
Hoje celebra-se O Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas
“O Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas é assinalado anualmente a 10 de Junho, data da morte de Luís de Camões. Este dia presta homenagem a Portugal, aos portugueses, à cultura lusófona e à presença portuguesa por todo o mundo.
O 10 de Junho começou por ser um feriado municipal em Lisboa, dedicado a Camões. Foi elevado pelo Estado Novo a feriado nacional, como «Dia de Camões, de Portugal e da Raça». Com o 25 de Abril, passou a ter a actual designação”
.
O 10 de Junho era o dia do piquenique da família. De toda a família, aquela em que nascemos e aquela que escolhemos. Conforme o tempo que fazia, decidíamo-nos entre o Parque das Merendas de Sintra, o Parque de Cascais (Ribeira dos Mochos), a Lagoa de Albufeira ou a Figueirinha. Era obrigatório todos os participantes contribuírem com um prato cozinhado, pão, água e vinho, levarem mantas, copos e talheres. A minha mãe levava galinhas pré-cozinhadas, uma caixinha com sangue, o pacote de arroz, um garrafão de água e um Campingaz. Depois era a magia da colher de pau e zás! Lumus! E a cabidela era de chorar por mais. A galinha macia, o arroz malandro, o sabor um regalo.
Um dos meus maiores desgostos, culinariamente falando, é não ter “mão” para misturar o sangue e muitas vezes fica talhado. Sabe bem, mas não é a mesma coisa. Imperdoável.
Camões tinha olho para as coisas. Sabia das voltas que a vida dá e que quanto maior é a subida, maior é o trambolhão.
Perdigão perdeu a pena
Não há mal que lhe não venha.
Perdigão que o pensamento
Subiu a um alto lugar,
Perde a pena do voar,
Ganha a pena do tormento.
Não tem no ar nem no vento
Asas com que se sustenha:
Não há mal que lhe não venha.
Quis voar a u~a alta torre,
Mas achou-se desasado;
E, vendo-se depenado,
De puro penado morre.
Se a queixumes se socorre,
Lança no fogo mais lenha:
Não há mal que lhe não venha.
Um abraço para as comunidades portuguesas por esse mundo fora, especialmente Rio de Janeiro, Luanda, Amsterdam e Geilenkirchen na Alemanha.

A 10 de Junho celebra-se O Dia dos Alcoólicos Anónimos
“Foi a 10 de Junho de 1935, nos EUA, que se realizou a primeira reunião em que alcoólicos procuraram ajudar-se mutuamente. Desde então a mensagem de esperança da recuperação do alcoolismo expandiu-se, chegando a mais de 180 países e ajudando mais de dois milhões de mulheres e homens alcoólicos, em mais de 109 mil grupos que se reúnem regularmente.
Em Portugal, Alcoólicos Anónimos tem uma estrutura consolidada, mantendo activos 85 grupos e realizando perto de 190 reuniões semanalmente, distribuídas pelo continente e regiões autónomas, levando ao alcoólico que ainda sofre uma mensagem de esperança. Além das reuniões destinadas exclusivamente a alcoólicos, são organizadas regularmente reuniões abertas a não-alcoólicos, familiares, técnicos de saúde e outros profissionais e entidades.”
Trabalhar com álcool ali à mão e não poder beber é um suplício tantálico para quem procura a resposta a todos os problemas existenciais no fundo de uma garrafa de vinho. É uma luta diária e são mais os dias em que se perde. Vejo-os lutar e cair e erguer-se para mais um dia, que em sendo bom, pode durar dois ou três. Alguns há cujo funcionamento já depende da ingestão da bebida e sabem que se o fizerem com conta peso e medida vão enganando os menos atentos e passam pela chuva sem grande molha, mas se chega a recaída sabem que a encharcada é difícil de reabilitar. É um dos grandes males da nossa era, mas não é recente e não irá desaparecer facilmente.

No 10 de Junho celebra-se O Dia do Ice Tea
“As origens do Lipton Chá Gelado remontam ao nosso estimado Sir Thomas Lipton. Após abrir a primeira mercearia em Glasgow em 1871, onde vendia chá aos seus clientes, viu o potencial que existia na aromática bebida e decidiu comprar várias plantações de chá no Ceilão (hoje, Sri Lanka). Foi o início de uma revolução que o levaria a democratizar o acesso ao consumo de chá, acreditando que o chá deveria ser desfrutado por toda a gente, e não apenas pelas classes mais ricas. Sir Thomas encontrou formas menos dispendiosas de embalar e transportar o chá, tornando-o disponível às pessoas comuns. O chá Lipton revelou-se um sucesso imediato, chegando rapidamente ao mundo inteiro. Hoje é apreciado por milhões de pessoas.
A grande oportunidade para o Chá Gelado chegaria 25 anos depois, durante a Feira Mundial de St. Louis em 1904. O tempo quente inspirou Richard Blechynden, dono de uma plantação de chá, a juntar gelo às amostras de chá que distribuía aos visitantes. O resultado refrescante e surpreendente foi um êxito imediato. Esta oferta promocional colocou o Chá Gelado no topo das preferências”
Caseiro, gelado, com limão e hortelã! Há lá coisa melhor para acompanhar a leitura, numa espreguiçadeira à sombra com o mar a brincar ali em baixo? Sou fã!
(Imagens do Google)

Juntar no mesmo dia, Portugal, Camões, Comunidades, Alcoólicos Aninimos e Ice Tea, não lembra ao careca, como diria o nosso PR
Portugal, Camões e as CP é dar de beber à dor, como diria Amália, e catapultam-nos para os AA que nos impingem Ice Tea para esquecer, como se fosse possível. Está tudo ligado. Não há coincidências, António
« DIA do DEPENENADO» pela agência Rato-Belém
Filas de rostos pálidos murmurando, máscaras de medo,
Eles deixam as trincheiras, subindo pela borda,
Enquanto o tempo bate vazio e apressado nos pulsos,
E a esperança, de olhos furtivos e punhos cerrados,
Naufraga na lama. Ó Jesus, fazei com que isso acabe!
Siegfried Sassoon (1947, p. 71)
O dia do depenado não se celebra, entulho. É um acontecimento diário sem direito a celebração.
“O Dia dos Alcoólicos Anónimos” Bem precisava de um dia mas este não é o meu. Sou alcoólico mas não anónimo.
Neste contexto dos blogues, é mil vezes pior ser anónimo, António. Anonimato aceita-se em reuniões de dependentes de vícios infelizes.
Bom fds prolongado!
Obrigada por não esquecer as comunidades portuguesas, Dulce. Por acaso, este ano estou em Portugal, mas é sempre gratificante, quando alguém não se esquece que este é também o nosso dia.

As comunidades portuguesas sempre foram o grande sustentáculo do nome de Portugal no mundo, Cristina. Feliz dia das Comunidades Portuguesas. Beijinho.
Os miúdos bebem muito ice tea e a maioria dos
pais ignora que muitos deles têm doses elevadas
de cafaína , depois andam todos excitados e ninguém
sabe porquê.
O ice tea tradicional, que é chá preto com limão, tem carradas de teína. Acho piada a quem não consome café porque a cafeína é um estimulante, e depois bebe Ice tea e Coca Cola, Kika.
Sim MDF, o mais adequado é teína para designar a cafaína
do chá se bem que ambos têm o mesmo princípio activo .
Aqui onde vivo fizeram uma análise para determinar esses níveis ,
e curiosamente o ice tea de pêssego era o que tinha níveis mais elevados .
Gosto imenso de café mas só bebo de manhã. Sou extremamente sensível
a essa substância. Chá é raro beber. ( provavelmente já tinha dado por isso 😂😂).
Quem diria que para além do aroma a pêssego ainda carregavam na teína?
Eu prefiro o que eu faço, de preferência com produtos naturais
No tempo do “Dia de Camões, de Portugal e da Raça”
Nunca consegui perceber o porquê do “Dia de ……e da Raça”
Da “Raça”, que raça? Raça humana, para nos distinguir dos outros primatas ou dos outros animais? Grupo étnico dos Portugueses? Mas, se nesse tempo, Portugal era do Minho a Timor, quer dizer que, também, não seria étnico. A não ser que os negros, indianos, chineses e mauberes fossem assim considerados para a ONU ver.
E sobre Camões era como lhes dava jeito.
Sempre que o épico escrevia contra os fortes, logo apareciam uns deita abaixo com estórias
para o denegrir.
‘Estava o Camões em casa, junto de sua mãe a fazer sopa num lume de chão, quando
batem à porta.
Deita um olho na sopa que vou ver quem é, disse-lhe a mãe.
E ouvisse pllooff., na água da sopa. (foi assim que o Camões perdeu o olho direito).
A raça é a raça/povo português/ lusitano. Usava-se o termo para denominar um povo indomável
Quanto a Camões, coitado, é pau para toda a obra. Ou é o expoente máximo ou é um apoiante da usurpação colonial. Enfim…
Então seria étnico, de lusitanos.
E os habitantes das províncias ultramarinos que não eram etnicamente lusitanos, não eram de raça portuguesa?
Provavelmente não. Naqueles tempos os naturais das colónias eram considerados selvagens e basicamente escravizados. E era naturalíssimo ser-se racusta, i contrário é que era condenável. O que vale é que a sociedade evoluiu bastante. Pois…
Naquele tempo?
Quem arranjou esta do ….Dia da Raça foi o salazarismo.
A história dos homens de raça, os lusitanos, de quem Camões canta o peito ilustre, é muito anterior ao Salazarismo. Quem sabe o Estado Novo estaria a pensar em cavalos quando criou o Dia da Raça?
o Parque de Cascais (Ribeira dos Mochos)
!!
Esse parque, que eu me recorde, é deveras pequeno e encafuado e sem grande beleza ou interesse. Creio que a maior parte dos habitantes de Cascais não o conhece ou não o frequenta. O Parque Marechal Carmona não seria muito melhor?
Não sei, se calhar era melhor, mas gostávamos de ir para ali. Era sossegado e muito agradável.
Coitados dos pobres daquele tempo, foi preciso um sir Lipton “democratizar” o acesso dos pobres a água fervida, folhas de limoeiro e Hortelâ. Só rir. A palavra deveria ser outra.