebidas, para divulgar serviços e produtos que ajudem a melhorar a produtividade das pessoas. Se sente que não está a produzir o suficiente, este é o dia do calendário para reflectir e encontrar novas formas de trabalhar e de aumentar a produtividade.

Pelo contrário, se tem trabalhado de forma exemplar, cumprindo tudo o que se espera de si e ainda mais alguma coisa, então este é um dia de descanso e de celebração pela sua proeza. Uma empresa produtiva é uma empresa onde todos os elementos da equipa sabem claramente qual o caminho a percorrer e qual o contributo de cada um para a rentabilidade da organização como um todo.”

Ser produtivo e contribuir para o todo, para que a sua rentabilidade seja uma realidade, é uma utopia. As leis protegem tanto o rentável como o relapso e não há como contorná-las. Atentemos dois funcionários que trabalham o mesmo número de horas a fazer o mesmo serviço. Um deles apresenta no final no mês as X horas trabalhadas exemplarmente. O segundo é fumador,  a mulher é hospedeira, tem dois filhos menores,  passa o tempo pelos cantos agarrado ao telemóvel, tem sempre de sair mais cedo e rasa diariamente a tolerância no ponto na entrada. No final do mês, traz N justificações e recebe o mesmo do que o outro quando efectivamente trabalha quase metade. 

É assim que a lei funciona. Só poderão ser eventualmente distinguidos nos prémios anuais de produtividade quando os há.

 

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Hoje assinala-se O Dia Mundial de Refugiado

“O Dia Mundial dos Refugiados é celebrado anualmente a 20 de Junho para lembrar todos os que tiveram de escapar à guerra, a perseguições ou a cenários de terror, e também os que por qualquer outra razão, como a raça, religião, nacionalidade, pertença a um grupo social particular ou com opinião política, foram forçados a deslocar-se para outra região que não a sua.

Este ano, o tema da celebração é «Juntos superamos, aprendemos e brilhamos».

O Dia Mundial dos Refugiados foi proclamado através da Resolução 55/76 adoptada na ONU 4 de Dezembro de 2000″.

 

Eles chegam nos barcos, nos autocarros e minivans, nos comboios, nos aviões, a pé. Tristes e esperançados. Deixaram tudo para trás para procurar segurança e paz. Sobretudo para procurar um futuro que possa mesmo existir, sem constantes ameaças à integridade e à vida.

Abrimos-lhes a porta. Que sejamos pródigos em recebê-los condignamente. Hoje são eles, amanhã poderemos ser nós.

32 comentários em “Hoje é dia de”

  1. nesta republiqueta ninguém sabe o que é produtividade, com excepção para os disparates.
    sinto-me refugiado no país onde tive a triste sina de nascer.
    tenho pena dos Ucranianos, vítima de guerra.
    os não europeus que queriam ser independentes deviam ter pensado antes de invadir o colonizador

    1. Ninguém sabe o que produtividade, não é verdade. O difícil é separar o trigo do joio. Nem cal culam a quantidade de funcionários exemplares enquanto estão a contrato, que se tornam os maiores lorpas quando passam à efectividade; só têm direitos e quanto a deveres, desconhecem o conceito. E além disso minam o grupo de trabalho, de modo a nivelar por baixo. Quanto aos não europeus que se tornaram independentes, se nunca se entenderam antes da independência por razões tribais ou de facção política, como é que se poderiam entender depois da independência, quando a ordem deixou de ser pelo chicote e pela grilheta? Horrível? Absolutamente! Mas era a única ordem que conheciam e respeitavam e foi substituída pelo caos. Como não fugir?

  2. Já era para lhe dizer isto antes mas agora cá vai : obrigado pela rubrica que iniciou.
    De facto a produtividade das empresas tem muito que se lhe diga e na que eu estou deveria começar é pelos directores e quanto a minar o espírito de equipa nada melhor que um chefe de equipa e não posso elaborar mais e melhor …quanto aos refugiados tenho quase a mesma opinião que o entulho com a ressalva de que nalguns casos fomos “nós” que lançamos o terror em alguns países …

  3. É muito mais produtivo não fazer nada do que fazer e estragar tudo.
    Viva o ócio!
    Viva a procrastinação!

    1. Provavelmente a viver as custas de uma mulher. Nós Mulheres somos as únicas guerreiras do trabalho!

      Ana Sousa

          1. Por acaso fazemos muita cera, se não fosse o Santuário nem conseguíamos dar vazão.

  4. “…segundo é fumador, a mulher é hospedeira, tem dois filhos menores, passa o tempo pelos cantos agarrado ao telemóvel, tem sempre de sair mais cedo e rasa diariamente a tolerância no ponto na entrada. No final do mês, traz N justificações e recebe o mesmo do que o outro quando efectivamente trabalha quase metade. “
    Este exemplo da para muitas observações incluindo a mulher trabalhar com ‘hospiradores’ (?).
    Agora a sério.
    A empresa não tem um patrão/gerente/encarregado para chamar a atenção ou até proibir de fumar e telefonar nas horas de serviço, que é perfeitamente legal?
    E para exemplos de falta de produtividade tem de se arranjar alguém com filhos, o quer dizer para o um país ter empresas produtivas será “proibido” ter filhos, ou se quiser ter filhos estudo para trabalho liberal. E uma grande chatice de falta de produtividade de entrar e sair na hora. (aparece sempre aquela do entrar a horas entra, mas nunca pode ficar mais um bocado).
    Em tempos foi sugerido, para aumentar a produtividade, arranjar trabalhadores sem sentimentos não vá algum ter de ajudar uma velhinha a atravessar a rua e chegar três minutos atrasado,
    Voltando ao exemplo, que é nitidamente populista por não ser o que realmente acontece nas fábricas de lanifícios, calçado ou outras de trabalho “à peça ou à obra” ou no caso concreto da montagem de automóveis, e que são o tecido empresarial que pesa para o apuramento da produtividade, que tem a ver com os custos de produção, salário/hora e produto fabricado com ou sem tecnologia de ponta.
    Este exemplo apresentado é sempre a mesma treta, que espremido é para casos de empregos do estado.

    1. Não deve ter bem a noção do que é que acontece ser ser apenas na função pública. Ou então não deve ser patrão/gerente/encarregado de um serviço que implode por incumprimento, sendo que a lei proteje sempre os prevaricadores.
      No exemplo que dei, o exmo. funcionário, no tempo em que esteve a contrato, já a esposa era hospedeira e tinha dois filhos e era um exemplo a seguir. e esta hein ?

      1. “..sendo que a lei proteje sempre os prevaricadores.” ?
        A lei protege a parte mais fraca, que neste caso será um trabalhador, mas na situação de julgamento com indemnização por o juiz não aceitar a justa causa do despedimento.
        O patrão/gerente/encarregado tem no Código do Trabalho legislação para suspender e até despedir com justa causa o não cumprimento do contrato de trabalho.
        Não percebo a relação da esposa ser hospedeira (de bordo de aviões?) e o “exmo. funcionário” enquanto a contrato não fumar nem falar ao telefone, e depois veio o vício do tabaco e do telemóvel. Então até era uma justa causa acrescida para levar com um ‘oiça lá mas vem pra trabalhar a ou pra falar ao telemóvel?’, e prevaricando processo disciplinar apontando justa causa para despedimento.
        Vamos ver se entendo, como ela era hospedeira e tinham dois filhos , provavelmente antes de ser hospedeira, teria de ser ele a tratar dos filhos, era assim? Então os filhos nasceram no decorrer do tempo do contrato a termo certo, e por que não foi rescindido o contrato por ter chegado o seu termo? Que grande exmo. funcionário foi ele, a aguentar três anos para depois saltar a tampa da falta de respeito para com a entidade patronal.
        Patronal ou do Estado, sendo exmo. funcionário é do Estado.

        1. Pois é… três anos quase imaculados, para depois dar nisto…
          A contracto, também fumava e falava ao telefone, menos tempo e menos ostensivamente.
          Há pessoas que seguem à letra aquela máxima do Da Vinci : “paus e pedras partem-me os ossos, mas palavras não me atingem”. Por isso falar para quê? Ouve , diz que sim e pronto,continua como se nada fosse. Tem uma data de direitos!
          Até agora os prémios anuais foram suspensos devido ao estado de pandemia, mas irão voltar e este exemplar irá bradar aos céus e ameaçar com N entidades, como de costume, por se sentir “injustiçado”.

          1. “esse exemplar” é um caso dos trabalhos para a entidade patronal (não sei se publico ou privada).
            Como é que fuma em recintos fechados e como é que telefona do local de trabalho sem ser em serviço ou em caso de urgência familiar?
            Parece que “esse exemplar” tem as costas quentes por qualquer razão.

          2. É o típico abusador. Não tem as costas quentes, apenas se sabe movimentar pelos interstícios da legislação. Gostava de ter notas de 100,00€ como quantas as reprimendas que teve. Nenhuma delas tem fundamento legal para processo disciplinar , por isso…

    2. Um colega foi obrigado a preencher uma folha de falta por 3 min devido a acidente de viação que ocorreu a 500 m da empresa e que “toda” a gente viu.

          1. Se houver um atraso ente 5 a 10 minutos ( numa base diária, não consecutiva), não há penalização, do mesmo modo que se for necessário ficar 5 a 10 minutos após o expediente, não há retribuição. Após o expediente, fechou….

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